{"id":6074,"date":"2024-02-01T12:57:32","date_gmt":"2024-02-01T12:57:32","guid":{"rendered":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/?post_type=portfolio&#038;p=6074"},"modified":"2026-05-14T14:14:33","modified_gmt":"2026-05-14T14:14:33","slug":"o-capitalismo-contra-o-clima","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/o-capitalismo-contra-o-clima\/","title":{"rendered":"O capitalismo contra o clima"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row css=&#8221;.vc_custom_1707232618485{padding-top: 70px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;O capitalismo contra o clima&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%23c7080d&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<h5><strong>Jo\u00e3o Camargo (texto e ilustra\u00e7\u00f5es), ativista do Clim\u00e1ximo e investigador em altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/strong><\/h5>\n<p>Tempo aproximado de leitura: 18 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 raro falarmos de capitalismo \u201cf\u00f3ssil\u201d, mas o objetivo desta formula\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas tornar clara a origem da crise clim\u00e1tica: a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Poderia haver quem argumentasse que, se h\u00e1 um capitalismo f\u00f3ssil, tamb\u00e9m haveria \u201cverde\u201d. Essa \u00e9, no entanto, uma impossibilidade. O capitalismo n\u00e3o pode n\u00e3o usar combust\u00edveis f\u00f3sseis. N\u00e3o significa que n\u00e3o possa tamb\u00e9m usar outras formas de energia. A liga\u00e7\u00e3o entre capitalismo e combust\u00edveis f\u00f3sseis \u00e9 absoluta, como \u00e9 portanto a liga\u00e7\u00e3o entre o capitalismo e a crise clim\u00e1tica. \u00c9 preciso ser claro: o capitalismo criou a crise clim\u00e1tica. \u00c9 preciso ser mais claro ainda do que isto: o capitalismo criou e sabia h\u00e1 muito que criou a crise clim\u00e1tica. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso dizer que o capitalismo \u00e9 e ser\u00e1 incapaz de travar a crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendemos a assumir que o capitalismo \u00e9 o estado natural das coisas porque somos permanentemente bombardeados na guerra cultural que fez das nossas cabe\u00e7as e da nossa imagina\u00e7\u00e3o um campo de batalha sobre o que \u00e9 ou n\u00e3o poss\u00edvel. Desde a cultura dominante no capitalismo \u00e0s not\u00edcias, \u00e0s redes sociais, tudo nos diz que o mundo \u00e9 isto e n\u00e3o pode ser isto. No entanto, sabemos que somos uma esp\u00e9cie que tem entre 200 e 300 mil anos de exist\u00eancia. Tamb\u00e9m sabemos que s\u00f3 nos \u00faltimos 12.000 anos surgiram as condi\u00e7\u00f5es para o aparecimento de agricultura, de grandes aglomerados populacionais e da \u201cciviliza\u00e7\u00e3o\u201d como a conhecemos. Foi o clima do Holoceno que nos permitiu essa evolu\u00e7\u00e3o. O capitalismo como forma de produ\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o social n\u00e3o tem muito mais de 200 anos, apesar das suas alian\u00e7as com outras formas antigas de organiza\u00e7\u00e3o repressiva, como o patriarcado e o colonialismo. A lengalenga de que a maneira como alguns grupos se comportam em capitalismo \u00e9 \u201cnatureza humana\u201d n\u00e3o passa disso mesmo &#8211; uma lengalenga. Como todas as lengalengas, tem aderentes. O que eles querem conformar \u00e9 a ideia de que n\u00e3o h\u00e1 alternativa a este sistema, e que portanto devemos simplesmente aceitar que \u00e9 assim. Apesar de termos vivido enquanto esp\u00e9cie neste planeta durante pelo menos 198.800 anos sem capitalismo, e apesar de termos agricultura, aglomerados populacionais e civiliza\u00e7\u00e3o h\u00e1 pelo menos 11.800 sem capitalismo. Apesar disto, dizem-nos que n\u00e3o h\u00e1 alternativa ao capitalismo. Sim, \u00e9 rid\u00edculo e n\u00e3o passa qualquer crivo hist\u00f3rico ou cient\u00edfico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img data-opt-id=2107432350  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-6011\" src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:261\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital6.png\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:261\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital6.png 300w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:768\/h:669\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital6.png 768w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:806\/h:702\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital6.png 806w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:558\/h:486\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital6.png 