{"id":8041,"date":"2025-01-24T12:24:59","date_gmt":"2025-01-24T12:24:59","guid":{"rendered":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/?post_type=portfolio&#038;p=8041"},"modified":"2026-05-20T14:06:54","modified_gmt":"2026-05-20T14:06:54","slug":"plataformas-cooperativas","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/plataformas-cooperativas\/","title":{"rendered":"Plataformas cooperativas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Plataformas cooperativas&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%236A096A&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1737722067731{margin-top: 60px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Os desafios da contraposi\u00e7\u00e3o ao capitalismo digital&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%236A096A&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;e a urgente necessidade de desenvolver uma pol\u00edtica cooperativa radicalmente alternativa&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%236A096A&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1737722048475{margin-top: 10px !important;}&#8221;]<strong>Stefano Tortorici, Scuola Normale Superiore. Tradu\u00e7\u00e3o: CIDAC<br \/>\n<\/strong><br \/>\nTempo aproximado de leitura: 12 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As plataformas digitais assumiram um lugar omnipresente nas nossas vidas, economias, sociedades. Muitas das nossas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o, hoje, mediadas por plataformas, desde comprar um bilhete de comboio, reservar um hotel, chamar um t\u00e1xi, at\u00e9 ao contacto com as nossas pessoas amigas. Somos todos e todas frequentemente obrigadas a utilizar redes sociais como o Facebook ou o Instagram e plataformas como a Uber ou a Airbnb. O advento da chamada Web 2.0<sup>1<\/sup>, que permitiu aos e \u00e0s utilizadoras interagirem ativamente <em>online<\/em> e a simult\u00e2nea descida das taxas de juro, que levou \u00e0 conveni\u00eancia relativa de investimentos de risco de grandes capitais financeiros (Srnicek, 2017), lan\u00e7aram, de forma prepotente, o novo modelo de neg\u00f3cio das plataformas. Estas ganham com a intermedia\u00e7\u00e3o entre, pelo menos, dois tipos de pessoas utilizadoras, possibilitada pela acumula\u00e7\u00e3o de dados e respetiva implementa\u00e7\u00e3o dos seus algoritmos. O valor das maiores empresas do mundo, todas americanas e que ficaram na hist\u00f3ria sob a sigla GAFAM (Google, hoje Alphabet, Apple, Facebook, hoje Meta, Amazon e Microsoft), atingiu uma impressionante capitaliza\u00e7\u00e3o bolsista de 13,5 bili\u00f5es de d\u00f3lares no final de dezembro de 2024. Embora estas empresas tamb\u00e9m tenham outros neg\u00f3cios, os seus lucros prov\u00eam principalmente das suas plataformas (Gawer e Srnicek, 2021). Veja-se, por exemplo, o caso da Amazon, cujo servi\u00e7o mais rent\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 a log\u00edstica, mas a sua nuvem Amazon Web Service (AWS), da qual resultam mais de 50% dos seus lucros (Into The Black Box, 2024). S\u00e3o, frequentemente, estas plataformas e os seus dados que est\u00e3o, hoje, por detr\u00e1s da estrondosa revolu\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;8103&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1737734324431{margin-top: 30px !important;margin-bottom: 30px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o surgimento das plataformas, as pra\u00e7as e ruas das nossas cidades, de Bombaim a Nova Iorque, do Rio de Janeiro \u00e0 Cidade do Cabo, de Turim a Sidney, foram-se enchendo de movimentos sociais, de estafetas e motoristas, que s\u00f3 mais tarde vieram a ser contactados e parcialmente apoiados tamb\u00e9m por alguns sindicatos mais tradicionais e por numerosas \u2013 e ainda insuficientes \u2013 iniciativas legais para melhorar as p\u00e9ssimas e prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de trabalho destes e destas trabalhadoras. Existe uma vasta literatura que testemunha a introdu\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas do s\u00e9culo XIX, que se tornaram novamente atuais gra\u00e7as ao surgimento das plataformas, desde o trabalho para a economia \u201cgig\u201d at\u00e9 \u00e0 total falta de regula\u00e7\u00e3o pelo facto de serem considerados \u201ctrabalhadores\/as independentes\u201d. As pessoas trabalhadoras das plataformas s\u00e3o frequentemente mal pagas, n\u00e3o lhes s\u00e3o garantidos os direitos