{"id":10585,"date":"2026-04-30T15:37:41","date_gmt":"2026-04-30T15:37:41","guid":{"rendered":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/?post_type=portfolio&#038;p=10585"},"modified":"2026-05-05T16:40:53","modified_gmt":"2026-05-05T16:40:53","slug":"ensinar-outra-economia","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/ensinar-outra-economia\/","title":{"rendered":"Ensinar outra Economia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_custom_heading text=&#8221;Ensinar outra economia&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|font_size:60|text_align:left|color:%23C7080D&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777976291695{margin-top: 10px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #163a48;\"><strong>Rog\u00e9rio Roque Amaro<\/strong><\/span>, Professor Em\u00e9rito Associado Jubilado, do Departamento de Economia Pol\u00edtica, do ISCTE &#8211; Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa, co-fundador da Pluriversidade Comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p><span style=\"color: #163a48;\"><strong>Tempo aproximado de leitura: <\/strong><\/span>21 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777976306397{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;A Condi\u00e7\u00e3o&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777563787471{margin-top: 10px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sou economista, licenciado no ent\u00e3o ISCEF &#8211; Instituto Superior de Ci\u00eancias Econ\u00f3micas e Financeiras, entretanto (enquanto eu l\u00e1 andava, entre 1969 e 1974), convertido em ISE &#8211; Instituto Superior de Economia, da Universidade T\u00e9cnica de Lisboa, agora ISEG &#8211; Instituto Superior de Economia e Gest\u00e3o, da Universidade de Lisboa. Doutorei-me, em Dezembro de 1980, em \u201cAnalyse et Planification du D\u00e9veloppement\u201d, na Universit\u00e9 des Sciences Sociales II, de Grenoble (Fran\u00e7a), com reconhecimento ao Doutoramento em Economia, em Portugal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dei aulas, durante tr\u00eas anos lectivos, de 1974-1975 a 1976-1977, na Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, e, durante 47 anos, desde 1974-1975 at\u00e9 2021-2022, no ISCTE &#8211; Instituto Superior de Ci\u00eancias do Trabalho e da Empresa, agora ISCTE &#8211; Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa. Jubilei-me em Dezembro de 2021, mas continuo a coordenar e a leccionar, no IPPS &#8211; Instituto de Pol\u00edticas P\u00fablicas e Sociais, do <span style=\"color: #163a48;\"><a style=\"color: #163a48;\" href=\"https:\/\/www.iscte-iul.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>ISCTE-IUL<\/strong><\/a><\/span>, desde 2020-2021, nas P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00f5es em Economia Social e Solid\u00e1ria e em Desenvolvimento Comunit\u00e1rio. Em Dezembro de 2021, co-fundei a Pluriversidade Comunit\u00e1ria, de que falarei mais adiante.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777976319756{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;\u201cSer Economista Hoje\u201d&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777564721764{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1973, ainda estudante da licenciatura em Economia, escrevi o meu primeiro artigo para o ent\u00e3o jornal \u201cO S\u00e9culo\u201d, por convite do meu ent\u00e3o colega, Ant\u00f3nio Rebelo de Sousa (irm\u00e3o do ex-presidente da Rep\u00fablica, Marcelo Rebelo de Sousa) e intitulei-o \u201cSer Economista Hoje\u201d. Nele defendi o princ\u00edpio de que a Economia deveria ser centrada nas Pessoas (com elas e para elas) e n\u00e3o no dinheiro e nos n\u00fameros e fiz dele o gui\u00e3o da minha vida e da minha miss\u00e3o de economista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felizmente, apesar de ter sido \u201cobrigado\u201d a leccionar de tudo um pouco, dentro das disciplinas da Ci\u00eancia Econ\u00f3mica, nas v\u00e1rias licenciaturas e mestrados, por onde passei como docente (Economia, na maior parte do tempo, mas tamb\u00e9m Antropologia, Desenho Urbano, Educa\u00e7\u00e3o Ambiental, Estudos Africanos, Estudos de Desenvolvimento, Gest\u00e3o, Gest\u00e3o de Recursos Humanos, Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea, Psicologia Social, Servi\u00e7o Social, Sociologia, Sociologia e Planeamento), pude, desde cedo, ter uma \u201cperman\u00eancia\u201d, que me acompanhou at\u00e9 hoje, na Economia do Desenvolvimento (e depois, mais tarde, no Desenvolvimento Comunit\u00e1rio ou Local) e, posteriormente, como explicarei a seguir, na Economia Social e Solid\u00e1ria (e, pelo meio, na Economia do Ambiente e na Economia Ecol\u00f3gica, o que me trouxe uma vis\u00e3o ecoc\u00eantrica, e n\u00e3o meramente antropoc\u00eantrica, da Economia e do Desenvolvimento). Este percurso e estas escolhas permitiram-me ser fiel ao princ\u00edpio e \u00e0 miss\u00e3o de Ser Economista.