558w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:655\/h:571\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital6.png 655w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:962\/h:838\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital6.png 962w\" sizes=\"(max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2006, Sir Nicholas Stern escreveu no seu livro <span style=\"color: #c7080d;\"><a style=\"color: #c7080d;\" href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/books\/economics-of-climate-change\/A1E0BBF2F0ED8E2E4142A9C878052204#fndtn-information\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>\u201cThe Economics of Climate Change\u201d<\/strong><\/a><\/span>, que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas eram a maior falha de mercado que o mundo j\u00e1 viu. Stern reconhecia que havia um grave problema \u201co maior que o mundo j\u00e1 viu\u201d, mas chamava-lhe uma \u201cfalha\u201d. N\u00e3o \u00e9 verdade. O capitalismo necessitou e necessita ignorar os efeitos das suas atividades para funcionar. Se o capitalismo tivesse de pagar a degrada\u00e7\u00e3o ambiental que as suas atividades produzem, teria de abdicar dos seus lucros e portanto deixaria de funcionar. O capitalismo tem de desprezar o facto b\u00e1sico de os recursos humanos serem n\u00e3o s\u00f3 escassos como finitos, raz\u00e3o pela qual encoraja permanentemente (e al\u00e9m da cultura, a publicidade tem aqui um papel essencial) produtores e consumidores a gastar os recursos de acordo com o ritmo das \u201ccondi\u00e7\u00f5es de mercado\u201d.&nbsp; Mercado \u00e9 uma palavra-chave em capitalismo. De acordo com a Investopedia, um \u201cmercado \u00e9 um lugar onde as partes se juntam para facilitar a troca de bens e servi\u00e7os, tendo compradores e vendedores, podendo ser f\u00edsico ou virtual\u201d. Al\u00e9m disso, algumas caracter\u00edsticas chave do mercado incluem a \u201cdisponibilidade de um local, compradores e vendedores e uma mercadoria que possa ser comprada e vendida\u201d. Este mercado, em particular os \u201cmercados internacionais\u201d, n\u00e3o s\u00e3o algo que n\u00f3s consigamos ver ou participar. Talvez sejam mais simples explicar que mercados s\u00e3o pessoas ricas que decidem o que comprar e vender, porque essa defini\u00e7\u00e3o descreve a quase totalidade dos mercados nacionais e internacionais. N\u00e3o \u00e9 uma entidade abstrata: tem nomes, moradas e interesses representados em bolsa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O capitalismo necessita que tudo seja mercadoria e, portanto, transacion\u00e1vel &#8211; recursos, naturais, plantas, animais, o clima, as emiss\u00f5es &#8211; mesmo que o seu valor seja incalcul\u00e1vel, como a capacidade que as plantas t\u00eam para fornecer oxig\u00e9nio. Algo que n\u00e3o possa ser transacion\u00e1vel entre os ricos (\u201cmercados\u201d) tende a ser ignorado no capitalismo porque n\u00e3o tem valor de troca e, portanto, n\u00e3o poder\u00e1 render imediatamente a algu\u00e9m. Isso pode ser algo como a dignidade ou direitos humanos, como pode ser a habitabilidade de um territ\u00f3rio, o colapso de um ecossistema terrestre ou a vida de uma comunidade. A atribui\u00e7\u00e3o de um valor monet\u00e1rio a qualquer um destes \u00e9 um processo de aliena\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque um valor monet\u00e1rio, uma \u201cmoeda\u201d, seja ela qual for, depende apenas de uma cren\u00e7a e n\u00e3o tem qualquer correspondente material.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No livro <a href=\"https:\/\/www.versobooks.com\/en-gb\/products\/135-fossil-capital\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #c7080d;\">\u201cCapital F\u00f3ssil\u201d<\/span><\/strong><\/a> de Andreas Malm, ele explica-nos a origem e fus\u00e3o completa entre o capitalismo e os combust\u00edveis f\u00f3sseis, a partir do in\u00edcio da revolu\u00e7\u00e3o industrial. O abandono da utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua como fonte de energia, trocada pelo carv\u00e3o e o vapor n\u00e3o foram apenas um \u201cavan\u00e7o tecnol\u00f3gico\u201d, como tantas vezes nos explicam em livros de hist\u00f3ria: foram uma maneira de aumentar o controlo sobre a maneira como se produzia e, principalmente, sobre quem produzia. O carv\u00e3o e, mais tarde, o petr\u00f3leo e o g\u00e1s, ganharam sobre a \u00e1gua e o sol como fontes de energia porque permitiram aumentar o controlo dos patr\u00f5es sobre quem trabalhava, aumentando simultaneamente o poder da burguesia industrial sobre o Estado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Permitiram construir f\u00e1bricas longe da \u00e1gua e ignorar as horas do dia, colocando