sindicais b\u00e1sicos e vivem na precariedade. O capitalismo de plataforma deteriorou ainda mais o pr\u00f3prio capitalismo, como demonstram as classifica\u00e7\u00f5es do <span style=\"color: #d88b39;\"><strong><a style=\"color: #d88b39;\" href=\"https:\/\/fair.work\/en\/fw\/homepage\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fairwork<\/a><\/strong><\/span>, um projeto do Oxford Internet Institute que avalia as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho em plataformas, em 39 pa\u00edses de todo o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma s\u00e9rie de atores a n\u00edvel global que t\u00eam tentado melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e diminuir o poder excessivo das plataformas. Desde os movimentos e sindicatos mais radicais, passando pela associa\u00e7\u00e3o de pequenas e m\u00e9dias empresas e pessoas consumidoras, at\u00e9 \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, como a recente <a href=\"https:\/\/www.europarl.europa.eu\/news\/en\/press-room\/20240419IPR20584\/parliament-adopts-platform-work-directive\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #d88b39;\"><strong>Platform Work Directive<\/strong><\/span><\/a>, a diretiva da Uni\u00e3o Europeia relativa ao trabalho em plataformas. No entanto, desde o surgimento da Internet, t\u00eam surgido organiza\u00e7\u00f5es digitais alternativas que, nos \u00faltimos tempos, se t\u00eam agrupado sob as categorias de Solidarity Tech<sup>2<\/sup> (Scholz, 2024) ou Digital Solidarity Economies<sup>3<\/sup> (Albornoz et al., 2024): bens comuns digitais, cooperativas digitais e plataformas cooperativas, algumas Decentralised Autonomous Organizations (DAOs)<sup>4<\/sup>, ou seja, organiza\u00e7\u00f5es baseadas na tecnologia <em>blockchain<\/em><sup>5<\/sup>, e, mais recentemente, algumas tentativas de \u201cAI for the people<sup>6<\/sup>\u201d.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>1 <\/sup><\/span><\/strong>Shermin Vorshimin (2019) explica eficazmente a hist\u00f3ria da Web em tr\u00eas fases: a Web 1, na d\u00e9cada de 1990, apenas permitia \u00e0s pessoas utilizadoras navegar e ler; a Web 2, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000, permite \u00e0 pessoa utilizadora interagir ativamente, escrever; e a Web 3 supera o sistema centralizado de valida\u00e7\u00e3o de plataformas gra\u00e7as \u00e0 valida\u00e7\u00e3o descentralizada em Blockchain (ver nota de rodap\u00e9 5).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>2\u00a0 <\/sup><\/span><\/strong>NT: Tecnologia Solid\u00e1ria.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>3 <\/sup><\/span><\/strong>NT: Economias Solid\u00e1rias Digitais.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>4\u00a0 <\/sup><\/span><\/strong>NT: Organiza\u00e7\u00f5es Aut\u00f3nomas Descentralizadas.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>5 <\/sup><\/span><\/strong>A tecnologia Blockchain, parafraseando Primavera De Filippi e Aaron Wright (2018), \u00e9 um registo distribu\u00eddo, imut\u00e1vel e descentralizado que permite que as transa\u00e7\u00f5es sejam registadas de forma segura e verific\u00e1vel sem a necessidade de uma autoridade central ou de confian\u00e7a.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>6\u00a0 <\/sup><\/span><\/strong>NT: Intelig\u00eancia Artificial para as pessoas.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_video link=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kYzgXHZ9_mQ&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1737757968906{margin-top: 10px !important;}&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;Sobre a ex-GKN&#8221; font_container=&#8221;tag:h3|text_align:left|color:%23D88B39&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"color: #d88b39;\"><a style=\"color: #d88b39;\" href=\"https:\/\/insorgiamo.