{"id":6933,"date":"2024-07-22T17:43:46","date_gmt":"2024-07-22T17:43:46","guid":{"rendered":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/?post_type=portfolio&#038;p=6933"},"modified":"2024-11-06T12:29:02","modified_gmt":"2024-11-06T12:29:02","slug":"o-caminho-para-a-vitoria-passa-pela-destruicao-da-economia-de-colonizacao-marroquina","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/o-caminho-para-a-vitoria-passa-pela-destruicao-da-economia-de-colonizacao-marroquina\/","title":{"rendered":"O caminho para a vit\u00f3ria passa pela destrui\u00e7\u00e3o da economia de coloniza\u00e7\u00e3o marroquina"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;O caminho para a vit\u00f3ria passa pela destrui\u00e7\u00e3o da economia de coloniza\u00e7\u00e3o marroquina&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%23d88b39&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1721729124847{margin-top: 40px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1721756504487{margin-top: 10px !important;}&#8221;]<strong>Ali Mohamed e Lemhamid Sidi<\/strong><\/p>\n<p>Publicado originalmente em <strong><span style=\"color: #6a096a;\"><a style=\"color: #6a096a;\" href=\"https:\/\/ecsaharaui.com\/04\/2024\/marruecos-y-el-fin-del-saqueo-economico-del-sahara-occidental-ocupado-claves-para-desbloquear-el-conflicto-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ECSaharaui<\/a><\/span><\/strong>. Madrid<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o e contextualiza\u00e7\u00e3o inicial: <span style=\"color: #6a096a;\"><a style=\"color: #6a096a;\" href=\"http:\/\/aapsocidental.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Associa\u00e7\u00e3o de Amizade Portugal &#8211; Sahara Ocidental<\/strong><\/a><\/span> (AAPSO)<\/p>\n<p>Tempo aproximado de leitura: 14 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1721729939238{background-color: #ffffff !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Contextualiza\u00e7\u00e3o&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%236a096a&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1721729879132{background-color: #ffffff !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1721730005022{margin-top: 0px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Sahara Ocidental era, desde 1884, uma col\u00f3nia espanhola. Em dezembro de 1960 foi aprovada na Assembleia Geral (AG) das Na\u00e7\u00f5es Unidas a Resolu\u00e7\u00e3o 1514 (XV) sobre a \u201cConcess\u00e3o de Independ\u00eancia aos Pa\u00edses e Povos Coloniais\u201d e tr\u00eas anos mais tarde o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o do povo saharaui foi explicitamente reconhecido, passando a ser mencionado em todas as resolu\u00e7\u00f5es da ONU sobre a quest\u00e3o a partir de 1966. A Espanha continua a ser a Pot\u00eancia Administrante do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1973 foi criada a <strong>Frente POLISARIO<\/strong>, o movimento de liberta\u00e7\u00e3o saharaui, que iniciou uma luta armada contra a coloniza\u00e7\u00e3o espanhola. Em 1975, ao mesmo tempo que as col\u00f3nias portuguesas em \u00c1frica proclamavam as suas independ\u00eancias, Espanha sofria as press\u00f5es de Marrocos e da Maurit\u00e2nia, que cobi\u00e7avam a sua \u201c53.\u00aa Prov\u00edncia\u201d, e dos Estados Unidos, que receavam uma maior influ\u00eancia da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica no continente, no contexto da chamada \u201cGuerra Fria\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Espanha assinou em 14 de novembro de 1975 os Acordos de Madrid com Marrocos e a Maurit\u00e2nia, cedendo e repartindo o Sahara Ocidental pelos dois vizinhos que, entretanto, j\u00e1 tinham invadido o territ\u00f3rio, desrespeitando o Parecer do Tribunal de Justi\u00e7a da ONU, divulgado a 15 de outubro desse ano, o qual reconhece o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o do povo saharaui. A 28 de fevereiro de 1976 a Frente POLISARIO proclamou a Rep\u00fablica \u00c1rabe Saharaui Democr\u00e1tica (RASD), que em 1982 foi aceite como membro de pleno direito da ent\u00e3o Organiza\u00e7\u00e3o de Unidade Africana (OUA), hoje Uni\u00e3o Africana (UA).