quem trabalha &#8211; crian\u00e7as, mulheres, homens, idosos &#8211; a trabalhar todas as horas do dia, 14 a 16 horas por dia, seis dias por semana. A concentra\u00e7\u00e3o da energia tamb\u00e9m permitiu arruinar pequenos produtores que n\u00e3o tinham capacidade de produzir \u00e0 mesma velocidade e com a mesma quantidade das f\u00e1bricas, que se desenvolviam \u00e0 volta dos motores a carv\u00e3o. Al\u00e9m disso, o carv\u00e3o (como o petr\u00f3leo e o g\u00e1s) s\u00e3o mat\u00e9rias cuja extra\u00e7\u00e3o \u00e9 de muito maior dificuldade, tendendo a criar grandes monop\u00f3lios. Os combust\u00edveis f\u00f3sseis fazem parte integral das rela\u00e7\u00f5es de propriedade burguesas: foi o carv\u00e3o que criou a grande f\u00e1brica e o proletariado industrial. A \u201ctransi\u00e7\u00e3o\u201d para o carv\u00e3o foi uma decis\u00e3o deliberada e extremamente \u00fatil para consolidar o capitalismo como modo de produ\u00e7\u00e3o, tal como as in\u00fameras decis\u00f5es tecnol\u00f3gicas que se sucederam desde o final do s\u00e9c. XVIII. As decis\u00f5es tecnol\u00f3gicas foram sempre orientadas por rela\u00e7\u00f5es de poder e n\u00e3o de racionalidade energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das turbinas a carv\u00e3o e petr\u00f3leo, em 1804 foi criada a primeira locomotiva a carv\u00e3o em Inglaterra. As locomotivas a vapor e a petr\u00f3leo continuaram a evoluir e a ser adaptadas a v\u00e1rios usos, desde os comboios \u00e0s f\u00e1bricas e aos barcos, permitindo a explos\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de produtos, que levou ao \u00eaxodo rural das popula\u00e7\u00f5es do campo para as cidades e as ind\u00fastrias, que continuou durante os s\u00e9culos seguintes. Os caminhos de ferro foram-se expandindo, como o foi tamb\u00e9m a navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima alimentada agora n\u00e3o apenas a ventos e mar\u00e9s, mas tamb\u00e9m a carv\u00e3o e petr\u00f3leo &#8211; isto tornou o mundo mais pequeno, aumentou o com\u00e9rcio, a extra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas em todos os continentes e o modelo de desenvolvimento industrial capitalista.<\/p>\n<p><img data-opt-id=568170395  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-6078 alignleft\" src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:194\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital5.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:194\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital5.png 300w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:1024\/h:662\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital5.png 1024w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:768\/h:496\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital5.png 768w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:1536\/h:993\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital5.png 1536w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:1670\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital5.png 2048w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:1612\/h:1042\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital5.png 1612w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:1116\/h:721\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital5.png 1116w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:806\/h:521\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital5.png 806w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:558\/h:361\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital5.png 558w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:655\/h:423\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital5.png 655w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os combust\u00edveis f\u00f3sseis t\u00eam outra vantagem sobre as energias e\u00f3lica, solar e da \u00e1gua &#8211; s\u00e3o uma pilha, t\u00eam energia solar armazenada, pois s\u00e3o o resultado da degrada\u00e7\u00e3o de seres vivos h\u00e1 milh\u00f5es de anos. Como estavam no subsolo, estavam fora do sistema biol\u00f3gico de circula\u00e7\u00e3o. Podem ser transportados e armazenados para serem consumidos a qualquer altura. E a sua queima liberta na atmosfera o di\u00f3xido de carbono que tinha sido fixado pelos seres vivos enquanto estavam vivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img data-opt-id=2062028775  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-6024 alignright\" src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:254\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital-4.