{"id":10013,"date":"2026-02-26T16:57:44","date_gmt":"2026-02-26T16:57:44","guid":{"rendered":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/?post_type=portfolio&#038;p=10013"},"modified":"2026-03-09T16:53:37","modified_gmt":"2026-03-09T16:53:37","slug":"8-divida-quem-deve-a-quem","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/8-divida-quem-deve-a-quem\/","title":{"rendered":"#8 D\u00edvida: quem deve a quem?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;60&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_custom_heading text=&#8221;#8 D\u00edvida: quem deve a quem?&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%23D88B39&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1772125839000{margin-top: 20px !important;}&#8221;][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento atua h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas, de forma mais ou menos reflexiva e cr\u00edtica, no \u201csul global\u201d, em campos variados desde a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, entre outros. Um dos questionamentos-chave que tentamos trazer desde o primeiro n\u00famero desta revista \u00e9 como \u00e9 que o \u201cdesenvolvimento\u201d contribui efetivamente para dirimir as rela\u00e7\u00f5es desiguais &#8211; profundamente estruturais &#8211; entre pa\u00edses, popula\u00e7\u00f5es, comunidades. Uma das ra\u00edzes dessa injusti\u00e7a perene \u00e9 o sistema econ\u00f3mico e o sistema financeiro global e uma das pe\u00e7as fundamentais desse sistema \u00e9 a d\u00edvida, tema do n.\u00ba 8 da Outras Economias, constru\u00eddo com a <span style=\"color: #c7080d;\"><a style=\"color: #c7080d;\" href=\"https:\/\/www.fecongd.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>FEC<\/strong><\/a><\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se para muitas pessoas a d\u00edvida \u00e9 algo vivenciado de forma individual (por exemplo, quando pedimos um empr\u00e9stimo a um\/a familiar ou a um banco), a d\u00edvida dos Estados \u00e9 algo mais remoto. Que s\u00f3 se torna mais presente quando nos afeta diretamente: entre 2011 e 2015, a d\u00edvida, o FMI, os ajustamentos estruturais, entraram na linguagem quotidiana porque Portugal se encontrou numa \u201ccrise da d\u00edvida\u201d e todos\/as sentimos os seus efeitos (cortes no Estado social, por exemplo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o que \u00e9 efetivamente a d\u00edvida de um pa\u00eds \u2013 chamada \u201cd\u00edvida soberana\u201d ou \u201cd\u00edvida p\u00fablica\u201d? Como se forma e que papel tem na gest\u00e3o econ\u00f3mica e financeira de um Estado? Francisco Lou\u00e7\u00e3 d\u00e1-nos pistas para percebermos melhor os meandros destas quest\u00f5es e que, afinal, elas n\u00e3o s\u00e3o novas. A hist\u00f3ria dos pa\u00edses \u00e9 uma hist\u00f3ria de d\u00edvida, mas que, em contextos espec\u00edficos, como foi o colonialismo europeu tra\u00e7aram e estruturam trajet\u00f3rias que se parecem com ruas sem sa\u00edda. Jean Saldanha da Eurodad fala-nos do peso desse per\u00edodo para muitos pa\u00edses ex-colonizados, existindo inclusive pa\u00edses que tiveram que se endividar junto do ex-colonizador para pagar uma d\u00edvida imposta por este, como foi o caso do Haiti retratado neste n\u00famero.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_gallery interval=&#8221;3&#8243; images=&#8221;10014,10015&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; onclick=&#8221;kalium_lightbox&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1772126983503{margin-top: -40px !important;}&#8221;]Mergulh\u00e1mos no nosso Arquivo e encontr\u00e1mos o n.\u00ba 18 da <strong>Terra Solid\u00e1ria<\/strong> &#8211; publica\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica do CIDAC editada entre 1986 e 1990 &#8211; que demonstra como o problema da d\u00edvida \u00e9 estrutural.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O movimento pela justi\u00e7a clim\u00e1tica vem alertando, nos \u00faltimos anos, para uma outra d\u00edvida onde quem deve n\u00e3o s\u00e3o os pa\u00edses do \u201csul global\u201d mas sim os do \u201cnorte\u201d: a d\u00edvida clim\u00e1tica. Alicia Maldonado explica as rela\u00e7\u00f5es entre d\u00edvida econ\u00f3mica e d\u00edvida clim\u00e1tica e as exig\u00eancias do movimento \u201cDebt for climate\u201d: o cancelamento de todas as d\u00edvidas do sul global. S\u00e3o v\u00e1rias as solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para as d\u00edvidas soberanas: reestruturar, converter ou perdoar. Se o movimento climatico defende o cancelamento, as institui\u00e7\u00f5es internacionais e os pa\u00edses credores seguem, muitas vezes, o caminho da reestrutura\u00e7\u00e3o ou da convers\u00e3o. Arlindo Fortes explicita, a partir de Cabo Verde, como a convers\u00e3o da d\u00edvida pode, no entanto, ser uma continuidade do ciclo da d\u00edvida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas se a d\u00edvida \u00e9 hist\u00f3rica, tamb\u00e9m \u00e9 historicamente defendido por algumas religi\u00f5es, como a Cat\u00f3lica, o \u201cjubileu\u201d: o rein\u00edcio! Esse rein\u00edcio implica, entre outros, o perd\u00e3o de todas as d\u00edvidas. Alfonso Picella, da Caritas Internationalis, fala-nos da campanha \u201cTurn Debt into Hope\u201d lan\u00e7ada durante o \u00faltimo ano jubilar e sublinha que a d\u00edvida, mais do que uma quest\u00e3o econ\u00f3mica e moral, \u00e9 uma quest\u00e3o de justi\u00e7a!