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Insorgiamo, con i lavoratori GKN Firenze<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jornalmapa.pt\/2024\/02\/04\/fim-do-mes-fim-do-mundo-mesma-luta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Fim do M\u00eas, Fim do Mundo, Mesma Luta<\/span><\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/passapalavra.info\/2023\/08\/149742\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Bicicletas de carga em vez de pe\u00e7as de autom\u00f3veis<\/span><\/strong><\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cooperativas nasceram como uma tecnologia organizacional destinada a melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho ou de consumo dos seus membros. Historicamente, tiveram at\u00e9 ambi\u00e7\u00f5es mais radicais e emancipat\u00f3rias, desde a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza (Owen) ao apoio \u00e0s lutas das comunidades afro-americanas contra a sua segrega\u00e7\u00e3o (Du Bois). Outras degeneraram no seu oposto, perdendo os seus valores alternativos ao capitalismo e acabando por apoiar valores diferentes apenas no discurso (Semenzin e Sacchetto, 2014). Hoje em dia, existe uma necessidade urgente e renovada de resolver a crise de identidade do cooperativismo, de escapar da sua degenera\u00e7\u00e3o neoliberal, redefinindo os seus valores \u00e0 luz dos grandes desafios do nosso tempo: desde a crise clim\u00e1tica \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o das divis\u00f5es por categorias de etnia,, g\u00e9nero e classe (Fraser, 2022; Tortorici, 2024). Na atualidade, existem algumas experi\u00eancias na vanguarda da busca radical da justi\u00e7a clim\u00e1tica. As pessoas trabalhadoras da EX GKN, em Campi Bisenzio (na prov\u00edncia de Floren\u00e7a), um gigante multinacional de semieixos autom\u00e1ticos, conduzem desde 9 de julho de 2021, h\u00e1 tr\u00eas anos e meio, uma extraordin\u00e1ria ocupa\u00e7\u00e3o e luta para reconverter a f\u00e1brica tendo em conta as necessidades sociais e ambientais, fazendo, assim, convergir estes movimentos. Ao longo da hist\u00f3ria, muitas cooperativas tentaram mudar o capitalismo, no entanto, n\u00e3o conseguiram, em conjunto, mud\u00e1-lo radicalmente (Benkler, 2017).<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As plataformas cooperativas nasceram da premente economia de plataforma, enfrentando, muitas vezes, os mesmos problemas das cooperativas tradicionais e incorporando valores mais ou menos radicais. Desde as que garantem um servi\u00e7o p\u00fablico e que t\u00eam uma participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica limitada, \u00e0s que tentam lutar, atrav\u00e9s de sistemas participativos engenhosos, pela justi\u00e7a clim\u00e1tica e contra as discrimina\u00e7\u00f5es de g\u00e9nero, etnia e classe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito de \u201cplataformas cooperativas\u201d nasceu em dezembro de 2014, na sequ\u00eancia de dois pequenos artigos de Trebor Scholz, professor na The New School de Nova Iorque e diretor do <a href=\"https:\/\/platform.coop\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Platform Cooperativism Consortium<\/span><\/strong><\/a>, e Nathan Schneider, professor na Universidade do Colorado Boulder. As plataformas cooperativas s\u00e3o as plataformas digitais que t\u00eam, segundo Scholz (2023), duas carater\u00edsticas principais: s\u00e3o de propriedade das pessoas utilizadoras e trabalhadoras e t\u00eam uma governa\u00e7\u00e3o cooperativa democr\u00e1tica baseada no princ\u00edpio cooperativo de \u201cum membro, um voto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 quem distinga dois tipos principais de plataformas cooperativas: 1) por um lado, as <em>start-up<\/em> cooperativas que nascem j\u00e1 com a inten\u00e7\u00e3o de desenvolver uma plataforma e que s\u00e3o designadas plataformas cooperativas; 2) por outro lado, as cooperativas tradicionais que desenvolvem uma plataforma mais tarde e que s\u00e3o subtilmente designadas por cooperativas de plataforma. A <span style=\"color: #d88b39;\"><a style=\"color: #d88b39;\" href=\"https:\/\/drivers.coop\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>The Drivers Cooperative<\/strong><\/a><\/span> (TDC) \u00e9 um exemplo do primeiro tipo. A <a href=\"https:\/\/www.cotabo.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Cotabo<\/span><\/strong><\/a>, do segundo.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_single_image image=&#8221;8109&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1737734392913{margin-top: 30px !