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:254\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital-4.png 300w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:1024\/h:867\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital-4.png 1024w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:768\/h:650\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital-4.png 768w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:1116\/h:945\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital-4.png 1116w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:806\/h:683\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital-4.png 806w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:558\/h:473\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital-4.png 558w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:655\/h:555\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital-4.png 655w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:1275\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital-4.png 1464w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1864 Nikolaus Otto inventou o motor a 4 tempos, que deu origem aos motores a gasolina e a diesel. Simultaneamente, o motor el\u00e9trico tamb\u00e9m era desenvolvido, mas a sua menor rentabilidade e predisposi\u00e7\u00e3o a controlo monopolista colocou-o sempre em segundo plano. O primeiro carro a combust\u00edveis f\u00f3sseis foi inventado no s\u00e9c. XIX, tal como o primeiro carro el\u00e9trico &#8211; o segundo praticamente desapareceu durante mais de 100 anos. O Ford-T foi o primeiro autom\u00f3vel produzido em massa numa f\u00e1brica, e o seu objetivo era ser barato e acess\u00edvel a milh\u00f5es. Entre 1908 e 1927 foram produzidos 15 milh\u00f5es de Ford-Ts. Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo passado cerca de 3 mil milh\u00f5es de carros foram produzidos, tornando-se um dos principais meios de transporte do planeta, e criando in\u00fameros monop\u00f3lios simult\u00e2neos &#8211; da produ\u00e7\u00e3o dos autom\u00f3veis, das pe\u00e7as, do combust\u00edvel, da constru\u00e7\u00e3o das estradas, etc.. Nos anos 30 do s\u00e9culo passado foi inventada a turbina a jato, que lan\u00e7aria o transporte a\u00e9reo, tamb\u00e9m a combust\u00edveis f\u00f3sseis, e que se foi desenvolvendo para ocupar o espa\u00e7o das viagens cada vez mais curtas, substituindo barcos e comboios. A eletrifica\u00e7\u00e3o das sociedades e economias ocidentais exigiu a cria\u00e7\u00e3o de grandes centrais el\u00e9tricas, cujos propriet\u00e1rios tinham forte poder sobre a sociedade (seja pelo pre\u00e7o da energia, seja pela quantidade e regularidade de abastecimento). Eletricidade, f\u00e1bricas, portos, aeroportos e estradas, todos dependentes de combust\u00edveis f\u00f3sseis, s\u00e3o express\u00e3o mais clara de como o capitalismo \u00e9 e s\u00f3 pode ser capitalismo f\u00f3ssil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O capitalismo n\u00e3o pretende produzir bens e servi\u00e7os, mas sim capital e acumula\u00e7\u00e3o. Se para isso tiver de destruir o planeta, f\u00e1-lo-\u00e1 sem problemas, a n\u00e3o ser que seja travado. Mas tamb\u00e9m \u00e9 flex\u00edvel e, por isso, quando os capitalistas deixam de conseguir acumular riqueza a ritmos crescentes, ou quando v\u00eam uma oportunidade, \u201cinovam\u201d e tornam-se \u201cempreendedores\u201d. Por isso hoje se fala tanto de coisas intang\u00edveis como criptomoedas ou intelig\u00eancia artificial. Mas isto tamb\u00e9m acontece com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Mesmo boas ideias de solu\u00e7\u00e3o s\u00e3o corrompidas pela l\u00f3gica de expans\u00e3o, conquista e monop\u00f3lio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O capitalismo n\u00e3o tem ferramentas para resolver as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o procure atalhos e solu\u00e7\u00f5es de continuidade, criando ideias como \u201cdesenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d ou \u201ccapitalismo verde\u201d, no\u00e7\u00f5es que tentam conciliar o inconcili\u00e1vel, for\u00e7adas a entrar numa mesma express\u00e3o e que significam um vazio total. Crescer significa: \u201caumentar naturalmente em tamanho pela adi\u00e7\u00e3o de material atrav\u00e9s de assimila\u00e7\u00e3o ou acr\u00e9scimo\u201d e desenvolver-se significa \u201cexpandir ou realizar os potenciais de; trazer gradualmente a um estado mais completo, maior ou melhor\u201d.<br \/>\nQuando algo cresce, fica maior. Quando algo se desenvolve, torna-se diferente. O ecossistema terrestre desenvolve-se (evolui) mas n\u00e3o cresce al\u00e9m de certos limites. A economia, como subsistema do ecossistema terrestre, deve finalmente parar de crescer, mas pode continuar a desenvolver-se. O capitalismo n\u00e3o aceita esta premissa porque ela implica travar a acumula\u00e7\u00e3o de capital.