<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1721729907273{background-color: #ffffff !important;}&#8221;][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6930&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;img_link_large&#8221; img_link_target=&#8221;_blank&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1721729925946{background-color: #ffffff !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A guerra entre a Frente POLISARIO e os ex\u00e9rcitos marroquino e mauritano entrou numa nova fase em 1979, quando o \u00faltimo foi derrotado e assinou um tratado de paz. numa nova fase em 1979, quando o \u00faltimo foi derrotado e assinou um tratado de paz. Desgastado economica, social e politicamente, Marrocos assinou em 1991 um acordo de cessar-fogo, patrocinado pela ONU e pela OUA, sob a condi\u00e7\u00e3o de se realizar um referendo para que o povo saharaui pudesse escolher livremente o seu futuro. Em simult\u00e2neo foi criada a MINURSO \u2013 <span style=\"color: #6a096a;\"><a style=\"color: #6a096a;\" href=\"https:\/\/minurso.unmissions.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Miss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental<\/strong><\/a><\/span>, que se mant\u00e9m no terreno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta tr\u00e9gua durou at\u00e9 2020, sem que o referendo tivesse lugar, por oposi\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de Marrocos, receoso de perder o que considera ser a sua soberania sobre o territ\u00f3rio que a ONU classifica como \u201cn\u00e3o-aut\u00f3nomo\u201d e pendente de descoloniza\u00e7\u00e3o. Neste ano Marrocos quebrou o cessar-fogo e a guerra recome\u00e7ou e continua, at\u00e9 hoje.<br \/>\nAs fam\u00edlias saharauis est\u00e3o divididas: uma parte vive no territ\u00f3rio ocupado, outra nos acampamentos de refugiados na regi\u00e3o de Tindouf, na Arg\u00e9lia, uma terceira, menor, na di\u00e1spora. Querem voltar ao seu pa\u00eds para a\u00ed viverem em paz e liberdade e lutam por isso h\u00e1 50 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal como aconteceu com Timor-Leste, o Sahara Ocidental \u00e9 uma quest\u00e3o colonial cl\u00e1ssica, sendo hoje a \u00faltima col\u00f3nia em \u00c1frica.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1721732046687{margin-top: 40px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O regime marroquino atravessa uma crise estrutural sem precedentes, pois nunca antes, durante o reinado de Mohamed VI, o pa\u00eds magrebino acumulou tantos reveses em simult\u00e2neo, que s\u00f3 agravam a sua situa\u00e7\u00e3o: crise pol\u00edtica, social e econ\u00f3mica, seca severa, guerra no Sahara Ocidental, diverg\u00eancias no Pal\u00e1cio Real sobre a sucess\u00e3o ao trono, rutura com a Arg\u00e9lia e um rei que governa \u00e0 dist\u00e2ncia, alheio \u00e0 realidade do seu Reino. Este perigoso cocktail pode levar Rabat a apressar-se a impor um novo status quo na regi\u00e3o, coincidindo com o atual impasse do conflito, j\u00e1 que nos \u00faltimos meses estacionou tropas em diferentes sectores do centro e do sul do Sahara Ocidental, assim como maquinaria, novos aer\u00f3dromos e pistas de aterragem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marrocos justifica a sua ocupa\u00e7\u00e3o do Sahara Ocidental com uma narrativa que n\u00e3o tem outro sentido sen\u00e3o o de apropriar-se das riquezas de um territ\u00f3rio que n\u00e3o lhe pertence, que nunca lhe pertenceu e que mais tarde ou mais cedo ir\u00e1 perder. Qualquer guerra que consiga gerar dinheiro para a pagar constitui uma raz\u00e3o importante para a procura da vit\u00f3ria, mas se os custos da guerra levarem ao enfraquecimento de quem a faz e \u00e0 consequente eros\u00e3o da sua economia, pode ser derrotado e at\u00e9 arrastado para a rendi\u00e7\u00e3o. Assim, a acumula\u00e7\u00e3o de custos \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o certa e o objetivo que a guerra de liberta\u00e7\u00e3o deve atingir na sua fase atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As energias &#8211; solar, e\u00f3lica, petr\u00f3leo