{"id":10414,"date":"2026-04-27T17:03:21","date_gmt":"2026-04-27T17:03:21","guid":{"rendered":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/?post_type=portfolio&#038;p=10414"},"modified":"2026-05-05T16:00:11","modified_gmt":"2026-05-05T16:00:11","slug":"outras-economias-pode-uma-revista-ser-educacao-para-o-desenvolvimento","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/outras-economias-pode-uma-revista-ser-educacao-para-o-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"Outras Economias: pode uma revista ser Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;60&#8243;][vc_custom_heading text=&#8221;Outras Economias:&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|font_size:70|text_align:left|color:%23C7080D&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;pode uma revista ser Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento?&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23C7080D&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777988870540{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<span style=\"color: #163a48;\"><strong>CIDAC<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Tempo aproximado de leitura:<\/strong> 25 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dia surgiu-nos uma ideia: fazer uma revista sobre economia(s) para n\u00e3o-economistas! A ideia em si era estranha por muitas raz\u00f5es. Primeiro, porque n\u00e3o quer\u00edamos falar sobre economia da forma como ela \u00e9 normalmente falada, mas da pluralidade de vis\u00f5es e pr\u00e1ticas de economia e de vis\u00f5es cr\u00edticas relativamente \u00e0s leituras econ\u00f3micas dominantes. Dois, n\u00e3o sendo economistas de forma\u00e7\u00e3o que legitimidade t\u00ednhamos para fazer uma revista sobre este campo? A coisa complicou-se ainda mais: quer\u00edamos fazer uma revista sobre economia(s) numa perspetiva de Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento (ED). Mas o que \u00e9 que a economia tem a ver com a ED?? E, sobretudo: quem vai ler uma revista que parece um objeto editorial n\u00e3o identific\u00e1vel?<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desafio \u2013 como est\u00e1 na moda dizer \u2013 era grande, mas fazia-nos e continua a fazer-nos todo o sentido. Neste texto, propomo-nos refletir sobre esta aventura iniciada no final de 2022 e que conta j\u00e1 com 9 n\u00fameros editados. A guiar esta reflex\u00e3o est\u00e3o quatro dimens\u00f5es da ED, uma constru\u00e7\u00e3o te\u00f3rica emersa no seio da Rede de Educa\u00e7\u00e3o para a Cidadania Global<strong><span style=\"color: #163a48;\"><sup>1<\/sup><\/span><\/strong> e na qual nos revemos:<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777975383717{padding-top: 20px !important;padding-right: 20px !important;padding-bottom: 20px !important;padding-left: 20px !important;background-color: #E5E5E5 !important;}&#8221;]&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dimens\u00e3o Pedag\u00f3gica:<\/strong> corresponde a processos educativos criadores e cr\u00edticos que partem da realidade quotidiana dos\/das aprendentes, nos quais as metodologias e abordagens utilizadas s\u00e3o coerentes com o que s\u00e3o os pr\u00f3prios conte\u00fados de ED e com uma aprendizagem que se pretende transformadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dimens\u00e3o Colaborativa:<\/strong> corresponde a processos dial\u00f3gicos, constru\u00eddos de forma conjunta e colaborativa pelos\/as intervenientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dimens\u00e3o Pol\u00edtica: <\/strong>processos que permitem desenvolver e potenciar, a n\u00edvel individual e coletivo, um olhar informado e cr\u00edtico para uma postura ativa e transformadora sobre as causas estruturais das situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a e desigualdade existentes no mundo, a n\u00edvel local e global.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dimens\u00e3o \u00c9tica:<\/strong> processos que partem de princ\u00edpios e valores basilares para a ED como a justi\u00e7a econ\u00f3mica e social, a equidade e o Bem Comum.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Usamos estas dimens\u00f5es n\u00e3o para mensurar o quanto a revista Outras Economias e os processos por ela desencadeados s\u00e3o ou n\u00e3o ED, mas enquanto instrumento que nos permite justamente refletir, e de alguma forma sistematizar e partilhar, intencionalidades, formas de fazer e de olhar, sobre esses processos como trilhos educativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para cada dimens\u00e3o, trazemos reflex\u00f5es sobre dois planos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; os processos que conduziram \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de cada n\u00famero (e que passaram pela constitui\u00e7\u00e3o de conselhos editoriais para cada edi\u00e7\u00e3o, os contactos com pessoas e entidades convidadas a contribuir com textos, v\u00eddeos, imagens) e das atividades que chamamos de \u201canima\u00e7\u00e3o\u201d (apresenta\u00e7\u00f5es, c\u00edrculos de leitura, oficinas de escrita, forma\u00e7\u00f5es de professores\/as, entre outros) e<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; os conte\u00fados propriamente ditos de cada edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #163a48;\"><sup>1 <\/sup><\/span><\/strong>A Rede de Educa\u00e7\u00e3o para a Cidadania Global foi criada em 2013, fruto do trabalho de constru\u00e7\u00e3o conjunto entre educadores\/as e professores\/as, e esteve ativa at\u00e9 2023. Pautou-se pelo trabalho em rede, de partilha de experi\u00eancias, pr\u00e1ticas, vis\u00f5es e reflex\u00f5es sobre a Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento \/ Educa\u00e7\u00e3o para a Cidadania Global (ED\/ECG). Em 2016, a rede definiu quatro dimens\u00f5es da ED\/ECG a partir dessa vis\u00e3o partilhada. Estas dimens\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o definitivas nem un\u00edvocas, elas representam uma tentativa \u2013 entre muitas outras \u2013 de explicitar o que \u00e9 o campo da ED\/ECG.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777975565874{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;A Outras Economias \u2013 um sentido \u00e9tico&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1777310426803{margin-top: 20px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777310434371{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 que um projeto editorial e atividades correlatas transparecem e se orientam por princ\u00edpios e valores como a justi\u00e7a social, a equidade e o bem comum?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um primeiro passo fundamental foi estabelecer de forma transparente o seu <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/sobre\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">posicionamento<\/span><\/strong><\/a>, isto \u00e9, ao que vinha. H\u00e1 uma proposta editorial clara relativamente \u00e0 forma de fazer (colaborativa), e \u00e0 vis\u00e3o sobre economia e o mundo como \u201ccr\u00edtica do modelo capitalista\u201d. Assume-se assim n\u00e3o com uma \u00e9tica jornal\u00edstica que, entre outros valores, se pauta pela objetividade e pela imparcialidade (isto \u00e9, se se analisa um facto \u00e9 necess\u00e1rio apresentar tamb\u00e9m o contradit\u00f3rio) mas como uma outra \u00e9tica. Na Outras Economias, h\u00e1 uma vis\u00e3o plural, mas cr\u00edtica, sem procura de uma pretensa neutralidade. O que n\u00e3o \u00e9 igual a fazer propaganda ou proselitismo. Ter um posicionamento pol\u00edtico cr\u00edtico, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 fugir do dogmatismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista das pr\u00e1ticas, a dimens\u00e3o \u00e9tica passou por algo que parece \u00f3bvio mas n\u00e3o \u00e9 dado, sobretudo em projetos ou atividades ligados a publica\u00e7\u00f5es: pagar \u00e0s pessoas e entidades que participaram no conselho editorial; \u00e0s que contribu\u00edram para a revista com conte\u00fados (textos, bandas desenhadas, participa\u00e7\u00e3o em podcast) e \u00e0s que codinamizaram as atividades de anima\u00e7\u00e3o, sempre que foi poss\u00edvel a n\u00edvel or\u00e7amental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma outra vertente &#8211; esta menos \u00f3bvia &#8211; das preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9ticas prende-se com as tecnologias usadas. Tamb\u00e9m as tecnologias n\u00e3o s\u00e3o neutras (dedicou-se o n\u00famero 4 da revista a esta reflex\u00e3o). Assim, a ferramenta de trabalho editorial colaborativo utilizada foi uma plataforma \u201copen source\u201d, a <span style=\"color: #163a48;\"><a style=\"color: #163a48;\" href=\"https:\/\/coletivos.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>coletivos.org<\/strong><\/a><\/span>, promovida por um coletivo que fornece espa\u00e7o a outros coletivos na Internet, para debaterem, partilharem e trabalharem de forma livre, gratuita e colaborativa.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;10410&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m da natureza pol\u00edtica das tecnologias utilizadas, uma preocupa\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio foi a da acessibilidade, tanto digital \u2013 da revista \u2013 como f\u00edsica \u2013 quando organizamos atividades. Tendemos a pensar que uma revista digital \u00e9 acess\u00edvel a todas as pessoas, descurando as pessoas invisuais, por exemplo. Pens\u00e1mos em fontes de letra que facilitam os instrumentos de leitura autom\u00e1ticos, e em ter leituras audio, mas na realidade n\u00e3o conseguimos garantir uma acessibilidade plena do site da revista. O mesmo se aplica \u00e0 acessibilidade f\u00edsica aos eventos a ela associados. A escolha dos espa\u00e7os tem sido orientada sobretudo pela sua diversifica\u00e7\u00e3o e para chegar a diferentes p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que toca \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, um