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img data-opt-id=1531575632  data-opt-src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:275\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital3.png\"  decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-6077\" src=\"data:image/svg+xml,%3Csvg%20viewBox%3D%220%200%20300%20275%22%20width%3D%22300%22%20height%3D%22275%22%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%3E%3Crect%20width%3D%22300%22%20height%3D%22275%22%20fill%3D%22transparent%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"275\" old-srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:275\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital3.png 300w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:1024\/h:937\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital3.png 1024w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:768\/h:703\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital3.png 768w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:1116\/h:1021\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital3.png 1116w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:806\/h:738\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital3.png 806w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:558\/h:511\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital3.png 558w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:655\/h:599\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital3.png 655w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:1180\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Capital3.png 1436w\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gigante confus\u00e3o entre crescimento e desenvolvimento \u00e9 o terreno f\u00e9rtil em que o capitalismo quer ser eterno. Infelizmente esta confus\u00e3o domina e \u00e9 por isso que se alimenta a ideia errada de que, para haver empregos, \u00e9 preciso destruir o ambiente e o clima. O capitalismo diz-nos que abdicar dos combust\u00edveis f\u00f3sseis \u00e9 escolher viver nas cavernas, quando a realidade \u00e9 que continuar a usar combust\u00edveis f\u00f3sseis significar\u00e1, na melhor das hip\u00f3teses, viver nas cavernas. O mundo j\u00e1 est\u00e1 fundamentalmente diferente daquele em que o capitalismo se desenvolveu e prosperou. Agora s\u00f3 degradando cada vez mais e muitas vezes de forma irrevers\u00edvel o trabalho, o ambiente e o clima poder\u00e1 continuar a manter as suas taxas de retorno, os seus lucros, a sua extra\u00e7\u00e3o de mais-valia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A austeridade \u00e9 um sintoma disso mesmo, como \u00e9 a crise do custo de vida, que hoje j\u00e1 tem como fonte direta o pre\u00e7o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis e a crescente escassez material ligada \u00e0 crise clim\u00e1tica. Enquanto houve capitalismo, a crise clim\u00e1tica continuar\u00e1 sempre a exprimir-se como uma crise de custo de vida, em que n\u00f3s pagaremos os preju\u00edzos e os lucros das elites capitalistas, que nunca parar\u00e3o. O capitalismo considera mesmo que a escassez de estabilidade clim\u00e1tica pode ser uma oportunidade de neg\u00f3cio a ser aproveitado por aqueles que possuem capital e tecnologia para aproveitar o momento. Como o capitalismo nunca aceita perder, al\u00e9m das \u201coportunidades\u201d no combate \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas tamb\u00e9m v\u00ea \u201coportunidades\u201d no caos clim\u00e1tico. O frenesim das seguradoras e das resseguradoras \u00e9 total, e a financeiriza\u00e7\u00e3o uma necessidade. Assim, o capitalismo procura rentabilizar j\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 futuros lucros como lucrar com as cat\u00e1strofes. Nos \u00faltimos anos houve uma explos\u00e3o financeira para transferir riscos clim\u00e1ticos atrav\u00e9s de derivativos climat\u00e9ricos e t\u00edtulos de cat\u00e1strofe (<em>cat bonds<\/em>).