e g\u00e1s &#8211; a agricultura e a pesca s\u00e3o elementos extremamente importantes e essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o da anexa\u00e7\u00e3o e do ex\u00e9rcito de ocupa\u00e7\u00e3o. Portanto, se s\u00e3o elementos objetivos que servem para perpetuar a ocupa\u00e7\u00e3o marroquina, tornam-se automaticamente objetivos leg\u00edtimos da luta armada do povo saharaui, tal como o \u00e9 a batalha jur\u00eddica. Mas primeiro, vejamos mais de perto o que \u00e9 este <strong>roubo sistem\u00e1tico de bens e recursos saharauis<\/strong>, que reproduz um diab\u00f3lico ciclo de retroalimenta\u00e7\u00e3o entre ocupa\u00e7\u00e3o e benef\u00edcios econ\u00f3micos, para que fique claro que s\u00f3 a erradica\u00e7\u00e3o da componente econ\u00f3mica da invas\u00e3o ilegal do Sahara Ocidental far\u00e1 o regime marroquino ceder.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6932&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1721730346782{margin-bottom: 0px !important;}&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"color: #d88b39;\"><strong>Dakhla, no territ\u00f3rio ocupado do Sahara Ocidental. Cr\u00e9ditos: Rafael Lomba, 2024<\/strong><\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois <strong>principais exportadores de petr\u00f3leo<\/strong> para Marrocos s\u00e3o a Cepsa e a Repsol, multinacionais espanholas. Cerca de meio milh\u00e3o de toneladas de produtos petrol\u00edferos foram descarregadas nos portos de El Aa\u00edun e Dakhla. Os produtos petrol\u00edferos s\u00e3o essenciais para Marrocos manter a sua ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e s\u00e3o utilizados principalmente como combust\u00edvel para os ve\u00edculos, motores e cargueiros envolvidos na pilhagem do territ\u00f3rio saharaui, ou utilizados para fins militares pelo ex\u00e9rcito invasor marroquino. Estes transportes s\u00e3o efectuados principalmente por duas companhias de navega\u00e7\u00e3o, a Wisby Tankers, uma empresa sueca cujos navios-tanque arvoram o pavilh\u00e3o noruegu\u00eas e, a mais envolvida, a empresa francesa Sogetran, que sozinha transportou um ter\u00e7o do total do petr\u00f3leo enviado para o Sahara Ocidental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao <span style=\"color: #6a096a;\"><a style=\"color: #6a096a;\" href=\"https:\/\/wsrw.org\/en\/news\/portugal-biggest-exporter-of-gas-into-occupied-western-sahara\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>g\u00e1s<\/strong><\/a><\/span>, a exporta\u00e7\u00e3o total para o Sahara Ocidental sob a forma de GPL \u00e9 liderada principalmente pelos Pa\u00edses Baixos, que \u00e9 o maior fornecedor de g\u00e1s, mas tamb\u00e9m pelos Estados Unidos, Fran\u00e7a, Cro\u00e1cia, Espanha, B\u00e9lgica, It\u00e1lia e Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. O g\u00e1s importado \u00e9 utilizado para apoiar as infra-estruturas e as ind\u00fastrias da ocupa\u00e7\u00e3o ilegal do Sahara Ocidental. As principais empresas envolvidas no transporte s\u00e3o: BW Epic Kosan, uma filial do gigante BW Group, uma multinacional norueguesa especializada no transporte mar\u00edtimo de hidrocarbonetos, Wisdom Marine Group que \u00e9 uma empresa de Taiwan, e Stealth Corp, uma empresa de navega\u00e7\u00e3o grega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>eletricidade<\/strong> \u00e9 outro dos elementos mais essenciais na <strong>economia colonial<\/strong> e a chave para as suas opera\u00e7\u00f5es militares no deserto aberto e remoto. Marrocos, que se apresenta internacionalmente como campe\u00e3o das energias renov\u00e1veis, apesar de apenas 8% do seu consumo total ser limpo, est\u00e1 em vias de instalar um grande projeto energ\u00e9tico nas terras ocupadas do Sahara Ocidental. Por outras palavras, o mantra das energias renov\u00e1veis s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com a manuten\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o. E \u00e9 a Nareva, a empresa de energia e\u00f3lica da holding Al-Mada (antiga SNI) pertencente \u00e0 fam\u00edlia real marroquina, que det\u00e9m os grandes parques e\u00f3licos. Estes