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;10579&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777976351049{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Da \u201cvergonha\u201d \u00e0 descoberta de uma nova Economia&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1777564270012{margin-top: 20px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777564448817{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este percurso apaziguava, mas n\u00e3o eliminava, a vergonha de pertencer a uma \u00e1rea cient\u00edfica arrogante, predat\u00f3ria (de pessoas e de companheiros e companheiras animais, vegetais e geol\u00f3gicos da Natureza) e injusta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram as muitas dezenas de miss\u00f5es em \u00c1frica, desde 1983, onde descobri as economias ancestrais de <em>Onjuluca<\/em> (Angola), <em>Djunta Mon<\/em> (Cabo Verde), <em>Mandjuandade<\/em> (Guin\u00e9-Bissau), <em>Tontonto<\/em> (Mo\u00e7ambique) e <em>Kitembu<\/em> (S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe) e os sistemas informais de poupan\u00e7a e cr\u00e9dito, como o <em>Kixikila<\/em> (Angola), a <em>Totocaixa<\/em> (Cabo Verde), a <em>Abota<\/em> (Guin\u00e9-Bissau), o <em>Xitique<\/em> (Mo\u00e7ambique) e o <em>Xikil\u00e1<\/em> (S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe) ou as <em>Tontines<\/em> (da \u00c1frica Ocidental, em geral) ou, a um n\u00edvel mais geral, o <em>Mutir\u00e3o<\/em>, no Brasil, e a <em>Minka<\/em>, no Peru e nos Andes, que me ajudaram a descobrir, na pr\u00e1tica, a Economia de Reciprocidade (\u201cdar, receber e retribuir\u201d), assente na coopera\u00e7\u00e3o, na solidariedade e na ajuda m\u00fatua e, portanto, bem diferente da Economia do Mercado e da Economia da Redistribui\u00e7\u00e3o (normalmente, a cargo do Estado), as duas l\u00f3gicas econ\u00f3micas que se ensinam, nas universidades, aos\/\u00e0s estudantes das licenciaturas em Economia, dependentes da competi\u00e7\u00e3o e do interesse individual ou da imposi\u00e7\u00e3o estatal.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;10583&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777564668943{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um pouco mais tarde, a partir de meados dos anos de 1980, mas sobretudo na d\u00e9cada de 1990 e nos in\u00edcios do s\u00e9culo XXI, fui desafiado a acompanhar e a apoiar um processo de dar Dignidade a certos grupos marginalizados (como as mulheres pobres e discriminadas de Rabo de Peixe, da Lagoa e da Faj\u00e3 de Baixo, os e as jovens com dificuldades cognitivas e as pessoas repatriadas ou deportadas dos EUA e do Canad\u00e1) e de garantir a Sustentabilidade da Vida, nos A\u00e7ores (inicialmente e depois na Macaron\u00e9sia, mas sobretudo em Cabo Verde), atrav\u00e9s de uma proposta de uma <span style=\"color: #163a48;\"><a style=\"color: #163a48;\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XN7oLwjEfv0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Economia Solid\u00e1ria<\/strong><\/a><\/span>, alternativa \u00e0 Economia do Mercado e \u00e0 Economia P\u00fablica. Essa \u201cOutra Economia\u201d pretendia-se baseada na Sociedade Civil e nas Comunidades e numa pr\u00e1tica de <span style=\"color: #163a48;\"><strong>Solidariedade Democr\u00e1tica e Ecoc\u00eantrica<\/strong><\/span>, e n\u00e3o assistencialista e meramente antropoc\u00eantrica, como se caracteriza, em geral, a Economia Social tradicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi atrav\u00e9s desse processo, primeiro com os desafios, as interroga\u00e7\u00f5es e as descobertas das pr\u00e1ticas, que fui observando e testemunhando, depois com a sistematiza\u00e7\u00e3o das aprendizagens e a teoriza\u00e7\u00e3o a que me fui obrigando e que me foram solicitando, que \u201cdescobri\u201d esta Outra Economia e, sobretudo, a fundamentei ontol\u00f3gica e epistemologicamente com o Princ\u00edpio Econ\u00f3mico de Reciprocidade, que <span style=\"color: #163a48;\"><a style=\"color: #163a48;\" href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/karl-polanyi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Karl Polanyi<\/strong><\/a><\/span> (um antrop\u00f3logo e historiador econ\u00f3mico\u2026 e n\u00e3o um economista mainstream) me ajudou a identificar\u2026 e que, na verdade, j\u00e1 tinha encontrado pelos caminhos percorridos em \u00c1frica, na Am\u00e9rica Latina e\u2026 no Portugal rural.