{"id":6709,"date":"2024-07-10T15:40:24","date_gmt":"2024-07-10T15:40:24","guid":{"rendered":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/?post_type=portfolio&#038;p=6709"},"modified":"2026-03-03T18:23:13","modified_gmt":"2026-03-03T18:23:13","slug":"o-franco-cfa-legado-colonial-com-repercussoes-atuais","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/o-franco-cfa-legado-colonial-com-repercussoes-atuais\/","title":{"rendered":"O franco CFA: legado colonial com repercuss\u00f5es atuais"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;O franco CFA: legado colonial com repercuss\u00f5es atuais&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%23d88b39&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_row_inner css=&#8221;.vc_custom_1721760076684{margin-top: 10px !important;}&#8221;][vc_column_inner][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1727108230056{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<h4><strong>Alexandre Abreu, Centro de Estudos sobre \u00c1frica e Desenvolvimento, ISEG &#8211; Lisbon School of Economics and Management, Universidade de Lisboa<\/strong><\/h4>\n<p>Tempo aproximado de leitura: 7 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>franco CFA<\/strong> (de \u201cCommunaut\u00e9 Financi\u00e8re Africaine\u201d: Comunidade Financeira Africana) \u00e9 o nome gen\u00e9rico dado a duas moedas \u2013 o franco CFA Ocidental e o franco CFA Central \u2013 utilizadas em 14 pa\u00edses africanos. Legado do <strong>per\u00edodo colonial<\/strong> (o significado original de CFA, aquando da cria\u00e7\u00e3o desta moeda em 1945, era \u201cColonies Fran\u00e7aises d\u2019Afrique\u201d), trata-se de um arranjo monet\u00e1rio que tem persistido, com algumas transforma\u00e7\u00f5es, ao longo das mais de seis d\u00e9cadas de independ\u00eancia das ex-col\u00f3nias francesas em \u00c1frica. Quer pelo significado pol\u00edtico e simb\u00f3lico da rela\u00e7\u00e3o tutelar por parte de Fran\u00e7a, a antiga pot\u00eancia colonial, quer pelos constrangimentos econ\u00f3micos efetivos que representa segundo muitos pontos de vista (ainda que outros contraponham alegadas vantagens), o franco CFA \u00e9 muito controverso e tem constitu\u00eddo um importante foco de <strong>contesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora falemos correntemente do franco CFA, trata-se em rigor de <strong>duas moedas distintas<\/strong>, com organismos e mecanismos de gest\u00e3o pr\u00f3prios (designadamente, bancos centrais distintos: o <span style=\"color: #6a096a;\"><a style=\"color: #6a096a;\" href=\"https:\/\/www.bceao.int\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>BCEAO &#8211; Banco Central dos Estados da \u00c1frica Ocidental<\/strong><\/a><\/span>, com sede no Senegal, e o <a href=\"https:\/\/www.beac.int\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #6a096a;\">BEAC &#8211; Banco dos Estados da \u00c1frica Central<\/span><\/strong><\/a>, sediado nos Camar\u00f5es), bem como notas e moedas f\u00edsicas de apar\u00eancia distinta, sendo necess\u00e1rio proceder \u00e0 convers\u00e3o de uma moeda para a outra nas transa\u00e7\u00f5es realizadas entre agentes econ\u00f3micos dos dois espa\u00e7os subregionais.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_custom_heading text=&#8221;Texto recomendado&#8221; font_container=&#8221;tag:h3|text_align:left|color:%236a096a&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<a href=\"http:\/\/www.politicsofmoney.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Gadha-at-al-2021-Economic-and-Monetary-Sovereignty-in-21st-Century-Africa.