parques incluem Tarfaya, com uma capacidade instalada de 300 MW, e Aftissat, situado a 50 km a sul da cidade ocupada de Bojador, com uma capacidade de 200 MW. V\u00e1rias empresas estrangeiras est\u00e3o envolvidas na constru\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos, sendo as mais importantes a GE Renewable Energy, uma filial do gigante americano General Electric, bem como a empresa brit\u00e2nica Windhoist, a empresa p\u00fablica italiana Enel e a empresa germano-espanhola Siemens Gamesa. Todos estes parques e\u00f3licos s\u00e3o geridos pela EEM (Energie Eolienne du Maroc), que por sua vez pertence \u00e0 Nareva. Toda esta energia gerada \u00e9 utilizada por ind\u00fastrias que pilham os recursos n\u00e3o renov\u00e1veis do territ\u00f3rio saharaui e oferecem oportunidades de emprego, atraindo mais colonos de Marrocos. Al\u00e9m disso, foi a Alcatel Submarine Networks, filial francesa da multinacional Nokia, que instalou os cabos de telecomunica\u00e7\u00f5es desde Dakhla.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A eletricidade produzida poderia tamb\u00e9m ser exportada para o estrangeiro, nomeadamente para a <strong>Uni\u00e3o Europeia<\/strong>, que dela necessita urgentemente, dada a incompet\u00eancia dos dirigentes europeus sujeitos ao <em>diktat<\/em> de Bruxelas emanado de Washington. O Reino Unido, a Espanha e a Fran\u00e7a apoiam Marrocos nesta aventura de exporta\u00e7\u00e3o de energia verde manchada de sangue saharau\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia da sua invas\u00e3o, Marrocos est\u00e1 a contar com o potencial solar do Sahara Ocidental. Para o efeito, est\u00e3o em funcionamento duas <strong>centrais solares fotovoltaicas<\/strong> denominadas &#8220;Noor&#8221; com uma pot\u00eancia combinada de 100 MW. Uma com uma capacidade de 80 MW na capital El Aaiun e outra de 20 MW em Bojador, que foram constru\u00eddas no \u00e2mbito do projeto NOOR PV I, realizado por um cons\u00f3rcio liderado pela ACWA Power (Ar\u00e1bia Saudita), em parceria com a Shapoorji Palloni (\u00cdndia), o Chint Group (China), a Sterling &amp; Wilson (\u00cdndia) e a Astroenergy (filial do Chint Group).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>cimento<\/strong> \u00e9 tamb\u00e9m crucial para a constru\u00e7\u00e3o, seja para uso governamental, militar ou civil. S\u00f3 em El Aaiun ocupada est\u00e3o instaladas tr\u00eas f\u00e1bricas de cimento: a alem\u00e3 Heidelberg Cement, o maior produtor alem\u00e3o de cimento, \u00e9 o segundo maior grupo cimenteiro e controla as empresas CIMAR (Ciments du Maroc) e CIMSUD (filial do grupo Anouar Invest). Esta \u00faltima unidade tem uma capacidade de produ\u00e7\u00e3o de 500.000 toneladas por ano e foi constru\u00edda por outra empresa alem\u00e3, a Thyssen Krupp. A multinacional franco-su\u00ed\u00e7a Lafarge Holcim, igualmente l\u00edder no mercado mundial do cimento, disp\u00f5e de uma unidade de tritura\u00e7\u00e3o com uma capacidade de 200.000 toneladas por ano. O cl\u00ednquer, a subst\u00e2ncia utilizada no fabrico do cimento, <strong>chega de Portugal<\/strong>.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1721730669357{margin-bottom: 0px !important;}&#8221;]<img data-opt-id=603878209  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-6931\" src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:161\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/porto-sines.jpg\" alt=\"\" width=\"369\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:300\/h:161\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/porto-sines.jpg 300w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:768\/h:413\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/porto-sines.jpg 768w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:806\/h:434\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/porto-sines.jpg 806w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:558\/h:300\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/porto-sines.jpg 558w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:655\/h:353\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/porto-sines.jpg 655w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:929\/h:500\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/porto-sines.jpg 929w\" sizes=\"(max-width: 369px) 100vw, 369px\" \/>[\/vc_column_text][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"color: #d88b39;\"><strong>Porto de Sines, Portugal<\/strong><\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>1<\/sup><\/span><\/strong> Makhzen \u00e9 o termo que designa a elite pr\u00f3xima do rei e que dele est\u00e1 dependente. (N.T.)