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #163a48;\"><strong>Da \u201cvergonha\u201d, passei ao orgulho de ser economista desta Outra Economia, <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #163a48;\"><strong>que passei a aprofundar, de um modo indutivo, das pr\u00e1ticas para a teoria.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777976364988{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;A proposta de um ensino alternativo de uma Economia Alternativa&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1777565926855{margin-top: 20px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777566016585{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi, como consequ\u00eancia e imperativo deste processo e destas aprendizagens, que me surgiu a ideia de propor, na minha institui\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria de doc\u00eancia e de investiga\u00e7\u00e3o (o ISCTE), o ensino desta Outra Economia &#8211; a Economia Solid\u00e1ria. E fui logo bastante ambicioso &#8211; propus uma unidade curricular (UC) na licenciatura em Economia e um mestrado (quando j\u00e1 coordenava, desde 2001-2002, um Mestrado em \u201cDesenvolvimento, Diversidades Locais e Desafios Mundiais\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontrei resist\u00eancias dentro do meu departamento, que era o primeiro filtro de uma sucess\u00e3o de aprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e pedag\u00f3gicas que tinha de percorrer, at\u00e9 \u00e0 sua aprova\u00e7\u00e3o final &#8211; que Economia Solid\u00e1ria n\u00e3o era um conceito reconhecido, nem v\u00e1lido cientificamente. S\u00f3 consegui ultrapassar essa argumenta\u00e7\u00e3o, juntando-lhe o conceito de Economia Social, esse sim j\u00e1 considerado e admitido, pelo que a minha proposta, que se pretendia mais radical e inovadora, designada apenas por \u201cEconomia Solid\u00e1ria\u201d, teve de se submeter a uma vis\u00e3o mais conservadora e apaziguadora de \u201cEconomia Social e Solid\u00e1ria\u201d. Ainda assim, foi, em Portugal, a primeira unidade curricular, numa licenciatura em Economia, e o primeiro mestrado (e \u00fanico, at\u00e9 agora), a assumir o conceito (e as pr\u00e1ticas) de Economia Solid\u00e1ria, na sua designa\u00e7\u00e3o. E o segundo mestrado, na Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano lectivo de 2005-2006, passei a coordenar e a leccionar uma unidade curricular opcional (s\u00f3 nessas condi\u00e7\u00f5es foi aceite e com a indica\u00e7\u00e3o de que seria experimental e que, ao fim de alguns anos, 5 a 7, teria de ser substitu\u00edda por outra) de \u201cEconomia Social e Solid\u00e1ria\u201d, no 3.\u00ba ano da licenciatura em Economia, e um Mestrado em \u201cEconomia Social e Solid\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;10584&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas ainda tive de enfrentar a desconfian\u00e7a e uma certa animosidade do Reitor de ent\u00e3o, ao que suspeito por eu ter ousado avan\u00e7ar com um mestrado numa \u00e1rea que \u201ctamb\u00e9m era a sua\u201d, na parte (s\u00f3) da Economia Social (na medida em que pertence ao CIRIEC-Portugal &#8211; \u201c<span style=\"color: #163a48;\"><a style=\"color: #163a48;\" href=\"https:\/\/ciriecportugal.