{"id":5287,"date":"2023-09-03T17:30:27","date_gmt":"2023-09-03T17:30:27","guid":{"rendered":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/?post_type=portfolio&#038;p=5287"},"modified":"2024-08-01T12:44:52","modified_gmt":"2024-08-01T12:44:52","slug":"outras-economias","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/outras-economias\/","title":{"rendered":"Outras Economias"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row css=&#8221;.vc_custom_1693763244018{padding-top: 50px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Outras Economias: de que se trata, afinal?&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%23163a48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221;][vc_column_text]<strong>Gra\u00e7a Roj\u00e3o (Rede para o Decrescimento)<\/strong><\/p>\n<p>Tempo aproximado de leitura: 8 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As utopias realistas t\u00eam a capacidade de acionar uma vis\u00e3o cr\u00edtica do presente e de estimular uma pr\u00e1xis emancipat\u00f3ria. \u00c9 nesse quadro que t\u00eam nascido e ressurgido iniciativas que apostam na experimenta\u00e7\u00e3o social de alternativas, animadas por horizontes ut\u00f3picos transformadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As estrat\u00e9gias de eros\u00e3o do capitalismo, como sugere Olin Wright (2011), combinam a transforma\u00e7\u00e3o intersticial com a transforma\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica, isto \u00e9, articulam, por um lado, utopias que nascem nas fissuras do capitalismo \u2013 de que as iniciativas alternativas s\u00e3o exemplo \u2013 com as lutas dentro do Estado, no sentido da regula\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es como mobiliza\u00e7\u00f5es c\u00edvicas que possam criar condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis ao desenvolvimento de iniciativas transformadoras. H\u00e1 um leque de estrat\u00e9gias complementares que podem ser animadas por quatro impulsos predominantes: resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o hegem\u00f3nica do capitalismo, nomeadamente por via de a\u00e7\u00f5es de oposi\u00e7\u00e3o, protestos contra pol\u00edticas, etc.; fugir ao capitalismo atrav\u00e9s do refor\u00e7o das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas n\u00e3o-capitalistas, de que o ativismo comunit\u00e1rio e a economia solid\u00e1ria s\u00e3o exemplos; domesticar o capitalismo, isto \u00e9, mitigar ou neutralizar alguns dos seus males por via da provis\u00e3o p\u00fablica de bens e servi\u00e7os, por exemplo, de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade; e desmontar o capitalismo, subtraindo espa\u00e7os ao mercado, o que acontece, por exemplo, atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o dos bens comuns que desafiam a l\u00f3gica da propriedade privada individual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Debru\u00e7amo-nos aqui sobre as iniciativas alternativas, pela sua capacidade de rasgarem outros futuros. Elas emergem da possibilidade de materializar utopias e constituem uma pot\u00eancia transformadora e mobilizadora da esperan\u00e7a, j\u00e1 que, com a sua a\u00e7\u00e3o, afirmam que um outro mundo \u00e9 poss\u00edvel. Podem dizer respeito a pr\u00e1ticas socioecon\u00f3micas ancestrais, que sobreviveram e se foram transformando, ou podem ser iniciativas mais recentes, que contrariam de forma consciente os princ\u00edpios capitalistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Situam-se quer em contexto urbano, quer em contexto rural, sendo aqui frequentes as pr\u00e1ticas tradicionais baseadas em rela\u00e7\u00f5es de reciprocidade, por vezes informais e com ra\u00edzes comunit\u00e1rias. Em Portugal, as pr\u00e1ticas n\u00e3o-mercantilizadas mais ancestrais est\u00e3o bem patentes nas rela\u00e7\u00f5es de solidariedade e de coopera\u00e7\u00e3o rurais, por exemplo na gest\u00e3o dos baldios e na entreajuda nas colheitas, onde assumem um papel socioecon\u00f3mico relevante. Tamb\u00e9m em contexto urbano encontramos iniciativas de base local apostadas