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>2<\/sup><\/span><\/strong> A Frente POLISARIO apresentou queixas ao Tribunal de Justi\u00e7a da Uni\u00e3o Europeia relativamente aos Acordos comerciais assinados entre a Uni\u00e3o Europeia e Marrocos que inclu\u00edam o territ\u00f3rio n\u00e3o-aut\u00f3nomo do Sahara Ocidental como se fizesse parte de Marrocos. O TJUE publicou tr\u00eas senten\u00e7as sucessivas (2016, 2018, 2021), todas dando raz\u00e3o \u00e0 Frente POLISARIO, mas a Comiss\u00e3o Europeia recorreu sempre. Espera-se ainda em 2024 a publica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a definitiva, j\u00e1 n\u00e3o pass\u00edvel de recurso. (N.T.)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>3<\/sup><\/span><\/strong>Pequena localidade do Sahara Ocidental ocupado, no extremo sul do territ\u00f3rio, a cerca de 5 km do oceano Atl\u00e2ntico e 11 km da fronteira com a Maurit\u00e2nia. Permitindo a Marrocos a comunica\u00e7\u00e3o terrestre com os pa\u00edses africanos mais a sul, a constru\u00e7\u00e3o de uma estrada para fazer passar os produtos roubados do Sahara Ocidental implicou uma grave viola\u00e7\u00e3o do acordo de cessar fogo assinado em 1991, sob os ausp\u00edcios da ONU e da OUA. entre a Frente POLISARIO e Marrocos. (N.T.)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>4<\/sup><\/span><\/strong> Rep\u00fablica \u00c1rabe Saharaui Democr\u00e1tica (RASD), ver Contextualiza\u00e7\u00e3o (N.T.)<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dakhla, a antiga Villa Cisneros, \u00e9 o principal fornecedor de <strong>produtos do mar<\/strong> a n\u00edvel nacional marroquino e mesmo de v\u00e1rios mercados estrangeiros, incluindo a UE. Os portos da capital administrativa, El Aaiun, e da capital econ\u00f3mica, Dakhla, s\u00e3o geridos pela Soci\u00e9t\u00e9 d&#8217;Exploitation des Ports SA (Marsa Maroc), detida a 60% pelo Makhzen<sup>1<\/sup> marroquino e cotada na Bolsa de Valores de Casablanca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grandes quantidades de produtos da pesca s\u00e3o transportadas em cami\u00f5es cuja propriedade \u00e9 cuidadosamente escondida ou dissimulada, em viagens de ida e volta entre os portos de Dakhla e El Aaiun e os portos de Marrocos. Frotas inteiras s\u00e3o utilizadas para <strong>exportar fosfatos, areia, farinha de peixe e \u00f3leo de peixe<\/strong>, bem como peixe congelado e produtos agr\u00edcolas. Encontramos, por exemplo, a empresa francesa CMA CGM, especializada no transporte mar\u00edtimo em contentores, sediada em Marselha, que serve em particular o porto de Dakhla e permite a exporta\u00e7\u00e3o de peixe congelado para a Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rei de Marrocos intensificou igualmente a <strong>agricultura<\/strong> atrav\u00e9s da realiza\u00e7\u00e3o de concursos p\u00fablicos com o objetivo de atrair novos colonos para as terras saharauis. Marrocos \u00e9 o primeiro exportador fora do continente europeu a abastecer o mercado da Uni\u00e3o Europeia com tomate saharaui. Assim, os produtos hort\u00edcolas saharauis em geral e o tomate em particular, exportados ilegalmente para a UE, continuar\u00e3o a aumentar, apesar do ac\u00f3rd\u00e3o do TJUE [Tribunal de Justi\u00e7a da Uni\u00e3o Europeia] que anular\u00e1 os acordos UE-Marrocos com base no facto de o Sahara Ocidental n\u00e3o pertencer a Marrocos<sup>2<\/sup>. A passagem ilegal de <strong>El Guerguerat<\/strong><sup>3<\/sup>, no sul dos territ\u00f3rios saharauis ocupados, canaliza grande parte dos vegetais saharauis em cami\u00f5es atrav\u00e9s da passagem que faz a liga\u00e7\u00e3o