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Centro Internacional de Investiga\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o sobre a Economia P\u00fablica, Social e Cooperativa<\/strong><\/a><\/span>\u201d, a institui\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o sobre Economia Social mais renomada, ao n\u00edvel europeu), mais tarde tamb\u00e9m da parte da A3ES &#8211; Ag\u00eancia de Avalia\u00e7\u00e3o e Acredita\u00e7\u00e3o do Ensino Superior, cuja Equipa de Avalia\u00e7\u00e3o (constitu\u00edda por dois economistas, professores da Universidade do Minho e da Universidade Nova de Lisboa, claramente desconhecedores deste dom\u00ednio da Economia) considerou o curr\u00edculo do Mestrado \u201cpouco cient\u00edfico\u201d, por\u2026 n\u00e3o conter temas e disciplinas cl\u00e1ssicas do <em>mainstream<\/em>. Confrontados, em reuni\u00e3o, com a minha argumenta\u00e7\u00e3o de que se tratava de uma Outra Economia, substantiva e multidimensional, e n\u00e3o apenas \u201ceconomicista\u201d, implicando outras abordagens, nomeadamente pol\u00edticas, sociais, ambientais, culturais e territoriais, condescenderam parcialmente, mas fazendo depender a acredita\u00e7\u00e3o da inclus\u00e3o de algumas designa\u00e7\u00f5es mais \u201ccompat\u00edveis\u201d com o que eles consideravam dever ser a \u201cEconomia\u201d (por exemplo, substitui\u00e7\u00e3o de \u201cEconomia Solid\u00e1ria e Teoria Econ\u00f3mica\u201d por \u201cHist\u00f3ria da Teoria Econ\u00f3mica\u201d; substitui\u00e7\u00e3o de \u201cSemin\u00e1rio: Economia Solid\u00e1ria, Coes\u00e3o Social, Sustentabilidade e Diversidade nas Sociedades Contempor\u00e2neas\u201d por \u201cSemin\u00e1rio I &#8211; Economia Social e Solid\u00e1ria e Debates Conceptuais\u201d).<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777976378169{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Curiosidade e surpresa&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777567674023{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ades\u00e3o dos\/as estudantes \u00e0 nova optativa, na licenciatura em Economia, foi entusiasmante: logo de in\u00edcio e durante todo o tempo, o n\u00famero de pedidos de inscri\u00e7\u00f5es ultrapassou sempre o <em>numerus clausus<\/em>, que lhe foi atribu\u00eddo (40), tendo tido sempre pedidos para inscri\u00e7\u00f5es extra, que chegaram quase sempre a 50. Em resultado dessa ades\u00e3o, a unidade curricular de \u201cEconomia Social e Solid\u00e1ria\u201d ultrapassou o \u201ctempo de vida\u201d que lhe estava atribu\u00eddo (ali\u00e1s, normalmente, a uma UC optativa), \u201cfor\u00e7ando\u201d o seu funcionamento ininterrupto desde 2005-2006 at\u00e9 \u00e0 minha jubila\u00e7\u00e3o, em Dezembro de 2021, ou seja, durante 17 anos lectivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 certo que o facto de eu coordenar e leccionar uma UC obrigat\u00f3ria, tamb\u00e9m no 3.\u00ba ano da licenciatura (\u201cEconomia e Pol\u00edticas de Desenvolvimento\u201d), facilitou a ades\u00e3o dos\/as estudantes \u00e0 nova disciplina, mas houve outras raz\u00f5es, creio que mais importantes:<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">A no\u00e7\u00e3o que foram adquirindo e transmitindo a colegas de anos seguintes de que havia uma \u201cEconomia Nova\u201d, desconhecida de quase todos\/as &#8211; registo a enorme surpresa que eu lhes provocava, quando, na primeira aula, lhes pedia para fazerem uma estimativa do valor aproximado das necessidades de todo o g\u00e9nero (alimenta\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, dormida, transportes, boleias, apoio ao estudo, inclusive de colegas, apoio afectivo e\/ou psicol\u00f3gico, conversas de amigos, entretenimento, ensino, sa\u00fade, etc.), que tinham de satisfazer, numa semana t\u00edpica, considerando os valores monet\u00e1rios correspondentes ou equivalentes, em produtos ou servi\u00e7os pagos, e dividindo-os por quatro categorias: Economia Dom\u00e9stica (n\u00e3o monet\u00e1ria e n\u00e3o mercantil), Economia de Partilha com Amigos\/as e Vizinhos\/as (idem), Economia de Mercado (monet\u00e1ria e mercantil) e Economia P\u00fablica (monet\u00e1ria, mas n\u00e3o mercantil). Ficavam sempre surpreendidos pelo peso das duas primeiras \u201cEconomias\u201d (normalmente \u00e0 volta de 1\/3, mas variando muito, consoante as caracter\u00edsticas e os enquadramentos sociais e culturais de cada estudante). E ent\u00e3o eu perguntava-lhes o que \u00e9 que eles\/as j\u00e1 tinham aprendido, nos tr\u00eas anos da licenciatura, sobre essas l\u00f3gicas econ\u00f3micas e respondiam-me: <strong>nada<\/strong>! Ao que eu comentava que <strong>as licenciaturas em Economia ignoravam sistematicamente uma parte importante da Economia Real<\/strong>, parte que, em muitos contextos sociais e culturais, tinha ainda mais peso do que