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1737735137546{margin-bottom: 0px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A The Drivers Cooperative foi fundada em Nova Iorque, em 2021, por uma associa\u00e7\u00e3o de motoristas e ativistas que decidiram lan\u00e7ar uma plataforma para melhorar as suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, e com a grande ambi\u00e7\u00e3o de derrotar gigantes como a Uber e a Lyft, sendo ao mesmo tempo sustent\u00e1vel. A TDC nasceu como uma plataforma de e para pessoas motoristas, para proteg\u00ea-las da extra\u00e7\u00e3o cont\u00ednua das compensa\u00e7\u00f5es remunerat\u00f3rias pelas viagens que realizam e da desativa\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria por parte da Uber e Lyft. Durante algum tempo, a cooperativa experimentou, com sucesso, um sal\u00e1rio m\u00ednimo por hora de 30 d\u00f3lares, muito acima do sal\u00e1rio m\u00e9dio praticado pelas plataformas da cidade. Mas, agora, na sequ\u00eancia de alguns problemas no desenvolvimento da plataforma e de uma crise interna, os e as motoristas est\u00e3o a especializar-se em transportes urbanos para a Autoridade Metropolitana de Transportes de Nova Iorque. Por outro lado, surgiram novos TDC, por exemplo em Denver, no Colorado, e est\u00e3o em vias de ser criadas noutros Estados dos EUA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Cotabo, por outro lado, \u00e9 uma cooperativa de t\u00e1xis hist\u00f3rica de Bolonha, fundada em 1967, constitu\u00edda por mais de 500 taxistas, e \u00e9 a maior empresa de t\u00e1xis da cidade. Desde 2014, tem vindo a desenvolver uma plataforma que faz, hoje, a intermedia\u00e7\u00e3o de 70% das viagens da cooperativa. O seu algoritmo funciona de forma diferente do algoritmo de pre\u00e7os din\u00e2micos (ou <em>surge pricing<\/em> em ingl\u00eas, ndt) da Uber \u2013 que aplica a lei da oferta e da procura \u2013 garantindo, assim e de certa maneira, aquele que \u00e9 ainda considerado um servi\u00e7o p\u00fablico em It\u00e1lia. Em suma, em vez de determinar o pre\u00e7o das viagens de acordo com a lei do mercado, tornando certas viagens caras em determinados momentos, por exemplo, durante uma feira ou um concerto, o algoritmo da Cotabo responde a determinadas tarifas estabelecidas pelo munic\u00edpio e tenta tamb\u00e9m garantir que a viagem \u00e9 atribu\u00edda ao ou \u00e0 condutora da zona que est\u00e1 livre h\u00e1 mais tempo (Eccher, 2024).<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_single_image image=&#8221;8062&#8243; img_size=&#8221;medium&#8221; alignment=&#8221;right&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>7 <\/sup><\/span><\/strong>Movimento social franc\u00eas nascido em mar\u00e7o de 2016, com assembleias horizontais noturnas na Place de La R\u00e9publique, em Paris, e protestos contra a <em>Loi Travail<\/em> (Lei do Trabalho, ndt) em todo o pa\u00eds.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem plataformas cooperativas de entrega de comida, como a federa\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/coopcycle.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Coopcycle<\/span><\/strong><\/a>, que inclui mais de 50 cooperativas de estafetas, na Europa, e que nasceu na sequ\u00eancia da <em>Nuit Debut<\/em><sup>7<\/sup>, e de comida, como a <a href=\"https:\/\/www.openfoodnetwork.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Open Food Network<\/span><\/strong><\/a>, que fornece uma plataforma para pequenos e pequenas produtoras em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo; e em muitos outros sectores, desde plataformas de <em>babysitting<\/em> em Nova Iorque (<a href=\"https:\/\/www.carefully.coop\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Carefully<\/span><\/strong><\/a>) a plataformas que ligam necessidades das pessoas a fornecedores\/as, na Turquia (<a href=\"https:\/\/www.needsmap.coop\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Needsmap<\/span><\/strong><\/a>). Surgiram tantas experi\u00eancias, empresas e projetos que, hoje, se pode falar de um movimento social de apoio. Scholz (2023) fala, a este respeito, de cooperativismo de plataformas, incluindo organiza\u00e7\u00f5es, federa\u00e7\u00f5es e pessoas investigadoras que as apoiam. O <span style=\"color: #d88b39;\"><a style=\"color: #d88b39;\" href=\"https:\/\/directory.platform.coop\/#0.18\/0\/-111.7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>diret\u00f3rio<\/strong><\/a><\/span> do Platform Cooperativism Consortium conta com 638 projetos em mais de 53 pa\u00edses do mundo (dados de 7 de janeiro de 2025). Este n\u00famero, no entanto, n\u00e3o corresponde a plataformas cooperativas reais e ativas. Apliquei, recentemente, um question\u00e1rio, a n\u00edvel mundial, que demonstra existirem muito menos. O movimento cooperativo de plataformas \u00e9 ainda jovem. Tem ainda de desenvolver o seu pr\u00f3prio modelo, em muitos aspetos, e dotar-se de um sistema pr\u00f3prio de governa\u00e7\u00e3o e de valores pol\u00edticos.