{"id":7986,"date":"2025-01-23T16:10:52","date_gmt":"2025-01-23T16:10:52","guid":{"rendered":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/?post_type=portfolio&#038;p=7986"},"modified":"2025-02-03T10:50:45","modified_gmt":"2025-02-03T10:50:45","slug":"dilemas-das-cooperativas-face-ao-sistema-capitalista","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/dilemas-das-cooperativas-face-ao-sistema-capitalista\/","title":{"rendered":"Dilemas das cooperativas face ao sistema capitalista"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Dilemas das cooperativas face ao sistema capitalista&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%236A096A&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1737655804290{margin-top: 60px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1738579831641{margin-top: 10px !important;}&#8221;]<strong>Entrevista a Jos\u00e9 Luis S\u00e1nchez Hern\u00e1ndez. Tradu\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Roj\u00e3o. Fotos: Gra\u00e7a Roj\u00e3o e CIDAC.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Tempo aproximado de leitura: 10 minutos.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Luis S\u00e1nchez Hern\u00e1ndez (San Sebasti\u00e1n, Espanha, 1966) \u00e9 professor de Geografia Humana na Universidade de Salamanca, onde desenvolve a sua carreira acad\u00e9mica desde 1990. Especializou-se no estudo da rela\u00e7\u00e3o entre inova\u00e7\u00e3o socioecon\u00f3mica e desenvolvimento territorial, especialmente no setor agroalimentar. Esta linha de trabalho levou-o a interessar-se nos \u00faltimos anos por formas alternativas de economia (cr\u00edtica, social, colaborativa) que promovam o desenvolvimento sustent\u00e1vel nas esferas social, econ\u00f3mica e ambiental. Estas investiga\u00e7\u00f5es recentes analisaram as oportunidades e limita\u00e7\u00f5es enfrentadas pelas economias cr\u00edticas relativamente ao capitalismo, em Espanha, tanto nos espa\u00e7os urbanos como nas zonas rurais.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;7987&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1737719598364{margin-top: -20px !important;}&#8221;]<span style=\"color: #6a096a;\"><strong>Ferramentas em l\u00e3,<\/strong><\/span> de Reyhaneh Alikhani[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1737723684221{margin-top: 30px !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #d88b39;\"><strong>Tem estudado as pr\u00e1ticas econ\u00f3micas alternativas no Estado Espanhol. As cooperativas configuram uma pr\u00e1tica econ\u00f3mica alternativa ao sistema capitalista? Se sim, pode descrever como?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1737760829572{margin-top: -10px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cooperativas representam uma alternativa social ao sistema capitalista porque a propriedade das empresas cooperativas \u00e9 coletiva e a tomada de decis\u00f5es \u00e9 tamb\u00e9m coletiva. As empresas capitalistas convencionais baseiam-se na rela\u00e7\u00e3o salarial porque os e as trabalhadoras recebem um sal\u00e1rio mensal pelo seu trabalho, mas n\u00e3o participam ativamente na gest\u00e3o ou na tomada de decis\u00f5es. Por seu turno, os e as cooperantes recebem mensalmente uma retribui\u00e7\u00e3o \u2013 considerada justa \u2013 pelo seu trabalho na cooperativa, que \u00e9 de sua propriedade. Este car\u00e1ter coletivo da cooperativa \u00e9, na minha opini\u00e3o, o que faz destas um modelo alternativo ao capitalismo e \u00e0 procura de lucro acima de tudo. De facto, quando as pr\u00e1ticas econ\u00f3micas alternativas ganham dimens\u00e3o e se institucionalizam como empresas, geralmente adotam a forma jur\u00eddica de cooperativa.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;7988&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1737760846605{margin-top: -20px !important;border-bottom-width: 20px !important;}&#8221;]<span style=\"color: #6a096a;\"><strong>Conserva\u00e7\u00e3o coletiva de fruta no bairro do Cabe\u00e7o<\/strong><\/span>, Tortosendo (Covilh\u00e3)[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1737723727645{margin-top: 30px !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1737719694439{margin-top: 10px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #d88b39;\"><strong>Quais s\u00e3o os principais dilemas das cooperativas face ao sistema capitalista?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Penso que o principal dilema das cooperativas \u00e9, precisamente, n\u00e3o se tornarem empresas convencionais no seu funcionamento di\u00e1rio. Devem esfor\u00e7ar-se em n\u00e3o separar a propriedade coletiva da gest\u00e3o empresarial especializada. Este \u00e9 um problema importante porque nos mercados tradicionais as cooperativas t\u00eam muitas vezes de competir com empresas convencionais que acumulam muitos recursos de conhecimento e possuem mecanismos de tomada de decis\u00e3o \u00e1geis. Uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o para este problema de \u201chibrida\u00e7\u00e3o\u201d do modelo cooperativo e do modelo convencional seria a forma\u00e7\u00e3o de circuitos econ\u00f3micos (compra-venda) integrados por empresas cooperativas: se se formarem redes clientes-fornecedores entre cooperativas, poderiam preservar melhor os seus princ\u00edpios e valores e abordar o \u201csalto de escala\u201d do sector cooperativo dentro de um mercado capitalista cada vez mais exigente.