na transforma\u00e7\u00e3o social, algumas delas herdeiras das organiza\u00e7\u00f5es de economia popular e de coopera\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria. Uma boa parte das iniciativas mais urbanas tem ra\u00edzes no s\u00e9culo XIX e no debate em torno da ideia de prote\u00e7\u00e3o social, que esteve na base do associativismo oper\u00e1rio desse s\u00e9culo e das suas din\u00e2micas de resist\u00eancia, que criaram experi\u00eancias solid\u00e1rias de ajuda m\u00fatua (as mutualistas), de coopera\u00e7\u00e3o e associa\u00e7\u00e3o, onde foi patente a recusa da descontextualiza\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o econ\u00f3mica das outras dimens\u00f5es da vida, nomeadamente a pol\u00edtica, a social e a educativa.\u00a0Na segunda metade do s\u00e9culo XIX e na passagem para o s\u00e9culo XX surgiram estatutos espec\u00edficos: cooperativas, mutualistas e associa\u00e7\u00f5es que acabaram por fragmentar o movimento em torno de especificidades estatut\u00e1rias e favoreceram a sua incorpora\u00e7\u00e3o no sistema econ\u00f3mico dominante, em detrimento da dimens\u00e3o pol\u00edtica transformadora por que se pautava o movimento oper\u00e1rio inicial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais recentemente, t\u00eam emergido de forma significativa iniciativas que se articulam com movimentos sociais marcados por um pensamento cr\u00edtico face ao modelo capitalista. Este amplo leque de iniciativas n\u00e3o corresponde a um resqu\u00edcio do passado ou a um recanto para idealistas anti-sistema; configuram antes uma realidade emergente, que tem vindo a ganhar dimens\u00e3o, ainda que as suas origens sejam seculares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas experi\u00eancias articulam o pensamento cr\u00edtico com a a\u00e7\u00e3o emancipat\u00f3ria, atrav\u00e9s da experimenta\u00e7\u00e3o de futuros alternativos, refor\u00e7ando assim um campo que \u00e9 fulcral para a cria\u00e7\u00e3o de uma sociedade p\u00f3s-capitalista. A transforma\u00e7\u00e3o social n\u00e3o \u00e9 neutra e a explicita\u00e7\u00e3o dos valores defendidos pelas iniciativas \u00e9 relevante. De modo geral, elas escapam \u00e0 l\u00f3gica de acumula\u00e7\u00e3o e assumem preocupa\u00e7\u00f5es com o bem comum, concedendo especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 dimens\u00e3o n\u00e3o monetarizada da economia; defendem uma redistribui\u00e7\u00e3o de recursos orientada por princ\u00edpios de justi\u00e7a social; procuram refor\u00e7ar a autonomia econ\u00f3mica dos territ\u00f3rios; implementam processos de democracia direta e de autogest\u00e3o;\u00a0 assentam na a\u00e7\u00e3o coletiva e no refor\u00e7o dos la\u00e7os de confian\u00e7a e valorizam a sustentabilidade ecol\u00f3gica e social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas iniciativas podem ser redes de consumo alimentar agroecol\u00f3gico e solid\u00e1rio, mercados de troca de bens e servi\u00e7os, por vezes com moedas alternativas, bancos de tempo alicer\u00e7ados na reciprocidade, hortas comunit\u00e1rias conviviais, centros comunit\u00e1rios de frui\u00e7\u00e3o cultural autogeridos, redes de com\u00e9rcio justo, cooperativas integrais, etc. O seu potencial n\u00e3o \u00e9 apenas econ\u00f3mico, j\u00e1 que constituem tamb\u00e9m um campo de realiza\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias sociais e pol\u00edticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podem ser animadas por impulsos distintos: de resist\u00eancia e oposi\u00e7\u00e3o (anticapitalistas), de reforma ou mitiga\u00e7\u00e3o (neocapitalistas) e de supera\u00e7\u00e3o (ou p\u00f3s-capitalistas). Estes impulsos ou posicionamentos nem sempre s\u00e3o mutuamente exclusivos. \u00c9 frequente encontrarmos nas iniciativas uma combina\u00e7\u00e3o entre modos de resist\u00eancia e adapta\u00e7\u00f5es funcionais. Por exemplo, as cooperativas de economia solid\u00e1ria, de modo geral, conseguem articular din\u00e2micas mercantis, atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o ou venda de bens e servi\u00e7os destinados ao mercado, com l\u00f3gicas solid\u00e1rias que n\u00e3o se orientam para a maximiza\u00e7\u00e3o do lucro e onde se destacam as rela\u00e7\u00f5es de reciprocidade e entreajuda. Em muitas iniciativas, por exemplo nas que se situam no campo da produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, podem conviver, lado a lado, pessoas que se assumem anticapitalistas e que procuram contribuir para uma transforma\u00e7\u00e3o radical do sistema, com outras mais adaptadas, que pretendem apenas aceder a alimentos de qualidade a um pre\u00e7o mais satisfat\u00f3rio.