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1737735044928{margin-top: 30px !important;}&#8221;][vc_column][vc_single_image image=&#8221;8105&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As plataformas cooperativas ainda t\u00eam que provar que s\u00e3o um modelo sustent\u00e1vel. Se, no in\u00edcio, houve otimismo quanto ao seu potencial, dez anos ap\u00f3s o seu batismo, vemos que muitas falharam, em algumas dimens\u00f5es. Competir com gigantes globais que t\u00eam, muitas vezes, recursos quase ilimitados n\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel. Muitas experimentaram e est\u00e3o a experimentar estas contradi\u00e7\u00f5es na pele. Muitas falharam, enquanto outras est\u00e3o a aprender o que implica construir alternativas sustent\u00e1veis e a corrigir a sua trajet\u00f3ria. Um exemplo \u00e9 o da Ampled, uma plataforma cooperativa para m\u00fasicos e m\u00fasicas em alternativa \u00e0s gigantes tecnol\u00f3gicas Spotify ou Bandcamp, que faliu em 2023, mas de cujas cinzas nasceram duas plataformas cooperativas, as nov\u00edssimas <span style=\"color: #d88b39;\"><a style=\"color: #d88b39;\" href=\"https:\/\/subvert.fm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Subvert<\/strong><\/a><\/span> e <a href=\"https:\/\/mirlo.space\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Mirlo<\/span><\/strong><\/a>. As minhas pesquisas demonstram que gerir a democracia interna, desenvolver e, ao mesmo tempo, manter a tecnologia de plataforma, expandir o seu mercado e obter financiamentos suficientes, s\u00e3o alguns dos desafios mais sentidos por estas empresas.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, o futuro dos movimentos sociais e de um modelo de trabalho diferente passa pela sua sustentabilidade econ\u00f3mica e pela cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas que permitam \u00e0s pr\u00f3prias lutas avan\u00e7ar e ganhar terreno. As plataformas cooperativas representam uma experi\u00eancia importante, a n\u00edvel mundial, neste sentido. Est\u00e3o a tentar construir um modelo econ\u00f3mico decididamente melhor, mesmo nos casos menos radicais. Algumas encarnam valores profundamente alternativos \u2013 desde o respeito pela pessoa trabalhadora-cooperante, que muitas vezes se torna tutelada e propriet\u00e1ria, at\u00e9 \u00e0 luta pela <span style=\"color: #d88b39;\"><a style=\"color: #d88b39;\" href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/2-editorial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>justi\u00e7a clim\u00e1tica<\/strong><\/a><\/span> e \u00e0 supera\u00e7\u00e3o da cultura patriarcal \u2013 e tentam resolver as contradi\u00e7\u00f5es a que qualquer a\u00e7\u00e3o coletiva est\u00e1 sujeita na conjuntura atual. A democracia, muitas vezes, custa tempo, em mercados que exigem decis\u00f5es muito r\u00e1pidas. Muitas cooperativas operam sem o capital necess\u00e1rio para desenvolver tecnologia simples e eficaz, o que torna o desenvolvimento das suas plataformas mais dif\u00edcil, mais lento e obriga-as a depender da interface das plataformas que gostariam de substituir, como a API<sup>8<\/sup> da Google. Algumas veem-se na necessidade de contratar m\u00e3o de obra barata do Sul Global para desenvolver as suas plataformas e manter a concorr\u00eancia. V\u00e1rias pessoas co-fundadoras destas cooperativas experimentam a \u00edntima contradi\u00e7\u00e3o, de mem\u00f3ria \u201cLuxemburguiana\u201d<sup>9<\/sup>, entre tentar criar melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e a auto-explora\u00e7\u00e3o, chegando ao esgotamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras est\u00e3o a repensar seriamente as rela\u00e7\u00f5es de g\u00e9nero, como mostram as pesquisas sobre as <span style=\"color: #d88b39;\"><a style=\"color: #d88b39;\" href=\"https:\/\/digilabour.com.br\/worker-owned-intersectional-platforms-woip\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Worker Owned Intersectional Platforms<\/strong><\/a><\/span><sup>10<\/sup>, na Argentina e no Brasil. A investiga\u00e7\u00e3o pode e deve apoi\u00e1-las, compreendendo melhor os seus desafios e co-pesquisando em conjunto poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para os seus problemas de sustentabilidade financeira, ajudando-as a crescer e a definir os seus valores e pr\u00e1ticas organizacionais. O movimento cooperativo, no seu conjunto, n\u00e3o pode deixar de enfrentar os grandes desafios do nosso tempo e da transi\u00e7\u00e3o digital, e as experi\u00eancias das plataformas cooperativas est\u00e3o, em muitos aspetos, a pagar o pre\u00e7o da tentativa corajosa de construir outras economias no campo de batalha do capitalismo digital (Into the Black Box, 2021).