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1737723740653{margin-top: 30px !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<strong><span style=\"color: #d88b39;\">Ao estudar as iniciativas locais, encontrou nelas impulsos distintos: de oposi\u00e7\u00e3o, de transforma\u00e7\u00e3o e de supera\u00e7\u00e3o do capitalismo. Como se situam as cooperativas face a essas orienta\u00e7\u00f5es?<\/span><\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1737655233474{margin-top: -10px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em conjunto, as cooperativas fariam parte das iniciativas que procuram transformar o capitalismo. Aceitam a propriedade privada, a liberdade de empresa e o mercado como mecanismo de coordena\u00e7\u00e3o entre a oferta e a procura. Por isso, n\u00e3o questionam os fundamentos do capitalismo nem se lhe op\u00f5em. Tamb\u00e9m n\u00e3o prop\u00f5em f\u00f3rmulas de organiza\u00e7\u00e3o socioecon\u00f3mica (decrescimento, relocaliza\u00e7\u00e3o, por exemplo) que possam delinear um horizonte p\u00f3s-capitalista. As cooperativas s\u00e3o empresas e, como tal, operam dentro do capitalismo, mas aspiram a construir um capitalismo humanizado, colaborativo e inclusivo atrav\u00e9s de uma f\u00f3rmula societ\u00e1ria espec\u00edfica. Na verdade, as cooperativas s\u00e3o o modelo empresarial \u201ccr\u00edtico\u201d mais difundido nas sociedades capitalistas, pelo menos na Europa, o que prova, na minha opini\u00e3o, que se tratam de propostas que n\u00e3o questionam o capitalismo de forma radical, antes tentam reformul\u00e1-lo a partir de dentro.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1737723754168{margin-top: 30px !important;}&#8221;][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #d88b39;\"><strong>Em que dimens\u00f5es do modelo de funcionamento cooperativo (independentemente do estatuto formal) v\u00ea maior potencial transformador?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1737655242143{margin-top: -10px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cooperativas constituem um exemplo de corresponsabilidade que me parece ser muito necess\u00e1ria para transformar a sociedade de mercado em que vivemos. O alargamento das rela\u00e7\u00f5es de mercado a todas as \u00e1reas da vida social (cuidados, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o da \u00e1gua e da energia) tem um efeito muito negativo no envolvimento dos cidad\u00e3os e cidad\u00e3s na vida p\u00fablica ou coletiva. Muitas pessoas pensam que tudo pode ser comprado (ou pago atrav\u00e9s dos impostos, na melhor das hip\u00f3teses) e, por isso, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio participarem em qualquer estrutura social\/econ\u00f3mica nem tomarem decis\u00f5es coletivas sobre o futuro da sociedade ou do planeta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cooperativas s\u00e3o um processo permanente de envolvimento individual num projeto coletivo ou partilhado. S\u00e3o um caso concreto de utiliza\u00e7\u00e3o inteligente do capital social. E est\u00e1 provado que o capital social (confian\u00e7a nas outras pessoas) \u00e9 um ingrediente fundamental das sociedades pr\u00f3speras e avan\u00e7adas. As regi\u00f5es europeias com melhores \u00edndices de capital social e de solidez institucional t\u00eam atravessado melhor as crises sucessivas que assolam o mundo ao longo do s\u00e9culo XXI. Por outras palavras, s\u00e3o mais resilientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por conseguinte, a extens\u00e3o dos princ\u00edpios cooperativos \u00e0 gest\u00e3o de mais \u00e1reas sociais parece-me ser um contributo transformador muito relevante que as cooperativas podem dar \u00e0 sociedade. Em alguns aspetos de grande complexidade t\u00e9cnica ou de elevada necessidade de capital (infra-estruturas, servi\u00e7os p\u00fablicos) o Estado, principalmente os poderes locais (autarquias) podem colaborar com recursos financeiros e de conhecimento na funda\u00e7\u00e3o de cooperativas ou no aconselhamento \u00e0s j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;7977&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1737723770119{margin-top: 10px !important;}&#8221;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1737657464603{margin-top: -20px !important;}&#8221;]<span style=\"color: #6a096a;\"><strong>Cooperativa Camacani<\/strong><\/span>, Puno (Peru)[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1737723788390{margin-top: 30px !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #d88b39;\"><strong>Estamos perante resqu\u00edcios de um modelo econ\u00f3mico em extin\u00e7\u00e3o ou perante um campo em expans\u00e3o? Do ponto de vista do questionamento do sistema econ\u00f3mico, existem diferen\u00e7as entre cooperativas mais antigas (hist\u00f3ricas) e as mais recentes?