outro aspeto \u00e9tico e pol\u00edtico a ter em conta \u00e9 a propriedade intelectual. Pens\u00e1mos a revista como um \u201c<span style=\"color: #163a48;\"><strong><a style=\"color: #163a48;\" href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/comuns\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">comum<\/a><\/strong><\/span>\u201d, um bem para ser usado, partilhado, por todos\/as. Por isso, e porque outras pessoas tamb\u00e9m pensam o conhecimento com um bem comum \u2013 e para tal criaram a organiza\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">Creative Commons<\/span><\/strong><\/a> \u2013 a revista est\u00e1 licenciada com a licen\u00e7a <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nc-nd\/4.0\/deed.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">Atribui\u00e7\u00e3o-N\u00e3oComercial-SemDeriva\u00e7\u00f5es 4.0 Internacional<\/span><\/strong><\/a>, o que quer dizer que os seus conte\u00fados podem ser utilizados mas n\u00e3o comercializados por outros\/as, obrigando apenas \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o da autoria.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777975579053{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;A Outras Economias \u2013 um sentido pol\u00edtico&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1777310849020{margin-top: 20px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777310972439{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como potenciar um olhar, individual e coletivo, informado e cr\u00edtico sobre as causas estruturais das situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a e desigualdade no mundo? Com uma intencionalidade clara de dar instrumentos &#8211; chaves de leitura &#8211; a quem acede \u00e0 revista para que possa construir a sua pr\u00f3pria leitura sobre o sistema econ\u00f3mico. Uma intencionalidade que passa pela escolha dos temas (outras economias, justi\u00e7a clim\u00e1tica, neocolonialismo, acordos de com\u00e9rcio livre, d\u00edvida p\u00fablica\u2026). Alguns deles mais conhecidos, outros mais escondidos ou esquecidos, pelo menos no campo do Desenvolvimento, como a d\u00edvida externa, e situa\u00e7\u00f5es que nos parecem menos conhecidas da sociedade portuguesa, como \u00e9 o caso do <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/o-franco-cfa-legado-colonial-com-repercussoes-atuais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">Franco CFA<\/span><\/strong><\/a> ou da <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/o-caminho-para-a-vitoria-passa-pela-destruicao-da-economia-de-colonizacao-marroquina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">ocupa\u00e7\u00e3o marroquina do territ\u00f3rio saharauri<\/span><\/strong><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Intencionalidade que passa pelos conte\u00fados. As pessoas e coletivos ou organiza\u00e7\u00f5es a quem foram pedidos contributos trouxeram olhares m\u00faltiplos e multifacetados para desconstruir quest\u00f5es que, muitas vezes nos s\u00e3o transmitidas como automaticamente boas ou neutrais como, por exemplo, a intensifica\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/a-marcha-da-financeirizacao-sobre-as-terras-agricolas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">monocultura do olival no Alentejo<\/span><\/strong><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para tal \u00e9 importante reunir vozes e experi\u00eancias diferentes, locais e\/ou globais, especialmente do sul global. Nos primeiros n\u00fameros essas vozes s\u00e3o menos ouvidas, mas nas reflex\u00f5es regulares que fazemos sobre a revista, percebemos que era fundamental (mas n\u00e3o instrumental) traz\u00ea-las. Este cuidado foi tamb\u00e9m tido no que toca ao equil\u00edbrio entre vozes de mulheres e homens. Em muitos campos do conhecimento, economia inclu\u00edda, a voz dos homens fala mais alto. Importa notar, no entanto, que n\u00e3o houve um reflexo mais abrangente relativamente ao g\u00e9nero e \u00e0 procura de vozes e olhares que v\u00e3o al\u00e9m da dicotomia heteronormativa mulher \/ homem.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As leituras cr\u00edticas sobre economia est\u00e3o, geralmente, sob o chap\u00e9u da denominada \u201ceconomia pol\u00edtica\u201d, cuja peculiaridade, face \u00e0 dita ci\u00eancia econ\u00f3mica, \u00e9 questionar os mecanismos estritamente econ\u00f3micos \u2013 como a circula\u00e7\u00e3o de moeda ou de bens \u2013 atrav\u00e9s das dimens\u00f5es hist\u00f3rica, cultural, social, jur\u00eddica. Isto \u00e9, a economia pol\u00edtica complexifica o que nos \u00e9 geralmente dado como \u00f3bvio (por exemplo: o crescimento do PIB provoca o bem-estar da popula\u00e7\u00e3o). Na revista, fazem-se duas tentativas: trazer essa complexidade e, simultaneamente, identificar esses mecanismos ou tecnicismos econ\u00f3micos, explicando-os e desmistificando-os. Por exemplo, o que \u00e9 a