nos casos deles\/as e isso era indesculp\u00e1vel no ensino de Economia, devendo-se ao dom\u00ednio, sobretudo, da Economia de Mercado e, tamb\u00e9m em parte, da Economia do Estado, <strong>reduzindo-se toda a Economia a essas duas l\u00f3gicas, o que n\u00e3o era\/\u00e9 correcto<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">O modelo de ensino que adopt\u00e1mos, baseado na conjuga\u00e7\u00e3o de partilha de exemplos e experi\u00eancias concretas com a sistematiza\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, num processo essencialmente indutivo (das pr\u00e1ticas para a teoria), que motivava a aprendizagem e a curiosidade por conhecer mais, completado por um modelo de avalia\u00e7\u00e3o, centrado em trabalhos de grupo e em an\u00e1lise de experi\u00eancias concretas;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">Este modelo pedag\u00f3gico enriquecia-se com um est\u00edmulo, amplamente seguido, de liga\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade, sob a forma de mini-est\u00e1gios ou apoios pontuais em projectos comunit\u00e1rios e de Economia Solid\u00e1ria, o que tamb\u00e9m concretizava uma das formas de envolvimento na Economia Solid\u00e1ria &#8211; o Trabalho Volunt\u00e1rio (tamb\u00e9m ele ignorado, inexplicado e n\u00e3o contabilizado pela Ci\u00eancia Econ\u00f3mica dominante);<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">Em consequ\u00eancia, os resultados avaliativos eram predominantemente muito bons, o que tamb\u00e9m funcionava como mais um elemento de atrac\u00e7\u00e3o para a disciplina, n\u00e3o por facilitismo, mas por motiva\u00e7\u00e3o, envolvimento real, exig\u00eancia e excel\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777568013105{margin-top: -20px !important;}&#8221;]<img data-opt-id=418029815  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-10611 size-full\" src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:auto\/h:auto\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/sse.jpg\" alt=\"\" width=\"688\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:688\/h:338\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/sse.jpg 688w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:147\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/sse.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 688px) 100vw, 688px\" \/>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777976475641{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;O enriquecimento interdisciplinar, transdisciplinar ou mesmo indisciplinar&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1777566805958{margin-top: 20px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777999153747{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta UC (tal como o Mestrado) tornou-se de tal forma atractiva que tive de a abrir a inscri\u00e7\u00f5es de estudantes de outras licenciaturas, passando a acolher alunos\/as de diversas \u00e1reas, como Antropologia, Ci\u00eancia Pol\u00edtica, Gest\u00e3o, Hist\u00f3ria, Psicologia Social e Sociologia, o que enriqueceu muito as suas aulas e os di\u00e1logos interdisciplinares e transdisciplinares que nelas puderam ocorrer e a que me obrigaram, correspondendo, de facto, a duas das caracter\u00edsticas mais essenciais e interessantes da Economia Solid\u00e1ria &#8211; o seu car\u00e1cter profundamente substantivo, ou seja, multidimensional (nunca \u00e9 s\u00f3 economia, ao contr\u00e1rio do que resulta do ensino dominante da Ci\u00eancia Econ\u00f3mica, mas \u00e9 simult\u00e2nea e indivisivelmente social, ambiental, cultural, pol\u00edtica e territorial); e a sua \u00edntima fus\u00e3o com Democracia Participativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEsta foi uma das mais-valias mais fecundas destas duas apostas &#8211; o enriquecimento que permitiu a quem as frequentou, qualquer que fosse a sua \u00e1rea disciplinar de origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m o Mestrado em Economia Social e Solid\u00e1ria evidenciou estas caracter\u00edsticas e resultados, funcionando, ininterruptamente, entre 2005-2006 e 2019-2020, ou seja, durante 15 anos lectivos, e proporcionando a defesa de v\u00e1rias dezenas de teses de mestrado e de, pelo menos, tr\u00eas teses de doutoramento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2020-2021, a Reitoria decidiu n\u00e3o abrir o