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gadha, M., Kaboub, F., Koddenbrock, K., Mahmoud, I. &amp; Sylla, N. (eds.) (2022). Economic and Monetary Sovereignty in 21st Century Africa. Londres: Pluto Press<\/a>[\/vc_column_text][vc_single_image image=&#8221;7041&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_single_image image=&#8221;6707&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1721744109183{margin-top: 0px !important;margin-bottom: 0px !important;}&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">BCEAO &#8211; Banco Central dos Estados da \u00c1frica Ocidental<\/span><\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>1<\/sup><\/span><\/strong> O regime de paridade fixa significa que n\u00e3o h\u00e1 varia\u00e7\u00f5es da taxa de cambio entre uma moeda e outra, que serve de refer\u00eancia (o D\u00f3lar ou o Euro, por exemplo), o que \u00e9 o caso entre o Euro e o Franco CFA. A paridade fixa \u00e9 um instrumento de pol\u00edtica econ\u00f3mica, resulta de uma decis\u00e3o de regula\u00e7\u00e3o. O contr\u00e1rio \u00e9 o regime de cambio flutuante, em que n\u00e3o h\u00e1 regula\u00e7\u00e3o. \u00c9 a procura e oferta de uma moeda no mercado cambial que fixa o seu valor em rela\u00e7\u00e3o a outra, sem interven\u00e7\u00e3o de um Estado ou de uma inst\u00e2ncia supranacional.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, estas duas moedas s\u00e3o, em geral, vistas e discutidas conjuntamente como uma mesma institui\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, na medida em que apresentam a <strong>mesma paridade<\/strong> (de um para um relativamente \u00e0 outra; e fixa face ao euro em 1 euro = 655,957 francos CFA), uma origem e trajet\u00f3ria comuns e um mesmo conjunto de arranjos institucionais, que incluem a j\u00e1 referida paridade fixa<sup>1 <\/sup>face ao euro e a rela\u00e7\u00e3o de tutela por parte do Tesouro franc\u00eas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O franco CFA Ocidental circula em <strong>sete ex-col\u00f3nias francesas<\/strong> da \u00c1frica Ocidental (Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, N\u00edger, Senegal e Togo) e numa ex-col\u00f3nia portuguesa, a Guin\u00e9-Bissau, que aderiu a este espa\u00e7o monet\u00e1rio em 1997. Por sua vez, o franco CFA Central \u00e9 a moeda oficial de outras cinco ex-col\u00f3nias francesas (Camar\u00f5es, Chade, Gab\u00e3o, Rep\u00fablica Centro-Africana e Rep\u00fablica do Congo) e, desde 1984, uma ex-col\u00f3nia espanhola, a Guin\u00e9 Equatorial. Originalmente, tratava-se das moedas, vinculadas ao franco franc\u00eas, utilizadas no final do per\u00edodo colonial nos dois grandes espa\u00e7os administrativos em que se encontravam federadas as col\u00f3nias francesas em \u00c1frica: a \u00c1frica Ocidental Francesa e a \u00c1frica Central Francesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia dos processos de independ\u00eancia destes pa\u00edses, que como \u00e9 conhecido assumiram um car\u00e1ter de maior continuidade e menor rutura do que noutros contextos de descoloniza\u00e7\u00e3o, o franco CFA foi um de v\u00e1rios mecanismos que garantiram a persist\u00eancia de formas de tutela formal ou influ\u00eancia informal neocoloniais por parte da Fran\u00e7a, por vezes designada por <strong>Fran\u00e7afrique.<\/strong> No caso do franco CFA, isso ocorreu por tr\u00eas vias principais: a exist\u00eancia de uma paridade fixa face ao franco franc\u00eas (e posteriormente em rela\u00e7\u00e3o ao euro); a participa\u00e7\u00e3o de representantes do governo franc\u00eas nos \u00f3rg\u00e3os de decis\u00e3o do BEAC e, at\u00e9 2019, do BCEAO; e, tamb\u00e9m at\u00e9 2019, a deten\u00e7\u00e3o pelo Tesouro franc\u00eas, em Paris, de 50% das reservas de divisas (outras moedas estrangeiras) dos pa\u00edses participantes nestas uni\u00f5es monet\u00e1rias, como contrapartida da garantia de convertibilidade das duas moedas em caso de crise cambial.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mecanismos de<strong> tutela formal<\/strong> referidos no par\u00e1grafo anterior t\u00eam sido um foco \u00f3bvio de cr\u00edtica nos planos simb\u00f3lico e pol\u00edtico. Apesar de atenuados nas reformas de 2019, continuam a constituir uma forma de depend\u00eancia neocolonial e soberania incompleta por parte dos pa\u00edses africanos participantes. Acrescem a isso as limita\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas efetivas associadas \u00e0 perten\u00e7a a <strong>uni\u00f5es monet\u00e1rias<\/strong> com estas caracter\u00edsticas e que s\u00e3o talvez mais facilmente entend\u00edveis por refer\u00eancia aos debates sobre o euro: tal como sucede no caso da moeda \u00fanica europeia, a perten\u00e7a a uma uni\u00e3o monet\u00e1ria impede a utiliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria de uma forma que seja simultaneamente adequada \u00e0s diferentes circunst\u00e2ncias e necessidades, nomeadamente em termos de condi\u00e7\u00f5es de desemprego, infla\u00e7\u00e3o e ciclo econ\u00f3mico, de cada pa\u00eds. Tamb\u00e9m tal como no caso do euro, <strong>as economias com estruturas produtivas mais fracas tendem a ver a sua competitividade comprometida pela ades\u00e3o a uma moeda relativamente forte<\/strong>, enquanto as economias mais fortes recebem um est\u00edmulo artificial \u00e0 sua competitividade por via da ades\u00e3o a uma moeda que, para si, \u00e9 relativamente fraca.