moeda, <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/o-que-e-a-divida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #163a48;\"><strong>a d\u00edvida<\/strong><\/span><\/a> ou o que s\u00e3o <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/o-que-sao-taxas-aduaneiras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">as taxas aduaneiras<\/span><\/strong><\/a>? N\u00e3o podemos afirmar que este empreendimento foi sempre bem sucedido ou que todos os conceitos e mecanismos econ\u00f3micos foram dissecados, mas \u00e9 uma intencionalidade pol\u00edtica e pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A economia pol\u00edtica, apesar de n\u00e3o se cingir \u00e0 teoria (econ\u00f3mica) marxista, \u00e9 muitas vezes usada como seu sin\u00f3nimo. E quando se fala da teoria marxista facilmente identificamos quem a usa ou nomeia com ideologias e partidos pol\u00edticos. Confundir posicionamento pol\u00edtico com identifica\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria \u00e9 algo que n\u00e3o fazemos enquanto organiza\u00e7\u00e3o e em todos os processos em que nos envolvemos. O que n\u00e3o implica excluir pessoas ou coletivos que t\u00eam essa identifica\u00e7\u00e3o da revista. Assim, o que procuramos s\u00e3o contributos de pessoas de diferentes quadrantes que, em comum, t\u00eam uma leitura cr\u00edtica do sistema econ\u00f3mico hegem\u00f3nico capitalista.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<img data-opt-id=433429458  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-10412 size-full\" src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:auto\/h:auto\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Newsletter_8-scaled.jpeg\" alt=\"\" width=\"2200\" height=\"2560\" srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:928\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Newsletter_8-scaled.jpeg 2200w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:258\/h:300\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Newsletter_8-scaled.jpeg 258w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:880\/h:1024\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Newsletter_8-scaled.jpeg 880w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:768\/h:894\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Newsletter_8-scaled.jpeg 768w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:928\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Newsletter_8-scaled.jpeg 1320w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:928\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Newsletter_8-scaled.jpeg 1760w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das quest\u00f5es com que nos confrontamos ami\u00fade \u00e9: se vemos tudo atrav\u00e9s de uma lente cr\u00edtica, se conclu\u00edmos que tudo est\u00e1 mal, ent\u00e3o o que fazer?! A dimens\u00e3o pol\u00edtica desta publica\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m trazer ao conhecimento de todos\/as outros mundos poss\u00edveis, formas concretas de contrariar o estado das coisas, formas de fazer orientadas por outros sistemas de valores, que n\u00e3o o lucro e a explora\u00e7\u00e3o das pessoas e do Planeta \u2013 lutas locais, movimentos sociais, plataformas, redes. A isto corresponde o pr\u00f3prio t\u00edtulo da revista: Outras Economias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/outras-economias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #163a48;\"><strong>outras economias<\/strong><\/span><\/a> s\u00e3o um campo vasto, com ra\u00edzes no passado pr\u00e9-capitalista de pr\u00e1ticas econ\u00f3micas (<a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/karl-polanyi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">trocas, reciprocidade, entre outras<\/span><\/strong><\/a>) reinventadas no presente. A cada tema, procura-se iluminar lutas e movimentos em diferentes pontos do mundo (por exemplo, o <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/panorama-do-movimento-global-pela-justica-climatica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #163a48;\"><strong>movimento pela justi\u00e7a clim\u00e1tica<\/strong><\/span><\/a>) e, numa sec\u00e7\u00e3o fixa, apresentar de forma simples iniciativas, em Portugal, em que cada pessoa se pode envolver. N\u00e3o abrindo m\u00e3o igualmente da <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/dilemas-das-cooperativas-face-ao-sistema-capitalista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #163a48;\"><strong>an\u00e1lise cr\u00edtica dessas alternativas<\/strong><\/span><\/a>, porque a cr\u00edtica \u00e9 um movimento que faz avan\u00e7ar, e n\u00e3o necessariamente parar ou retroceder. Contrariar ou construir alteridade dentro de um sistema \u00e9 uma tarefa herc\u00falea que exige muitas m\u00e3os, mentes e olhar atento.