Mestrado, considerando que n\u00e3o tinha procura suficiente. Contudo, nesse mesmo ano, o IPPS &#8211; Instituto de Pol\u00edticas P\u00fablicas e Sociais, do ISCTE-IUL, decidiu acolher uma P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o online em Economia Social e Solid\u00e1ria, que passei a coordenar e onde lecciono, com praticamente o mesmo curr\u00edculo do Mestrado, e que, nesse ano, acolheu\u2026 mais de 20 estudantes, muito mais do que os 15 que a Reitoria exigia para manter o Mestrado\u2026<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;10581&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777976501873{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;E agora?&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1777566882690{margin-top: 20px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777567432206{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Economia Solid\u00e1ria \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas, assentes em princ\u00edpios e em din\u00e2micas de Coopera\u00e7\u00e3o e de Solidariedade Democr\u00e1tica e, por vezes, Ecoc\u00eantrica. Conjuga-se com a Democracia Participativa e \u00e9 promotora de Vida, com Dignidade e Sustentabilidade, ao contr\u00e1rio dos principais efeitos da Economia de Mercado Capitalista (e tamb\u00e9m da Economia de Estado do Socialismo Burocr\u00e1tico). Recupera e valoriza muitas das l\u00f3gicas de Reciprocidade ancestrais, praticadas em comunidades africanas, latino-americanas e, na verdade, um pouco por todo o lado, inclusive em Portugal. A Ci\u00eancia Econ\u00f3mica deveria ser mais plural e estudar essas din\u00e2micas e d\u00e1-las a conhecer aos\/\u00e0s futuros\/as economistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, o ISCTE-IUL, que foi pioneiro neste dom\u00ednio, parece pouco interessado em lhe dar continuidade: a minha Colega que assumiu a UC de \u201cEconomia Social e Solid\u00e1ria\u201d, da licenciatura em Economia, abandonou rapidamente esse projecto, por considerar, segundo me disse, os\/as alunos\/as pouco interessados\/as e interessantes e tamb\u00e9m por o considerar pouco relevante para os seus interesses de investiga\u00e7\u00e3o\u2026 Confesso que me deixou triste, depois de toda a rica experi\u00eancia que tive ao longo dos 17 anos referidos.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777567457741{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, o projecto que co-fundei, em Dezembro de 2021, da <span style=\"color: #163a48;\"><a style=\"color: #163a48;\" href=\"https:\/\/amensagem.pt\/2022\/01\/23\/universidade-popular-e-comunitaria-bairros-lisboa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Pluriversidade Comunit\u00e1ria<\/strong><\/a><\/span>, abre novas portas e desafios, deste ponto de vista. Assente na ideia de que o Conhecimento n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 na Academia, mas tamb\u00e9m nas Comunidades e que tem de ser plural (\u00e9 nestas duas caracter\u00edsticas que se baseia a sua designa\u00e7\u00e3o), n\u00e3o tem um edif\u00edcio, nem tem aulas, nem professores\/as e alunos\/as, nem conselho cient\u00edfico. Tem antes aprendentes e sess\u00f5es de conhecimentos partilhados, que podem ocorrer em qualquer s\u00edtio, at\u00e9 na rua, e \u00e9 coordenada por uma Comiss\u00e3o de Sistematizadores\/as e Indutores\/as, metade com percursos acad\u00e9micos (titulares de mestrados e doutoramentos), a outra metade nem por isso (at\u00e9 sem qualquer escolaridade, mas com conhecimentos pr\u00e1ticos valiosos), metade mulheres, a outra metade homens. Os seus temas s\u00e3o os que emanam das Comunidades e lhes podem ser \u00fateis ao seu Bem-Estar e Bem Viver. Naturalmente, os temas da Economia Solid\u00e1ria e do Desenvolvimento Comunit\u00e1rio ser-lhes-\u00e3o inevit\u00e1veis. E a\u00ed as utopias que lhes est\u00e3o associadas continuar\u00e3o a ser praticadas, reflectidas, sistematizadas, aprendidas e divulgadas.