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O individualismo que domina as atuais sociedades ocidentais \u00e9 um verdadeiro obst\u00e1culo \u00e0 expans\u00e3o das cooperativas e para que estas alcancem um maior impacto social e econ\u00f3mico. Talvez as primeiras cooperativas, hist\u00f3ricas e assentes na fraternidade oper\u00e1ria e no movimento sindical, tivessem um conte\u00fado cr\u00edtico mais evidente, pois tentavam criar um ecossistema autogerido, alheio, na medida do poss\u00edvel, ao capitalismo industrial e monopolista anterior \u00e0 Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, as cooperativas carecem, segundo creio, desse objetivo mais ambicioso. A mais conhecida e importante em Espanha \u00e9 a <span style=\"color: #d88b39;\"><a style=\"color: #d88b39;\" href=\"https:\/\/www.mondragon-corporation.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Mondrag\u00f3n Corporaci\u00f3n Cooperativa<\/strong><\/a><\/span>, na prov\u00edncia de Guip\u00fazcoa<sup>1<\/sup> que, na pr\u00e1tica, \u00e9 uma empresa multinacional que preserva estruturas participativas e salariais inspiradas em princ\u00edpios cooperativos. Talvez as cooperativas mais cr\u00edticas do sistema capitalista estejam integradas na <a href=\"https:\/\/reas.red\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Rede Espanhola de Economia Social e Solid\u00e1ria<\/span><\/strong><\/a> (REAS), que opera em todo o pa\u00eds e na qual participam iniciativas econ\u00f3micas locais que variam muito em termos de atividades, \u00e2mbito geogr\u00e1fico e forma jur\u00eddica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este modelo em rede \u00e9, precisamente, aquele que mencionei antes como uma poss\u00edvel f\u00f3rmula para fortalecer as cooperativas e ajud\u00e1-las a preservar e refor\u00e7ar os seus princ\u00edpios e valores, e a demonstrar o seu valor \u00e0 sociedade. Tal como as empresas capitalistas convencionais t\u00eam conseguido articular cadeias e redes produtivas muito eficientes, formadas por unidades produtivas altamente especializadas, as cooperativas poderiam explorar as redes (como j\u00e1 fazem as cooperativas de segundo grau<sup>2<\/sup>) como modalidade de coordena\u00e7\u00e3o e governa\u00e7\u00e3o. O salto de escala que as economias cr\u00edticas necessitam para sair do nicho marginal em que se encontram e oferecer uma alternativa eficaz a mais pessoas, lares, fam\u00edlias e territ\u00f3rios exige pensar noutras solu\u00e7\u00f5es capazes de conjugar efici\u00eancia com valores.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>1 <\/sup><\/span><\/strong>NT: no Pa\u00eds Basco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>2 <\/sup><\/span><\/strong>NT: cooperativas de segundo grau correspondem \u00e0s uni\u00f5es, federa\u00e7\u00f5es e confedera\u00e7\u00f5es de cooperativas (art.\u00ba 5.\u00ba do C\u00f3digo Cooperativo portugu\u00eas), isto \u00e9, s\u00e3o cooperativas de cooperativas.<\/span><\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][lab_button title=&#8221;Comentar&#8221; type=&#8221;standard&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Foutraseconomias.pt%2Foutrasec%2Fcomentarios%2F|target:_blank&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1737655468526{margin-top: 10px !important;margin-bottom: 10px !important;}&#8221;][vc_empty_space height=&#8221;180&#8243;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Dilemas das cooperativas face ao sistema capitalista&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%236A096A&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1737655804290{margin-top: 60px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1738579831641{margin-top: 10px !important;}&#8221;]Entrevista a Jos\u00e9 Luis S\u00e1nchez Hern\u00e1ndez. Tradu\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Roj\u00e3o. Fotos: Gra\u00e7a Roj\u00e3o e CIDAC. Tempo aproximado de leitura: 10 minutos.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] Jos\u00e9 Luis S\u00e1nchez Hern\u00e1ndez (San Sebasti\u00e1n, Espanha, 1966) \u00e9 professor de Geografia Humana na Universidade de Salamanca, onde&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7987,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"h5ap_radio_sources":[],"footnotes":""},"portfolio_category":[268],"portfolio_tag":[],"class_list":["post-7986","portfolio","type-portfolio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-revistan5"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/7986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/types\/portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7986"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/7986\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8272,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/7986\/revisions\/8272"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7987"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=7986"},{"taxonomy":"portfolio_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tag?post=7986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}