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A d\u00edvida \u00e9 um tema econ\u00f3mico complexo, mas fundamental para a literacia (cidad\u00e3) econ\u00f3mica. A \u201cIniciativa para uma auditoria \u00e0 d\u00edvida p\u00fablica\u201d foi um exemplo, em Portugal, de apropria\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 deste tema \u00e1rido e cuja experi\u00eancia \u00e9 retratada por Eug\u00e9nia Pires. \u00c9 nesse sentido, de dar instrumentos para a apropria\u00e7\u00e3o de temas econ\u00f3micos, que constru\u00edmos a cada n\u00famero propostas pedag\u00f3gicas a explorar em contextos de educa\u00e7\u00e3o formal e n\u00e3o formal, como a que pode encontrar <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/proposta-pedagogica-8\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #c7080d;\">aqui<\/span><\/strong><\/a> relativamente ao tema da d\u00edvida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se desejar receber informa\u00e7\u00f5es sobre as atividades de anima\u00e7\u00e3o (c\u00edrculos de leitura, apresenta\u00e7\u00f5es, oficinas, etc.) da revista, fa\u00e7a a sua subscri\u00e7\u00e3o \u2013 gratuita \u2013 <span style=\"color: #c7080d;\"><a style=\"color: #c7080d;\" href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/subscricao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>aqui<\/strong><\/a><\/span>.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Em colabora\u00e7\u00e3o com&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|text_align:left|color:%23C7080D&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<a href=\"https:\/\/www.fecongd.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-opt-id=422172642  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-10021\" src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:212\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/logoFEC_apenasFEC.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:212\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/logoFEC_apenasFEC.png 300w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:768\/h:543\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/logoFEC_apenasFEC.png 768w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:842\/h:595\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/logoFEC_apenasFEC.png 842w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row full_width=&#8221;stretch_row&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1737719995400{margin-top: 10px !important;margin-bottom: 60px !important;padding-top: 50px !important;padding-bottom: 50px !important;background-color: #E5E5E5 !important;}&#8221;][vc_column][vc_empty_space][vc_custom_heading text=&#8221;#8 D\u00edvida: quem deve a quem?&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23C7080D&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<strong>Conselho Editoria<\/strong>l: &nbsp;CIDAC (Cec\u00edlia Fonseca, Cristina Cruz, St\u00e9phane Laurent); FEC (Ana Patr\u00edcia Fonseca)[\/vc_column_text][vc_custom_heading text=&#8221;Contribu\u00edram para este n\u00famero:&#8221; font_container=&#8221;tag:h3|text_align:left|color:%23C7080D&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1772126047475{padding-top: 20px !important;}&#8221;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1773075215110{margin-top: 20px !important;margin-bottom: 10px !important;}&#8221;]<strong>Artigos:<\/strong> Alexandre Abreu, Alfonso Picella, Alicia Maldonado, Arlindo Fortes, CIDAC, Egas Daniel, Eug\u00e9nia Pires, Janu\u00e1rio Nascimento, Jean Saldanha<\/p>\n<p><strong>Ilustra\u00e7\u00f5es:<\/strong> Livro \u201cA Intermin\u00e1vel d\u00edvida do Terceiro Mundo: que fazer?\u201d, LOC e Oikos (1994)<\/p>\n<p><strong>V\u00eddeo com:<\/strong> Francisco Lou\u00e7\u00e3&nbsp;&nbsp; <strong>Edi\u00e7\u00e3o:<\/strong> Outros \u00c2ngulos;&nbsp; <strong>e com<\/strong>:&nbsp; Alfonso Picella <strong>Edi\u00e7\u00e3o:<\/strong> Caritas Internationalis e CIDAC<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00f5es:<\/strong> Aurora Santos, CIDAC<\/p>\n<p><strong>Conce\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica:<\/strong> Carlos Guerreiro<\/p>\n<p><strong>Pagina\u00e7\u00e3o:<\/strong> CIDAC[\/vc_column_text][vc_empty_space height=&#8221;180&#8243;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;60&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_custom_heading text=&#8221;#8 D\u00edvida: quem deve a quem?&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%23D88B39&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1772125839000{margin-top: 20px !important;}&#8221;][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] A coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento atua h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas, de forma mais ou menos reflexiva e cr\u00edtica, no \u201csul global\u201d, em campos variados desde a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, entre outros. 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