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;6708&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1721409014782{margin-bottom: 0px !important;border-top-width: 20px !important;}&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #d88b39;\"><strong>BEAC &#8211; Banco dos Estados da \u00c1frica Central<\/strong><\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1727371452792{margin-bottom: 0px !important;}&#8221;]<span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #d88b39;\"><strong><sup>2 <\/sup><\/strong><\/span>Quando um pa\u00eds com moeda mais fraca compra a um pa\u00eds com moeda forte, tem que usar muito mais da sua moeda para compensar o valor da moeda forte.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><img data-opt-id=213542007  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-7343 size-full\" src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:auto\/h:auto\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Export-final.png\" alt=\"\" width=\"529\" height=\"748\" srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:529\/h:748\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Export-final.png 529w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:212\/h:300\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Export-final.png 212w\" sizes=\"(max-width: 529px) 100vw, 529px\" \/>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, se estes mecanismos operam j\u00e1 de forma significativa no caso do euro, o seu efeito \u00e9 ainda mais intenso no caso do franco CFA, na medida em que este se encontra vinculado numa paridade fixa face ao euro e, nessa medida, constitui uma <strong>extens\u00e3o da zona euro<\/strong> por via da incorpora\u00e7\u00e3o de economias com padr\u00f5es de especializa\u00e7\u00e3o ainda mais fr\u00e1geis do que os das economias europeias perif\u00e9ricas. O franco CFA constitui assim uma dupla zona monet\u00e1ria, que integra os pa\u00edses das duas subregi\u00f5es entre si e os articula numa uni\u00e3o monet\u00e1ria com o euro, implicando uma perda cr\u00f3nica de competitividade e fortes constrangimentos ao desenvolvimento econ\u00f3mico das economias africanas participantes. A participa\u00e7\u00e3o numa uni\u00e3o monet\u00e1ria caracterizada por uma paridade externa fixa e insustentavelmente forte implica que o franco CFA constitua uma <strong>penaliza\u00e7\u00e3o permanente<\/strong> sobre as exporta\u00e7\u00f5es destes pa\u00edses e um subs\u00eddio \u00e0s suas importa\u00e7\u00f5es \u2013 o que compromete a transforma\u00e7\u00e3o estrutural e qualifica\u00e7\u00e3o destas economias<sup>2<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim sendo, a pergunta \u00f3bvia a fazer \u00e9 porque \u00e9 que o arranjo se mant\u00e9m e os pa\u00edses n\u00e3o o abandonam. Alguns j\u00e1 o fizeram, na verdade (como o Mali em 1962), mas \u00e9 igualmente verdade que outros decidiram entretanto aderir (como a Guin\u00e9-Bissau em 1997). Os argumentos invocados em termos de vantagens do franco CFA incluem o maior controlo da infla\u00e7\u00e3o e a maior estabilidade cambial, bem como a maior previsibilidade para investidores estrangeiros e parceiros comerciais internacionais. Trata-se, segundo argumentam os seus defensores, de motivos an\u00e1logos aos que levam outras pequenas economias em desenvolvimento a adotarem o d\u00f3lar como moeda oficial, ou uma paridade fixa face ao d\u00f3lar. Do ponto de vista da economia pol\u00edtica, por\u00e9m, n\u00e3o podemos deixar de considerar que outros motivos concorrem para explicar a <strong>persist\u00eancia do franco CFA<\/strong>, como a proximidade das elites pol\u00edticas de muitos destes pa\u00edses relativamente aos interesses franceses e as vantagens que uma paridade cambial forte representa para elites econ\u00f3micas que pretendem transferir a sua riqueza para o exterior.