<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>8 <\/sup><\/span><\/strong>NT: API, acr\u00f3nimo de <em>Application Programming Interface<\/em>, em portugu\u00eas significa Interface de Programa\u00e7\u00e3o de Aplica\u00e7\u00f5es. Simplificando, trata-se de um programa que envia e recebe informa\u00e7\u00f5es entre um site ou aplica\u00e7\u00e3o e as suas pessoas utilizadoras. Por exemplo, ao comprar um produto numa loja online e ao iniciar o processo de pagamento atrav\u00e9s do cart\u00e3o, a API faz uma liga\u00e7\u00e3o com o banco para se certificar de que aquele cart\u00e3o \u00e9 v\u00e1lido para efetuar o pagamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><br \/>\n<span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>9 <\/sup><\/span><\/strong>NT: Faz-se aqui refer\u00eancia a Rosa Luxemburg (1871-1919), fil\u00f3sofa e economista marxista polaco-alem\u00e3.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-size: medium;\"><br \/>\n<span style=\"font-size: medium;\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\"><sup>10 <\/sup><\/span><\/strong>NT: Plataformas intersetoriais de propriedade das pessoas trabalhadoras.<\/span><\/span><\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revolu\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial coloca um desafio adicional ao movimento cooperativo, que, mesmo nesta frente, ainda tem de desenvolver solu\u00e7\u00f5es capazes de permitir que as suas empresas sobrevivam e sustentem <span style=\"color: #d88b39;\"><a style=\"color: #d88b39;\" href=\"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/tecnologia-e-emancipacao-ha-cinquenta-anos-o-futuro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>vis\u00f5es tecnol\u00f3gicas radicalmente alternativas<\/strong><\/a><\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas quest\u00f5es e muitas outras, desde a constru\u00e7\u00e3o de novas subjetividades entre as economias digitais alternativas, \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da IA em contextos de guerra e, em particular, ao desenvolvimento de uma intelig\u00eancia artificial cooperativa, ser\u00e3o discutidas na 11.\u00aa confer\u00eancia do Platform Cooperativism Consortium, a realizar-se em Istambul de 11 a 14 de novembro de 2025. A confer\u00eancia, que estamos a organizar juntamente com Trebor Scholz, ser\u00e1 acolhida pela plataforma cooperativa Needsmap, e ser\u00e1 tamb\u00e9m lan\u00e7ada em breve uma chamada para artigos para pessoas ativistas, acad\u00e9micas e cooperativistas empenhadas nestes campos. Qualquer pessoa que queira repensar radicalmente a rela\u00e7\u00e3o entre pessoas, tecnologia e dados, para al\u00e9m das guerras e do neoliberalismo, \u00e9 mais do que bem-vinda.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Refer\u00eancias&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%23D88B39&#8243; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1737732004346{margin-top: 10px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1737733638320{margin-top: 20px !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Albarnoz, B\u00e9len, Ricard Espelt, Rafael Grohman, and Denise Kasparian. Digital Solidarity Economies. International Policy Review. 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Benkler, Yochai. The Realism of Cooperativism. In Scholz, Trebor, e Nathan Schneider (org.). Ours to Hack and to Own: The Rise of Platform Cooperativism, a New Vision for the Future of Work and a Fairer Internet. OR Books. 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eccher, Laura, <span style=\"color: #d88b39;\"><strong><a style=\"color: #d88b39;\" href=\"https:\/\/fondazionefeltrinelli.it\/scopri\/algoritmo-democratico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">L\u2019algoritmo democratico: come i tassisti bolognesi hanno creato l\u2019alternativa a Uber<\/a><\/strong><\/span>. 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/fair.work\/en\/fw\/homepage\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Fairwork<\/span><\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fraser, Nancy. Cannibal Capitalism. Verso. 