com a Maurit\u00e2nia. \u00c9 igualmente importante notar que o funcionamento e a livre circula\u00e7\u00e3o deste posto fronteiri\u00e7o, produto do expansionismo pela for\u00e7a militar, foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 inexplic\u00e1vel <strong>cumplicidade das autoridades mauritanas<\/strong>, que, apesar de reconhecerem a Rep\u00fablica Saharaui<sup>4<\/sup>, violam a sua integridade territorial com uma impunidade espantosa, num ato que p\u00f5e em causa a sua suposta neutralidade, meramente declamat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Geograficamente, Marrocos est\u00e1 isolado da \u00c1frica Ocidental pelos seus dois rivais, a Arg\u00e9lia a leste, que mant\u00e9m as suas fronteiras comuns fechadas, e a Rep\u00fablica Saharaui a sul, que mant\u00e9m militarmente ocupada, pelo que n\u00e3o tem qualquer passagem ou liga\u00e7\u00e3o terrestre \u00e0 regi\u00e3o. No contexto da ocupa\u00e7\u00e3o, El Guerguerat era estrat\u00e9gico para os saharauis, at\u00e9 2020, porque era <strong>a \u00fanica sa\u00edda para o Atl\u00e2ntico<\/strong> e para a cidade fantasma de La Guera, bem como devido \u00e0 sua proximidade com a capital econ\u00f3mica da Maurit\u00e2nia, Nouadhibou. Assim, a anexa\u00e7\u00e3o ilegal por parte de Marrocos com a consequente constru\u00e7\u00e3o de um novo muro e de bases militares em El Guerguerat tem um significado eminentemente econ\u00f3mico, pois permite a Marrocos o t\u00e3o desejado acesso ao mercado da <strong><span style=\"color: #6a096a;\"><a style=\"color: #6a096a;\" href=\"http:\/\/www.ecowas.int\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CEDEAO<\/a><\/span><\/strong> [Comunidade Econ\u00f3mica dos Estados da \u00c1frica Ocidental], do qual j\u00e1 faz parte o seu grande rival, a Arg\u00e9lia, que partilha uma fronteira natural com a Maurit\u00e2nia e possui uma via terrestre. Rabat est\u00e1 consciente de que o acesso ao mercado da CEDEAO s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel atrav\u00e9s da anexa\u00e7\u00e3o do posto de passagem ilegal de El Guerguerat, posto fronteiri\u00e7o que faz a liga\u00e7\u00e3o com a Maurit\u00e2nia atrav\u00e9s do ponto PK-55, situado no extremo sul do territ\u00f3rio da Rep\u00fablica Saharaui, e que \u00e9, portanto, a \u00fanica via que lhe permitiria comercializar os seus produtos com os pa\u00edses da \u00c1frica Ocidental e do Sahel, e assim concorrer com as rotas argelino-mauritanas como Tindouf-Zu\u00e9rat e Nouakchott-Uargla.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a \u00fanica via terrestre que liga Marrocos, atrav\u00e9s da Rep\u00fablica Saharaui e da Maurit\u00e2nia, \u00e0s profundezas da \u00c1frica Ocidental e evita os elevados custos do transporte mar\u00edtimo ao proporcionar uma rota terrestre direta do porto mediterr\u00e2nico de T\u00e2nger a Dakar. Rabat supera assim o seu encapsulamento geogr\u00e1fico de d\u00e9cadas e refor\u00e7a a sua ocupa\u00e7\u00e3o do Sahara Ocidental, fazendo da passagem de El Guerguerat uma condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel e a raz\u00e3o de ser da estrada. Atualmente, <strong>grande parte do com\u00e9rcio UE-\u00c1frica depende do posto fronteiri\u00e7o clandestino de El Guerguerat<\/strong>, uma vez que Marrocos \u00e9 o principal parceiro comercial da UE na regi\u00e3o do Norte de \u00c1frica, al\u00e9m de manter Nouakchott dependente da rota para as grandes exporta\u00e7\u00f5es de produtos hort\u00edcolas, bens de primeira necessidade e equipamentos eletr\u00f3nicos que recebe. Na mesma linha, para afastar a Maurit\u00e2nia de qualquer posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 Rep\u00fablica Saharaui, amea\u00e7a continuamente invadir La Guera para construir um porto mar\u00edtimo que concorra com o porto de Nouadhibou, a cidade portu\u00e1ria mauritana mais movimentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Qual \u00e9 o peso de Marrocos na cena mundial?