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1721756196901{margin-top: 10px !important;}&#8221;][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por tudo isto, a aboli\u00e7\u00e3o do franco CFA enquanto <strong>rel\u00edquia anacr\u00f3nica do per\u00edodo colonial e mecanismo de subordina\u00e7\u00e3o neocolonial<\/strong> tem sido uma exig\u00eancia manifestada sobretudo por pensadores, movimentos sociais e for\u00e7as pol\u00edticas conotadas com posi\u00e7\u00f5es mais panafricanistas, radicais e cr\u00edticas, e menos um projeto politico-econ\u00f3mico s\u00f3lido dos pr\u00f3prios governos. Isso est\u00e1 no entanto a mudar rapidamente, principalmente no contexto dos pa\u00edses franc\u00f3fonos, como o Burkina Faso, Gab\u00e3o e N\u00edger, onde nos \u00faltimos anos tiveram lugar golpes de Estado assumidamente hostis aos interesses franceses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para um futuro para l\u00e1 do franco CFA, s\u00e3o v\u00e1rias as <strong>alternativas<\/strong> que t\u00eam sido propostas: da fragmenta\u00e7\u00e3o destas uni\u00f5es monet\u00e1rias em moedas nacionais, articuladas de modo flex\u00edvel, \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o do franco CFA por moedas supranacionais africanas sem a dimens\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o neocolonial. As pr\u00f3prias organiza\u00e7\u00f5es supranacionais africanas, como a CEDEAO, na \u00c1frica Ocidental, ou a pr\u00f3pria Uni\u00e3o Africana, t\u00eam h\u00e1 largos anos planos de longo prazo no sentido da integra\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e cambial e cria\u00e7\u00e3o de moedas pr\u00f3prias, mas estes t\u00eam avan\u00e7ado de forma muito lenta, com sucessivos adiamentos dos prazos indicativos apontados. Enquanto isso, o franco CFA e os constrangimentos que lhe est\u00e3o associados v\u00e3o persistindo, mesmo no contexto da uma Fran\u00e7afrique em acelerada decomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1721409125526{margin-bottom: 0px !important;}&#8221;]<figure class=\"wp-block-embed wp-block-embed-youtube is-type-video is-provider-youtube epyt-figure\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><div class=\"epyt-video-wrapper\"><div  id=\"_ytid_96139\"  width=\"945\" height=\"531\"  data-origwidth=\"945\" data-origheight=\"531\"  data-relstop=\"1\" data-facadesrc=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OO-s94Rf36k?enablejsapi=1&autoplay=0&cc_load_policy=0&cc_lang_pref=&iv_load_policy=1&loop=0&rel=0&fs=1&playsinline=0&autohide=2&theme=dark&color=red&controls=1&disablekb=0&\" class=\"__youtube_prefs__ epyt-facade no-lazyload\" data-epautoplay=\"1\" ><img data-opt-id=1755571952  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" data-spai-excluded=\"true\" class=\"epyt-facade-poster skip-lazy\" loading=\"lazy\"  alt=\"YouTube player\"  src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/OO-s94Rf36k\/maxresdefault.jpg\"  \/><button class=\"epyt-facade-play\" aria-label=\"Play\"><svg data-no-lazy=\"1\" height=\"100%\" version=\"1.1\" viewBox=\"0 0 68 48\" width=\"100%\"><path class=\"ytp-large-play-button-bg\" d=\"M66.52,7.74c-0.78-2.93-2.49-5.41-5.42-6.19C55.79,.13,34,0,34,0S12.21,.13,6.9,1.55 C3.97,2.33,2.27,4.81,1.48,7.74C0.06,13.05,0,24,0,24s0.06,10.95,1.48,16.26c0.78,2.93,2.49,5.41,5.42,6.19 C12.21,47.87,34,48,34,48s21.79-0.13,27.1-1.55c2.93-0.78,4.64-3.26,5.42-6.19C67.94,34.95,68,24,68,24S67.94,13.05,66.52,7.74z\" fill=\"#f00\"><\/path><path d=\"M 45,24 27,14 27,34\" fill=\"#fff\"><\/path><\/svg><\/button><\/div><\/div><\/div><\/figure>[\/vc_column_text][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1721668482184{margin-top: 10px !important;}&#8221;]<span style=\"color: #6a096a;\"><strong>7 minutes contre le CFA?<\/strong><\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text][\/vc_column_text][lab_button title=&#8221;Comentar&#8221; 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