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img data-opt-id=544509132  data-opt-src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:235\/h:300\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital1.jpg\"  decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-6021\" src=\"data:image/svg+xml,%3Csvg%20viewBox%3D%220%200%20235%20300%22%20width%3D%22235%22%20height%3D%22300%22%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%3E%3Crect%20width%3D%22235%22%20height%3D%22300%22%20fill%3D%22transparent%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" alt=\"\" width=\"235\" height=\"300\" old-srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:235\/h:300\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital1.jpg 235w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:801\/h:1024\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital1.jpg 801w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:768\/h:982\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital1.jpg 768w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:806\/h:1031\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital1.jpg 806w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:558\/h:713\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital1.jpg 558w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:655\/h:837\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital1.jpg 655w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:844\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Capital1.jpg 1084w\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDescarbonizar\u201d a economia, por outro lado, \u00e9 um jogo de palavras proclamado por v\u00e1rios governos e empresas, sempre que n\u00e3o se p\u00e1ra a utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis, que n\u00e3o se encerram ind\u00fastrias com elevadas emiss\u00f5es, sempre que n\u00e3o se transformam os transportes e a produ\u00e7\u00e3o agro-pecu\u00e1ria e florestal. Renov\u00e1veis n\u00e3o tiram di\u00f3xido de carbono da atmosfera e os novos modelos de renov\u00e1veis est\u00e3o a mimetizar os monop\u00f3lios f\u00f3sseis e s\u00e3o mesmo algumas destas empresas que j\u00e1 dominam o novo sector: com grandes centrais, grandes redes de distribui\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o do poder nas m\u00e3os dos \u201cmercados\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em muitos locais do mundo as alternativas j\u00e1 existem e est\u00e3o a ser praticadas: a permacultura, a democracia energ\u00e9tica, a revolu\u00e7\u00e3o alimentar, o combate \u00e0s energias f\u00f3sseis em funcionamento, os transportes alternativos. No entanto, a escala a que estas alternativas est\u00e3o a ser praticadas \u00e9 residual e estas s\u00e3o mantidas na marginalidade pelas leis que defendem o status quo, o poder como ele sempre foi e, acima de tudo, a propriedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os capitalismo n\u00e3o poder\u00e1 jamais abdicar de lucro, e h\u00e1 mais reservas de petr\u00f3leo e g\u00e1s no subsolo do que aquelas que queim\u00e1mos at\u00e9 hoje &#8211; e \u00e9 por isso que at\u00e9 hoje as emiss\u00f5es nunca pararam de aumentar. Eles n\u00e3o t\u00eam alternativa a fazer todo o lucro que possam e por isso t\u00eam de ser derrubados para poder continuar a haver Humanidade.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][lab_button title=&#8221;Comentar&#8221; type=&#8221;standard&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Foutraseconomias.pt%2Foutrasec%2Fcomentarios%2F&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row css=&#8221;.vc_custom_1707232618485{padding-top: 70px !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;O capitalismo contra o clima&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%23c7080d&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221;][vc_column_text] Jo\u00e3o Camargo (texto e ilustra\u00e7\u00f5es), ativista do Clim\u00e1ximo e investigador em altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas Tempo aproximado de leitura: 18 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] N\u00e3o \u00e9 raro falarmos de capitalismo \u201cf\u00f3ssil\u201d, mas o objetivo desta formula\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas tornar clara a origem da crise clim\u00e1tica: a queima de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6077,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"h5ap_radio_sources":[],"footnotes":""},"portfolio_category":[197],"portfolio_tag":[199],"class_list":["post-6074","portfolio","type-portfolio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-revistan2","portfolio_tag-rev2"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/6074","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/types\/portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6074"}],"version-history":[{"count":25,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/6074\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10868,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/6074\/revisions\/10868"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6077"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=6074"},{"taxonomy":"portfolio_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tag?post=6074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}