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777975450538{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;A Outras Economias \u2013 um sentido colaborativo&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1777375464014{margin-top: 20px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777377346987{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E tem sido gra\u00e7as a muitas m\u00e3os, mentes, afetos e olhares atentos que a revista se corporiza enquanto processo e resultado educativo. Trabalhar (n)a dimens\u00e3o econ\u00f3mica do desenvolvimento e preservar uma vis\u00e3o cr\u00edtica da economia e do desenvolvimento conduz-nos, enquanto organiza\u00e7\u00e3o, muitas vezes para um certo grau de autocentramento, de isolamento ou at\u00e9 de arrog\u00e2ncia face aos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Outras Economias quis contrariar essa tend\u00eancia, dentro de alguns par\u00e2metros como acima mencionado. Quis e quer ser um projeto o mais poss\u00edvel partilhado e co-constru\u00eddo, dando espa\u00e7o e reconhecendo o trabalho de outras pessoas, coletivos, organiza\u00e7\u00f5es. O conselho editorial \u00e9 um destes espa\u00e7os colaborativos. A cada n\u00famero convida-se um grupo, associa\u00e7\u00e3o, ou conjunto de pessoas ligados ao tema escolhido para pensarmos e construirmos coletivamente, de fio a pavio, essa edi\u00e7\u00e3o (ou seja, que conte\u00fados, quem convidar para contribuir, at\u00e9 aos moldes do lan\u00e7amento do n\u00famero e das atividades posteriores de anima\u00e7\u00e3o). As decis\u00f5es s\u00e3o tomadas em conjunto e todos e todas trazem ideias, sugest\u00f5es, cr\u00edticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do <em>feedback<\/em> recebido, pensamos que esta pr\u00e1tica colaborativa proporcionou algum grau de apropria\u00e7\u00e3o pelas pessoas que passaram pelo conselho editorial. A revista \u00e9 uma iniciativa do CIDAC mas vai al\u00e9m da organiza\u00e7\u00e3o e cada n\u00famero s\u00f3 \u00e9 o que \u00e9 por causa destas frutuosas colabora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777975466570{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;A Outras Economias \u2013 um sentido pedag\u00f3gico&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1777375556861{margin-top: 20px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777893963139{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui entramos no cerne educativo e pedag\u00f3gico da Outras Economias. A \u00f3tica da revista \u00e9 muito simples: a economia faz parte da vida de todas as pessoas, logo o seu entendimento deve estar ao alcance de todas as pessoas. Podemos chamar a isso democratiza\u00e7\u00e3o do conhecimento. Portanto, o que se pretende \u00e9 ampliar a difus\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e conhecimento atrav\u00e9s de um artefacto, uma revista, e de v\u00e1rias atividades associadas a cada n\u00famero. Assim, a revista n\u00e3o termina na sua publica\u00e7\u00e3o, ela estende-se, \u00e9 um ponto de partida para atividades educativas, que v\u00e3o desde c\u00edrculos de leitura, \u00e0 <span style=\"color: #163a48;\"><a style=\"color: #163a48;\" href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/muito-para-pensar-pouco-para-fazer-os-estudos-do-desenvolvimento-na-encruzilhada-do-presente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>participa\u00e7\u00e3o em aulas de mestrado em estudos do desenvolvimento<\/strong><\/a><\/span>, a oficinas de escrita, online, em Lisboa e noutros pontos do pa\u00eds. Procura-se que estas atividades n\u00e3o sejam uma mera exposi\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados da revista, mas construir conhecimento coletivo a partir da leitura, da escrita, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revista tem sido ponto de partida para forma\u00e7\u00e3o de professores\/as do sistema formal de ensino e de educadores\/as, em que se exploram os temas dos n\u00fameros atrav\u00e9s da lente da ED. Nessas forma\u00e7\u00f5es, focamos igualmente num dos instrumentos da revista orientados de forma mais direta para interven\u00e7\u00f5es educativas sobre cada tema: as propostas pedag\u00f3gicas. Trata-se de propostas de atividades, adapt\u00e1veis a contextos de educa\u00e7\u00e3o formal e n\u00e3o formal, que atrav\u00e9s de v\u00e1rias estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas (jogos, \u201crole playing\u201d, experimenta\u00e7\u00e3o, leitura e debate, pesquisa) procuram estimular a an\u00e1lise e reflex\u00e3o sobre os temas.