\u00a0\u00c9 importante destacar que as iniciativas estabelecem uma rela\u00e7\u00e3o tensa com o contexto em que atuam, isto \u00e9, com o pensamento patriarcal de domina\u00e7\u00e3o, a ideologia do crescimento econ\u00f3mico e as pr\u00e1ticas mercantilistas e consumistas. Por\u00e9m, n\u00e3o existe uma realidade absolutamente dual entre economia capitalista e economias alternativas, mas sim situa\u00e7\u00f5es diversas que podemos situar num continuum. As iniciativas podem incorporar l\u00f3gicas que fazem parte da economia capitalista j\u00e1 que n\u00e3o operam completamente \u00e0 margem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A procura de compreens\u00e3o destas iniciativas n\u00e3o poder\u00e1 estar centrada em m\u00e9tricas ou crit\u00e9rios que lhes s\u00e3o alheios como, por exemplo, a viabilidade econ\u00f3mico-mercantil. \u00c9 importante atender \u00e0 sua inser\u00e7\u00e3o num contexto social, cultural e pol\u00edtico espec\u00edfico e atender \u00e0s mudan\u00e7as poss\u00edveis que elas desenham. Um dos desafios que poder\u00e1 potenciar a sua capacidade transformadora passa pelo refor\u00e7o de uma vis\u00e3o cr\u00edtica e sist\u00e9mica de transforma\u00e7\u00e3o social, reconhecendo a inter-rela\u00e7\u00e3o entre os diferentes sistemas de domina\u00e7\u00e3o, o que exige uma perspetiva feminista, que busque desmontar as rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o patriarcal; um pensamento ecol\u00f3gico, que rompa com a l\u00f3gica extrativista; e uma atitude solid\u00e1ria, de enraizamento local, porque a vida inscreve-se no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][lab_button title=&#8221;Comentar&#8221; type=&#8221;standard&#8221; button_bg=&#8221;custom&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Foutraseconomias.pt%2Foutrasec%2Fcomentarios%2F|title:Comentarios&#8221; button_bg_custom=&#8221;#c7080d&#8221; button_txt_custom=&#8221;#ffffff&#8221; button_txt_hover_custom=&#8221;#d88b39&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<figure class=\"wp-block-embed wp-block-embed-youtube is-type-video is-provider-youtube epyt-figure\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><div class=\"epyt-video-wrapper\"><div  id=\"_ytid_27086\"  width=\"945\" height=\"531\"  data-origwidth=\"945\" data-origheight=\"531\"  data-relstop=\"1\" data-facadesrc=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zaSPf3kUB1k?enablejsapi=1&autoplay=0&cc_load_policy=0&cc_lang_pref=&iv_load_policy=1&loop=0&rel=0&fs=1&playsinline=0&autohide=2&theme=dark&color=red&controls=1&disablekb=0&\" class=\"__youtube_prefs__ epyt-facade no-lazyload\" data-epautoplay=\"1\" ><img data-opt-id=2079533574  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" data-spai-excluded=\"true\" class=\"epyt-facade-poster skip-lazy\" loading=\"lazy\"  alt=\"YouTube player\"  src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/zaSPf3kUB1k\/maxresdefault.jpg\"  \/><button class=\"epyt-facade-play\" aria-label=\"Play\"><svg data-no-lazy=\"1\" height=\"100%\" version=\"1.1\" viewBox=\"0 0 68 48\" width=\"100%\"><path class=\"ytp-large-play-button-bg\" d=\"M66.52,7.74c-0.78-2.93-2.49-5.41-5.42-6.19C55.79,.13,34,0,34,0S12.21,.13,6.9,1.55 C3.97,2.33,2.27,4.81,1.48,7.74C0.06,13.05,0,24,0,24s0.06,10.95,1.48,16.26c0.78,2.93,2.49,5.41,5.42,6.19 C12.21,47.87,34,48,34,48s21.79-0.13,27.1-1.55c2.93-0.78,4.64-3.26,5.42-6.19C67.94,34.95,68,24,68,24S67.94,13.05,66.52,7.74z\" fill=\"#f00\"><\/path><path d=\"M 45,24 27,14 27,34\" fill=\"#fff\"><\/path><\/svg><\/button><\/div><\/div><\/div><\/figure>[\/vc_column_text][vc_custom_heading text=&#8221;Refer\u00eancias&#8221; font_container=&#8221;tag:h3|text_align:left|color:%23163a48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1722516289720{margin-top: 20px !important;}&#8221;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1722516280505{margin-top: 10px !important;}&#8221;]Brasil, F. S., Brasil, M. S. (2013). Economia Solid\u00e1ria, bem viver e decrescimento: primeiras aproxima\u00e7\u00f5es. Emancipa\u00e7\u00e3o, 13(3), 93-104.