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gawer, Annabelle, e Srnicek, Nick. Online platforms: Economic and societal effects. 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/insorgiamo.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">GKN for future<\/span><\/strong><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Into The Black Box. Platform Battlefield: Digital Infrastructures in Capitalism 4.0. 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Id, Futuro Presente. Red Star Press. 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Platform Cooperative Consortium. <a href=\"https:\/\/directory.platform.coop\/#0.18\/0\/-111.7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Directory<\/span><\/strong><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Scholz, Trebor. Own This! How Platform Cooperatives Build Democratic Digital Economies. Verso. 2023.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Id, <a href=\"https:\/\/platform.coop\/blog\/what-2024-built-together\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">What 2024 we built together<\/span><\/strong><\/a>. 28th December 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Semenzin, Marco e Devi Sacchetto. Storia e struttura della costituzione d\u2019impresa cooperativa. Mutamenti politici di un rapporto sociale. Scienza&amp;Politica. V. 26. N. 50. 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Srnicek, Nick. Platform Capitalism. Polity. 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tortorici, Stefano. <a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/CooperativeRootsforClimateJustice\/page\/34\/mode\/2up\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #d88b39;\">Cooperative Roots for Climate Justice. Istitute for the Cooperative Digital Economy<\/span><\/strong><\/a>. New York City. 2024.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][lab_button title=&#8221;Comentar&#8221; type=&#8221;standard&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Foutraseconomias.pt%2Foutrasec%2Fcontactos%2F|target:_blank&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1737736722013{margin-top: 10px !important;}&#8221;][vc_empty_space height=&#8221;180&#8243;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Plataformas cooperativas&#8221; font_container=&#8221;tag:h1|text_align:left|color:%236A096A&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1737722067731{margin-top: 60px !important;}&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;Os desafios da contraposi\u00e7\u00e3o ao capitalismo digital&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%236A096A&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=&#8221;e a urgente necessidade de desenvolver uma pol\u00edtica cooperativa radicalmente alternativa&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:left|color:%236A096A&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Anton%3Aregular|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal&#8221; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1737722048475{margin-top: 10px !important;}&#8221;]Stefano Tortorici, Scuola Normale Superiore. Tradu\u00e7\u00e3o: CIDAC Tempo aproximado de leitura: 12 minutos[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] As plataformas digitais assumiram um lugar omnipresente&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8047,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"h5ap_radio_sources":[],"footnotes":""},"portfolio_category":[268],"portfolio_tag":[],"class_list":["post-8041","portfolio","type-portfolio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-revistan5"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/8041","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/types\/portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8041"}],"version-history":[{"count":27,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/8041\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10905,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/8041\/revisions\/10905"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8047"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8041"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=8041"},{"taxonomy":"portfolio_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/outraseconomias.pt\/outrasec\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tag?post=8041"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}