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;10434&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revista procura ser o mais pedag\u00f3gica e acess\u00edvel poss\u00edvel, n\u00e3o abrindo m\u00e3o da complexidade. Tenta sim dar instrumentos para desconstruir e compreender a complexidade. E por acess\u00edvel entendemos n\u00e3o apenas a linguagem em termos lexicais, mas tamb\u00e9m a procura de uma diversidade de linguagens que v\u00e3o al\u00e9m de textos, tendo v\u00eddeos, podcasts, mas tamb\u00e9m poesia, m\u00fasica, etc, pensando nessas diferentes linguagens n\u00e3o apenas como enriquecimento mas como m\u00faltiplas possibilidades de fazer chegar os conte\u00fados a pessoas diferentes. Pens\u00e1mos ainda que uma revista que busca a democratiza\u00e7\u00e3o de um saber que est\u00e1, muitas vezes, \u201ctecnificado\u201d beneficiaria de um l\u00e9xico permanentemente acess\u00edvel e em permanente constru\u00e7\u00e3o (alimentado com o l\u00e9xico espec\u00edfico de cada tema), para apoiar a leitura \/ audi\u00e7\u00e3o \/ visualiza\u00e7\u00e3o, mas at\u00e9 ao momento n\u00e3o nos foi poss\u00edvel concretiz\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E como se garante o car\u00e1ter pedag\u00f3gico e acess\u00edvel dos conte\u00fados constru\u00eddos por outras pessoas? Elabor\u00e1mos linhas-guia partilhadas e conversadas com as pessoas que contribu\u00edram para cada n\u00famero, explicitando essa intencionalidade. Uma parte do trabalho editorial \u00e9 precisamente dialogar com os e as autoras, sempre que necess\u00e1rio, com sugest\u00f5es concretas, para que os textos (nos v\u00eddeos e podcast, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de altera\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados ditos) sejam o mais did\u00e1ticos poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sabemos se os conte\u00fados da revista e as atividades associadas proporcionaram transforma\u00e7\u00f5es na leitura de mundo e\/ou nas a\u00e7\u00f5es das pessoas ou grupos que a ela t\u00eam tido acesso. Temos consci\u00eancia que as atividades n\u00e3o envolveram um elevado n\u00famero de pessoas, embora muitas sejam j\u00e1 participantes regulares. No entanto, o retorno que temos tido \u00e9 muito positivo, sobretudo no que toca aos temas e \u00e0 forma como os temas s\u00e3o tratados. Mas tamb\u00e9m \u00e0s atividades de anima\u00e7\u00e3o: alguns\/mas docentes que frequenta\/ram as forma\u00e7\u00f5es testemunham mudan\u00e7as de vis\u00e3o por exemplo, sobre o cooperativismo e, a satisfa\u00e7\u00e3o de experimentar algumas das propostas pedag\u00f3gicas como o <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/proposta-pedagogica-1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">jogo das cadeiras cooperativas<\/span><\/strong><\/a> com os seus\/suas alunos\/as no meio de uma aula de economia!<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m das quatro dimens\u00f5es da ED, gostar\u00edamos ainda de refletir sobre outras tr\u00eas que nos parecem ressaltar na intencionalidade pol\u00edtico-pedag\u00f3gica da Outras Economias, mesmo que as encontremos embutidas nas dimens\u00f5es anteriores: a dimens\u00e3o Epistemol\u00f3gica, a dimens\u00e3o do Desenvolvimento e a dimens\u00e3o Educadores\/as-Editores\/as.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777975482830{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;A Outras Economias \u2013 um sentido epistemol\u00f3gico&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1777376124749{margin-top: 20px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777377325333{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por epistemologia (do grego <em>episteme<\/em> &#8211; conhecimento certo, ci\u00eancia \u2013 e <em>logos<\/em> &#8211; discurso, estudo), entende-se: o estudo das ci\u00eancias, a filosofia da ci\u00eancia e\/ou a forma\u00e7\u00e3o\/constru\u00e7\u00e3o de conhecimento, em particular o conhecimento considerado como cient\u00edfico. Os campos que foram sendo historicamente constru\u00eddos como ci\u00eancia s\u00e3o vastos e a economia \u00e9 um deles. A(s) ci\u00eancia(s) t\u00eam os seus m\u00e9todos, que permitem a sua valida\u00e7\u00e3o e legitimidade. Est\u00e3o tamb\u00e9m, muitas vezes, assentes ou s\u00e3o conotadas com valores, por exemplo, como o da neutralidade (confundido-se objetividade com neutralidade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazer uma revista sobre economia, adjetivando-a como uma publica\u00e7\u00e3o de \u201cn\u00e3o especialistas para n\u00e3o especialistas\u201d, que visa democratizar o acesso ao conhecimento, desafia esse campo. Esta \u00e9 uma intencionalidade clara: a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento vai muito al\u00e9m do que os par\u00e2metros cient\u00edficos ditam e o conhecimento cient\u00edfico deveria estar acess\u00edvel a toda a sociedade, porque dela emerge.