<br \/>\nDoi: 10.5212\/Emancipacao.v.13iEspecial.0006<\/p>\n<p>Cattani, A. D., Laville, J. L., In\u00e1cio Gaiger, L., &amp; Hespanha, P. (2009). Dicion\u00e1rio internacional da outra economia. Coimbra: Almedina<\/p>\n<p>Conill, J. (2013). Une autre vie est possible: \u00e0 propos du possible et de l&#8217;impossible. EcoRev&#8217;, (2), 45-55.<\/p>\n<p>Gibson-Graham, J. K. (2008). Diverse economies: performative practices for \u201cother worlds&#8217;. Progress in Human Geography, pp 1-20.<\/p>\n<p>Hespanha, P. e Mendon\u00e7a Santos, A.\u00a0 (orgs), (2011). Economia Solid\u00e1ria: Quest\u00f5es Te\u00f3ricas e Epistemol\u00f3gicas. Coimbra: Almedina.<\/p>\n<p>Hillenkamp, I., Gu\u00e9rin, I. e Verschuur, C. (2014). Economie solidaire et th\u00e9ories f\u00e9ministes: pistes pour une convergence n\u00e9cessaire. Revista de Economia Solid\u00e1ria, ACESSA, 7<\/p>\n<p>Laville, J. L. (2018). A Economia Social e Solid\u00e1ria: pr\u00e1ticas, teorias e debates. Coimbra, CES-Almedina<\/p>\n<p>Morin, E. (2017). Le bouillonnement d\u2019initiatives est ma raison d\u2019esp\u00e9rer Entrevista com Catherine Andr\u00e9. Alternatives. <a href=\"https:\/\/www.alternatives-economiques.fr\/bouillonnement-dinitiatives-raison-desperer\/00081356\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Ler<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Porro, A. (2016, 12 de Mar\u00e7o). Qu\u00e9 son las Otras Econom\u00edas? Portal de Econom\u00eda Solidaria (REAS).\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.economiasolidaria.org\/noticias\/que-son-las-otraseconomias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Ler<\/strong><\/a><\/p>\n<p>S\u00e1nchez Hern\u00e1ndez, J. L.\u00a0 (2017). Las pr\u00e1cticas econ\u00f3micas alternativas en perspectiva geogr\u00e1fica. Salamanca, Universidad de Salamanca.<\/p>\n<p>Wright, E. O. (2011). Utopias Reais para uma sociologia global. Di\u00e1logo Global, 1(5), 3-4.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row css=&#8221;.vc_custom_1693763244018{padding-top: 50px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Outras Economias: de que se trata, afinal?&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%23163a48&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221;][vc_column_text]Gra\u00e7a Roj\u00e3o (Rede para o Decrescimento) Tempo aproximado de leitura: 8 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text] As utopias realistas t\u00eam a capacidade de acionar uma vis\u00e3o cr\u00edtica do presente e de estimular uma pr\u00e1xis emancipat\u00f3ria. \u00c9 nesse quadro que t\u00eam nascido e ressurgido iniciativas que apostam&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4765,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"h5ap_radio_sources":[],"footnotes":""},"portfolio_category":[141],"portfolio_tag":[],"class_list":["post-5287","portfolio","type-portfolio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-revistan1"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/5287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/types\/portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5287"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/5287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7248,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/5287\/revisions\/7248"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=5287"},{"taxonomy":"portfolio_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tag?post=5287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}