<\/em><\/strong> Vemos isso refletido nos micro-Estados e monarquias conservadoras do Golfo que abriram consulados nos territ\u00f3rios ocupados<sup>5<\/sup>. Se no mundo capitalista, o poder e o peso dos pa\u00edses se mede pelo seu PIB, Marrocos, deficit\u00e1rio em recursos naturais, retira grande parte da sua riqueza da pilhagem sistem\u00e1tica dos recursos naturais saharauis, e a outra parte da sua &#8220;agricultura&#8221; setentrional centrada na produ\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias il\u00edcitas e consequente tr\u00e1fico \u00e0 escala mundial (nomeadamente para a Europa e a Am\u00e9rica Latina), o <strong>&#8220;turismo&#8221; sexual<\/strong> em escala industrial em hot\u00e9is de renome, e a chantagem sobre a imigra\u00e7\u00e3o para obter os subs\u00eddios europeus que lhe s\u00e3o atribu\u00eddos h\u00e1 d\u00e9cadas para supostamente controlar e impedir a entrada de migrantes na Europa, o que, por alguma estranha raz\u00e3o, continua a acontecer.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>5<\/sup><\/span><\/strong>Para tentar demonstrar que h\u00e1 pa\u00edses que apoiam a sua pol\u00edtica de \u201csoberania\u201d sobre o Sahara Ocidental, o reino de Marrocos tem subornado pol\u00edticos estrangeiros que, em troca, levam os respetivos governos a abrir consulados nas cidades saharauis ocupadas\u2026 nas quais n\u00e3o vive nenhum nacional desses pa\u00edses. (N.T.)<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<a href=\"https:\/\/wsrw.org\/fr\/nouvelles\/rapports-wsrw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-opt-id=934740902  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-6981\" src=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:212\/h:300\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024.jpeg\" alt=\"\" width=\"298\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:212\/h:300\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024-scaled.jpeg 212w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:724\/h:1024\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024-scaled.jpeg 724w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:763\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024-scaled.jpeg 768w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:763\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024-scaled.jpeg 1086w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:763\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024-scaled.jpeg 1448w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:763\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024-scaled.jpeg 1612w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:763\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024-scaled.jpeg 1116w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:763\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024-scaled.jpeg 806w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:558\/h:789\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024-scaled.jpeg 558w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:655\/h:926\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024-scaled.jpeg 655w, https:\/\/mlqqwnlerv17.i.optimole.com\/w:763\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/P-for-Plunder-2024-scaled.jpeg 1810w\" sizes=\"(max-width: 298px) 100vw, 298px\" \/><\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se v\u00ea, n\u00e3o \u00e9 economicamente eficiente para Marrocos fazer a guerra. A manuten\u00e7\u00e3o do <em>status quo<\/em> nas regi\u00f5es anexadas rende milh\u00f5es em lucros aos quais dificilmente se renuncia voluntariamente. \u00c9 verdade que mant\u00e9m <strong>tr\u00eas quartos do seu ex\u00e9rcito na regi\u00e3o que ocupa<\/strong> com os correspondentes custos de transporte e manuten\u00e7\u00e3o, mas as suas a\u00e7\u00f5es limitam-se a ataques espor\u00e1dicos com drones (que no entanto s\u00e3o dez vezes mais caros do que o alvo a atacar). No m\u00e1ximo, est\u00e3o previstas algumas opera\u00e7\u00f5es especiais <em>ad hoc<\/em> para refor\u00e7ar a sua presen\u00e7a no territ\u00f3rio e a dissuas\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As <strong>receitas<\/strong> de Marrocos provenientes da exporta\u00e7\u00e3o dos recursos naturais saharauis continuam a