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_custom_heading text=&#8221;Experi\u00eancias inspiradoras&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1777976522252{margin-top: 40px !important;padding-top: 35px !important;}&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777999247572{margin-top: -10px !important;}&#8221;]<figure class=\"wp-block-embed wp-block-embed-youtube is-type-video is-provider-youtube epyt-figure\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><div class=\"epyt-video-wrapper\"><div  id=\"_ytid_20258\"  width=\"945\" height=\"531\"  data-origwidth=\"945\" data-origheight=\"531\"  data-relstop=\"1\" data-facadesrc=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lWZ-9FhP2jc?enablejsapi=1&autoplay=0&cc_load_policy=0&cc_lang_pref=&iv_load_policy=1&loop=0&rel=0&fs=1&playsinline=0&autohide=2&theme=dark&color=red&controls=1&disablekb=0&\" class=\"__youtube_prefs__ epyt-facade no-lazyload\" data-epautoplay=\"1\" ><img data-opt-id=1166649713  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" data-spai-excluded=\"true\" class=\"epyt-facade-poster skip-lazy\" loading=\"lazy\"  alt=\"YouTube player\"  src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/lWZ-9FhP2jc\/maxresdefault.jpg\"  \/><button class=\"epyt-facade-play\" aria-label=\"Play\"><svg data-no-lazy=\"1\" height=\"100%\" version=\"1.1\" viewBox=\"0 0 68 48\" width=\"100%\"><path class=\"ytp-large-play-button-bg\" d=\"M66.52,7.74c-0.78-2.93-2.49-5.41-5.42-6.19C55.79,.13,34,0,34,0S12.21,.13,6.9,1.55 C3.97,2.33,2.27,4.81,1.48,7.74C0.06,13.05,0,24,0,24s0.06,10.95,1.48,16.26c0.78,2.93,2.49,5.41,5.42,6.19 C12.21,47.87,34,48,34,48s21.79-0.13,27.1-1.55c2.93-0.78,4.64-3.26,5.42-6.19C67.94,34.95,68,24,68,24S67.94,13.05,66.52,7.74z\" fill=\"#f00\"><\/path><path d=\"M 45,24 27,14 27,34\" fill=\"#fff\"><\/path><\/svg><\/button><\/div><\/div><\/div><\/figure>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777568106373{margin-top: 20px !important;}&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;10606&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; onclick=&#8221;custom_link&#8221; css=&#8221;&#8221; link=&#8221;https:\/\/rethinkeconomics.org\/&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777568527516{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <a href=\"https:\/\/rethinkeconomics.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #163a48;\"><strong>Rethinking Economics<\/strong><\/span><\/a> \u00e9 uma rede global liderada por estudantes que desafia a forma como a economia \u00e9 ensinada nas universidades de todo o mundo. Para saber mais, sugerimos a leitura de &#8220;<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2026\/feb\/10\/rethinking-economics-student-academic-organisation-changing-education\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #163a48;\"><strong>Rethinking Economics, the movement changing how the subject is taught<\/strong><\/span><\/a>&#8220;.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_custom_heading text=&#8221;Ensinar outra economia&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|font_size:60|text_align:left|color:%23C7080D&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777976291695{margin-top: 10px !important;}&#8221;] Rog\u00e9rio Roque Amaro, Professor Em\u00e9rito Associado Jubilado, do Departamento de Economia Pol\u00edtica, do ISCTE &#8211; Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa, co-fundador da Pluriversidade Comunit\u00e1ria. Tempo aproximado de leitura: 21 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1777976306397{padding-top: 35px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;A Condi\u00e7\u00e3o&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23163A48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1777563787471{margin-top: 10px !important;}&#8221;] Sou economista, licenciado no ent\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10583,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"h5ap_radio_sources":[],"footnotes":""},"portfolio_category":[311],"portfolio_tag":[],"class_list":["post-10585","portfolio","type-portfolio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-revista-n-o9"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/10585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/types\/portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10585"}],"version-history":[{"count":37,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/10585\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10817,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/10585\/revisions\/10817"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=10585"},{"taxonomy":"portfolio_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tag?post=10585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}