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Discutimos muitas vezes se dever\u00edamos ou n\u00e3o, ent\u00e3o, pedir contributos de especialistas. E decidimos faz\u00ea-lo, porque, por um lado, n\u00e3o desvalorizamos o saber acad\u00e9mico, e por outro, porque achamos importante que esse conhecimento esteja dispon\u00edvel para todos\/as (numa revista gratuita, n\u00e3o indexada, por exemplo). Os e as acad\u00e9micas que fazem parte da Outras Economias s\u00e3o, pelo menos a nosso ver, \u201cacad\u00e9micos heterodoxos\u201d, pessoas que estando na universidade ou na academia a entendem e a constroem como lugares abertos e n\u00e3o como torres de marfim. No trabalho editorial, sempre que poss\u00edvel, houve como j\u00e1 assinalado esse rico di\u00e1logo entre \u201cespecialistas\u201d e \u201cn\u00e3o especialistas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vis\u00e3o cr\u00edtica sobre o que \u00e9 construir conhecimento alarga-se \u00e0s atividades de anima\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos afirmar que sempre o conseguimos, mas a intencionalidade \u00e9 que cada c\u00edrculo de leitura, cada apresenta\u00e7\u00e3o ou forma\u00e7\u00e3o, se constitua como um espa\u00e7o onde todas as pessoas, independentemente da sua forma\u00e7\u00e3o, da sua experi\u00eancia, de estarem mais ou menos ligadas \u00e0s tem\u00e1ticas tocadas, tragam e partilhem as suas vis\u00f5es, opini\u00f5es, as suas leituras, face ao que \u00e9 proposto, construindo conhecimento em conjunto.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777975495314{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;A Outras Economias \u2013 um sentido para o desenvolvimento&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1777376305756{margin-top: 20px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777376499556{margin-top: 20px !important;}&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desenvolvimento \u00e9 uma <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/anti-colonialismo-e-desenvolvimento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">no\u00e7\u00e3o contestada<\/span><\/strong><\/a> e para as quais t\u00eam surgido n\u00e3o s\u00f3 v\u00e1rios significados, como alternativas (o <a href=\"https:\/\/www.cidac.pt\/index.php\/o-que-fazemos\/centro-de-recursos\/documentacao\/dossies-de-informacao\/buen-vivir-uma-proposta-vinda-da-periferia-do-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">buen vivir<\/span><\/strong><\/a>, por exemplo). Assumimos que o desenvolvimento \u00e9, por um lado, uma lente de leitura das rela\u00e7\u00f5es entre comunidades, pa\u00edses, blocos regionais, e, por outro, deve ser constru\u00eddo a partir do que as pessoas \/ comunidades querem para o seu presente e futuro, n\u00e3o se constituindo como uma trajet\u00f3ria \u00fanica e inquestion\u00e1vel, dominante e hegem\u00f3nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o temos tentado trazer e evidenciar na revista? <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/decrescimento\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #163a48;\"><strong>Questionando o desenvolvimento<\/strong><\/span><\/a> quando \u00e9 precisamente apresentado como inquestion\u00e1vel e dominante, e esfor\u00e7ando-nos por trazer as vis\u00f5es, em particular do sul global, sobre as <a href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/agricultura-camponesa-no-equador-transformacoes-e-resistencias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">trajet\u00f3rias de boa vida ou de vida boa<\/span><\/strong><\/a> que sonham e procuram construir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sentimos, no entanto, que a dimens\u00e3o do desenvolvimento enquanto inter\/depend\u00eancias entre comunidades, pa\u00edses, regi\u00f5es, sejam elas econ\u00f3micas, pol\u00edticas, ecol\u00f3gicas, culturais, nem sempre estive presente. Assim como tamb\u00e9m n\u00e3o temos como saber \u2013 e gostar\u00edamos de o saber! &#8211; se as pessoas que leem \/ ouvem \/ veem a revista ter\u00e3o captado esta dimens\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<img data-opt-id=2100404431  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-10409 size-large\" src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:724\/h:1024\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/TerraSolidaria.jpeg\" alt=\"\" width=\"724\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:724\/h:1024\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/TerraSolidaria-scaled.jpeg 724w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:212\/h:300\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/TerraSolidaria-scaled.jpeg 212w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:763\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/TerraSolidaria-scaled.jpeg 768w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:763\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/TerraSolidaria-scaled.jpeg 1086w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:763\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/TerraSolidaria-scaled.jpeg 1448w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:763\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/TerraSolidaria-scaled.jpeg 1810w\" sizes=\"(max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777975507353{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;A Outras Economias \u2013 um sentido no ser Educador\/a-Editor\/a&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777377314044{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma revista enquanto objeto educativo, mesmo com ramifica\u00e7\u00f5es educativas concretas, \u00e9 um lugar pedagogicamente diferente. \u00c9 