constituir um excedente financeiro significativo que ultrapassa as necessidades do seu ex\u00e9rcito, assegura a compra de armamento e refor\u00e7a a m\u00e1quina militar destinada a manter a subjuga\u00e7\u00e3o do povo saharaui para consolidar o prolongamento das suas atividades ilegais e o subsequente desgaste da Frente POLISARIO. Simultaneamente, enriquece os seus generais, o que os mant\u00e9m distra\u00eddos dos golpes militares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ter\u00e3o ent\u00e3o de se criar condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 insustentabilidade da manuten\u00e7\u00e3o da sua presen\u00e7a militar atrav\u00e9s da gera\u00e7\u00e3o de custos, pondo assim em cheque a sua <strong>&#8220;economia de coloniza\u00e7\u00e3o&#8221;<\/strong>, invertendo a rentabilidade econ\u00f3mica proporcionada pela ocupa\u00e7\u00e3o, na medida em que esta se tornou o n\u00facleo essencial da sua perman\u00eancia ilegal. O ELPS [Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Popular Saharaui] poder\u00e1 alterar as regras do jogo atacando enclaves e locais cruciais da espinha dorsal econ\u00f3mica, como fez durante a primeira guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O futuro de qualquer guerra \u00e9 um tratado de paz, e a primeira das partes em conflito a falar de tal tratado \u00e9 a que est\u00e1 mais exausta pela sua continua\u00e7\u00e3o, quer porque os danos ser\u00e3o demasiado importantes, mesmo que saia vitoriosa, quer pela insustentabilidade da guerra face ao grande n\u00famero de problemas que gera para os Estados, nomeadamente para as suas economias. Perante o macabro logro diplom\u00e1tico e o mais que justificado sil\u00eancio do regime marroquino sobre um conflito que perdeu e que n\u00e3o quer reavivar, s\u00f3 uma escalada da guerra o poder\u00e1 fazer ceder e fazer voltar a sua aten\u00e7\u00e3o para dentro de si pr\u00f3prio e reorientar as suas energias para a constru\u00e7\u00e3o do seu sonho de grandeza dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][lab_button title=&#8221;Comentar&#8221; type=&#8221;standard&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Foutraseconomias.pt%2Foutrasec%2Fcomentarios%2F%20_blank%20_blank|target:_blank&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;O caminho para a vit\u00f3ria passa pela destrui\u00e7\u00e3o da economia de coloniza\u00e7\u00e3o marroquina&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%23d88b39&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1721729124847{margin-top: 40px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1721756504487{margin-top: 10px !important;}&#8221;]Ali Mohamed e Lemhamid Sidi Publicado originalmente em ECSaharaui. Madrid Tradu\u00e7\u00e3o e contextualiza\u00e7\u00e3o inicial: Associa\u00e7\u00e3o de Amizade Portugal &#8211; Sahara Ocidental (AAPSO) Tempo aproximado de leitura: 14 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1721729939238{background-color: #ffffff !important;}&#8221;][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Contextualiza\u00e7\u00e3o&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%236a096a&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6932,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"h5ap_radio_sources":[],"footnotes":""},"portfolio_category":[212],"portfolio_tag":[],"class_list":["post-6933","portfolio","type-portfolio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-revistan3"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/6933","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/types\/portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6933"}],"version-history":[{"count":26,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/6933\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7238,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/6933\/revisions\/7238"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6933"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=6933"},{"taxonomy":"portfolio_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tag?post=6933"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}