diferente porque pensamos nos p\u00fablicos em abstrato, porque n\u00e3o os vamos ter ali connosco diretamente. Por isso, por essa media\u00e7\u00e3o educativa, \u00e9-nos mais dif\u00edcil captar os seus efeitos. \u00c9 tamb\u00e9m mais dif\u00edcil sermos confrontados\/as diretamente, tal como acontece numa situa\u00e7\u00e3o educativa mais convencional. Somos editores\/as-educadores\/as, uma hibridiza\u00e7\u00e3o deveras desafiadora, que esteve na g\u00e9nese do CIDAC, mas que h\u00e1 muito tempo n\u00e3o acontecia enquanto forma de trabalho da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O percurso da Outras Economias impulsionou, assim, uma s\u00e9rie de movimentos internos. Desde logo, a autoforma\u00e7\u00e3o. N\u00e3o somos especialistas, mas somos curiosos\/as e ter\/construir uma vis\u00e3o cr\u00edtica a ser transmitida exige \u2013 enquanto processo de ED \u2013 informarmo-nos, pesquisarmos, posiconarmo-nos. Esse posicionamento foi mais intenso sempre que os processos dial\u00f3gicos, no seio do conselho editorial e\/ou com as pessoas que contribuem para a revista, geraram dissenso, desconforto, debate: o confronto acima assinalado. Ler e discutir os temas antecipadamente, e rever textos a publicar bem como escrever alguns (o CIDAC tem contribu\u00eddo com alguns textos para cada n\u00famero), \u00e9, simultaneamente, uma responsabilidade editorial e uma necessidade pr\u00e1tica para nos prepararmos, para nos autoformarmos.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_single_image image=&#8221;10413&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Foi assim que o CIDAC come\u00e7ou, h\u00e1 52 anos: vivendo, debatendo, escrevendo, partilhando, voltando a debater, a escrever e a partilhar. Aprendendo imenso e a grande velocidade todos os dias, tentando ao mesmo tempo analisar as situa\u00e7\u00f5es, confrontar com outros, \u201cespalhar\u201d propostas de ideias e de a\u00e7\u00f5es, acolher sugest\u00f5es vindas de fora. Na altura, n\u00e3o t\u00ednhamos ouvido falar de ED, descobrimos esse conceito mais tarde. Mas recolher e tratar a informa\u00e7\u00e3o, perspetiv\u00e1-la criticamente, torn\u00e1-la acess\u00edvel e, ao mesmo tempo, responsabilizar os poderes pelas suas falhas em contribuir para a cria\u00e7\u00e3o de sociedades menos desiguais e mais justas, era j\u00e1 ED. A solidariedade internacional, num tempo marcado pelas lutas de liberta\u00e7\u00e3o em \u00c1frica, pelos regimes de apartheid na \u00c1frica do Sul, na Rod\u00e9sia e na Nam\u00edbia, pelas ocupa\u00e7\u00f5es ilegais de Timor-Leste e do Sahara Ocidental, era um foco central, uma amplia\u00e7\u00e3o do nosso \u201clocal\u201d, que se interligava naturalmente com o nosso \u201cglobal\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Lu\u00edsa Teot\u00f3nio Pereira<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reatar com a hist\u00f3ria de produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e conhecimento do CIDAC (acr\u00f3nimo que, \u00e0 data da sua constitui\u00e7\u00e3o, significava Centro de Informa\u00e7\u00e3o e Documenta\u00e7\u00e3o Anti-Colonial) foi tamb\u00e9m uma intencionalidade da revista: unir informa\u00e7\u00e3o e pensamento cr\u00edtico (ED) \u00e0 justi\u00e7a econ\u00f3mica. E, ao faz\u00ea-lo, permitiu-nos ter uma voz \u2013 coletiva e constru\u00edda com muitos outros atores \u2013 sobre os temas que escolhemos, at\u00e9 agora, explorar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Outras Economias junta-se, assim, a outras publica\u00e7\u00f5es em que as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais para o desenvolvimento (co)produzem conhecimento a partir das problem\u00e1ticas com que se confrontam e\/ou consideram relevantes conhecer e aprofundar: a <a href=\"https:\/\/sinergiased.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">Sinergias ED<\/span><\/strong><\/a>, a <a href=\"https:\/\/mundocritico.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #163a48;\"><strong>Mundo Cr\u00edtico<\/strong><\/span><\/a> e a <a href=\"https:\/\/www.plataformaongd.pt\/revista\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #163a48;\">Revista da Plataforma Portuguesa das ONGD<\/span><\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;60&#8243;][vc_custom_heading text=&#8221;Outras Economias:&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|font_size:70|text_align:left|color:%23C7080D&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;pode uma revista ser Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento?&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23C7080D&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777988870540{margin-top: 20px !important;}&#8221;]CIDAC Tempo aproximado de leitura: 25 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] Um dia surgiu-nos uma ideia: fazer uma revista sobre economia(s) para n\u00e3o-economistas! A ideia em si era estranha por muitas raz\u00f5es. 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